12 de julho de 2020

Flea fala sobre a evolução que John Frusciante trouxe ao Red Hot Chili Peppers


Flea participou de uma entrevista remota no Late Night Happy Hour with the Kamenetzky Brothers na ESPN LA 710. O vídeo da conversa de 70 minutos foi publicado ontem no Youtube e nele o baixista falou sobre temas recorrentes da sociedade contemporânea, a vida de rockstar, a paixão pelos Lakers e, é claro, sobre o Red Hot Chili Peppers - citando como a banda cria música e a importância de John Frusciante para a evolução musical do quarteto desde a sua entrada em 1988.


Quando escuto free jazz eu sinto que é difícil, que não é acessível para mim. Quando vocês estão fazendo música assim, soa como se vocês soubessem o que estão fazendo não é acessível e fácil para as pessoas. Como é esse equilíbrio? Quanto vocês querem que as pessoas saibam disso? As vezes vale a pena fazê-las difíceis, como isso funciona? 
“Acho que é diferente para todo mundo. Para mim e minha banda sempre foi deixar rolar quando nos juntamos e tocamos, qualquer coisa que colocamos na mesa, nunca tendo o público em mente, como o que irão pensar. Eu acho que a natureza de quem somos nos fez fazer músicas que, sabe, somos quatro caras diferentes mas fazemos algo que nos conecta com muitas pessoas, uma conexão verdadeira que toca corações, mas desde que não éramos nenhum pouco populares, até quando nos tornamos extremamente populares, nunca mudou em como nos faríamos, só a música mudou e aprimorou. No começo tinha aquela energia que era algo que a gente amava mas ainda não sabíamos como escrever músicas que se pode cantar junto, não tínhamos dominado isso, não sei se ainda dominamos, mas começamos a aprender esse formato de compor, e nos ajudou muito quando o nosso guitarrista John Frusciante entrou na banda em 88. Quando ele entrou, ele já era naturalmente um ótimo compositor, e ele trouxe essa sensibilidade para a banda, e nos ajudou a crescer muito nessa parte.”










Tradução: Bruno Portugal


11 de julho de 2020

Ryan Hewitt responde perguntas sobre The Will To Death no Instagram


John Frusciante trabalhou com muitos engenheiros de gravação mas nenhuma parceria foi tão grande como a com Ryan Hewitt - ele foi o engenheiro de gravação e grande parte das vezes responsável pela mixagem de Shadows Collide White People ao The Empyrean, e exerceu ambas as funções nos dois álbuns do Ataxia e em Stadium Arcadium do Red Hot Chili Peppers, nesse último dividiu as funções com Andrew Scheps a pedido de Frusciante.

Na última terça-feira, Hewitt fez uma publicação onde se comprometia a responder perguntas sobre o álbum The Will To Death de John Frusciante, álbum gravado em cinco dias e mixado em apenas um dia. Foram dezenas de perguntas recebidas pelo engenheiro de som e que nas respostas ficou claro a admiração e o compromisso com Frusciante em todo o trabalho.




A seguir estão as perguntas e as respostas da publicação com a tradução de João Victor Sangalli:

Qual foi o equipamento mais importante que fez o som dessa gravação soar ótimo? (@nikos_page)

O cérebro e os dedos do John.

Primeiramente, eu gostaria de agradecer por esse trabalho incrível. Esse álbum é uma obra-prima e John, com certeza, é uma lenda. Uma pergunta: você ainda tem contato com John? E você está feliz com o retorno dele ao RHCP? (@jullesaffre)

Estou super empolgado por ele ter voltado.

Outra pergunta, qual era o set (conjunto) de bateria e pratos que Josh usou nessa gravação? (@jullesaffre)

Não consigo me lembrar dessa...



Qual a sua música favorita e por que? Você precisa escolher uma. (@pedrorb94)

A Loop!

E o outro de piano em “Wishing”? Com certeza um dos meus favoritos. (@maff0_, @aljayc e @alessia_.gigante)

Eu pensava que eram caixas de música, mas escutando novamente, pode ser que tenhamos feito os loops de piano num pedal de guitarra e apenas tocado todos ao mesmo tempo! Isso [essa ideia] surgiu na minha cabeça. A última frase no alto-falante esquerdo revela isso...

Vai ser lançada alguma nova cópia (prensagem)? (@manelgo_di_sousa)

Eu não sei os seus planos para esse [álbum].

Um grande fã seu e do John aqui. Por curiosidade, quantas faixas existem numa única música na sua sessão de gravação? Para esse álbum, mínimo e máximo. O número faixas são diferentes nas fases de gravação e de mixagem? Obrigado! (@specsoman)

Nós gravamos num gravador analógico de fita de 16 faixas, então, tecnicamente, esse é o limite. Contudo, muitas vezes saltávamos as faixas em conjunto, para que o resultado pudesse ter uma grande quantidade de harmonias ou qualquer outra coisa. E às vezes, instrumentos diferentes tocando em momentos diferentes da música podem compartilhar uma faixa. Podemos fazer o patch dessa faixa no console várias vezes para poder afetar cada instrumento de maneira diferente; portanto, as faixas na mixagem podem ter mais de 16 se isso fizer sentido. Algumas músicas tinham poucas faixas, como “Helical”, por exemplo...

Olá, Ryan, pensei nisso enquanto estava ouvindo o álbum agora. John já usou algum metrônomo enquanto estava gravando? Já usou quando Josh estava tocando bateria? E com os Peppers? (@specsoman)

Nenhum click tracks em nada do que eu fiz com John, exceto uma música do “Stadium Arcadium”, mas eu não lembro qual delas. Talvez “Animal Bar”.



Existe alguma faixa cortada (outtakes) ou alguma b-side (lado B)? (@imnotcabronn e (@k0stil)

Eu acredito que não.

Time Runs Out” foi gravada ao vivo? E “Helical”? Por que esse álbum foi mixado de uma forma antiquada/vintage, como algo dos anos 60? Qual a sua música favorita e por quê? (@collidingfanfares)

Sim, todas as músicas foram gravadas ao vivo. Sem click tracks. John queria uma vibe dos anos 60, então nós seguimos essa linha. Sons e arranjos simples. Minhas favoritas são "A Loop" e "The Will to Death".

Existe alguma coisa na gravação do álbum que você gostaria de ter tido mais tempo? (@eli_klangsamkeit)

Olhando para trás, eu gostaria que tivéssemos um pouco mais de tempo para desenvolver os sons na mixagem, mas o objetivo do negócio era mover rápido e permanecer cru [o som]! Às vezes eu cronometro quando eu estou mixando para não ficar tão atento aos detalhes e assim eu consigo manter a vibe se movendo.

Minha pergunta é: Como você se tornou essa pessoa legal? (@earthtolowen)

Esse álbum, com certeza, é parte disso!



Quando você o viu pela primeira vez no estúdio, ele lhe trouxe as próprias demos ou algo do tipo? Ou ele já tinha tudo na cabeça? Obrigado! (@itstorge)

Eu realmente não consigo me lembrar, para ser honesto. Eles poderiam ter algumas fitas demo, e eu sei que eles fizeram isso nos álbuns seguintes, mas eu não lembro de ter ouvido alguma demo nesse álbum.

O que você usou para os “efeitos” de “A Doubt”? Particularmente, o som/ruído mais alto na introdução e os emitidos por volta dos 2:00 minutos. Da mesma para os sons/ruídos em “The Mirror”. Sintetizadores? Ou pratos com efeitos pesados? (@quiqueg)

A maioria era John usando o seu sintetizador modular. Esse [equipamento] foi bastante presente nas suas gravações daquele tempo. Infinitas possibilidades usando como um processador. Ele ficou altamente criativo.

Você pode falar sobre o processo de ter as músicas prontas para gravação? Você sabe o tempo que Josh e John gastaram ensaiando o material antes de vocês irem para a gravação? Muitas partes foram improvisadas no lugar? Obrigado, Ryan. (@yourmanmaciej)

Eu honestamente não sei quanto tempo eles gastaram preparando essas músicas. Quando John me ligou para a turnê, ele disse que tinha mais de 50 músicas para gravar antes de iniciar a gravação do próximo álbum do RHCP, então nós realmente fomos com tudo e partimos para o trabalho! As estruturas das músicas estavam todas prontas e tinham muitos improvisos nos solos e nos overdubs.

Quando nós vamos ouvir a demos desse álbum? John mencionou que as lançaria em algum momento. (@joachimdalgard)

Nenhuma pista!

Muito obrigado por ter feito esse álbum. Sempre amei a forma como ele foi gravado e mixado. Eu vi a menção de que o álbum foi gravado de forma eficiente (não com muitas faixas/pistas) no gravador de 16 pistas/faixas. Eu espero que você possa responder meus questionamentos: 1. Algum dos takes alternativos soavam diferente, ou se aproximam de uma forma diferente do take que acabou indo para o álbum? Você se recorda qual e o que havia de diferente neles? 2. Você ainda tem acessa às fitas ou apenas John as guarda em seus arquivos? (@mikeynl1038)

Eu tenho certeza que fizemos inúmeros takes, mas elas eram muito semelhantes [ao que acabou indo para o álbum], exceto pelas jams, talvez. Elas foram muito bem ensaiadas e arranjadas. Eu não tenho acesso às fitas.




Que tipo de efeitos você usou nas músicas, de uma maneira geral? (@doctorketchup)

Na maioria, coisas orgânicas, eu acho. Talvez um plate reverb e os echos que John trouxe. Um Delta Labs Effectron (esses são muito divertidos!) e talvez uma máquina Boss echo, ou algo do tipo. Muitas músicas estão apenas secas [sem efeitos].


No geral, quais foram os microfones da bateria/técnicas de micing que você usou no álbum? Obrigado! (@arthurvermeij)

Mono Overhead, Kick, Snare e um microfone de quarto! Super simples. Sem compressões, se eu bem recordo.

O que você sente ao trabalhar com um artista desse? Como eram as vibes? (@alexhdezmt)

Eu não conseguia acreditar que aquilo tudo estava acontecendo... Ele é um herói para mim, aquilo era inacreditável. Mas também muito real... Era sempre tudo profissional [negócios] naquele tempo.

Há alguma história sobre as letras [das músicas] em que você teve uma conversa com John para entender o significado? (@ubbomueller)

Eu não achava que eu estava em posição de perguntar sobre as letras [das músicas] naquele momento. As suas canções pareciam tão pessoais que eu as deixei em paz. Nos outros álbuns, eu o fazia algumas perguntas quando eu não conseguia entender algo...

Ótimo álbum! Como foi a experiencia em trabalhar com John e Josh? Você sabe qual a música favorita do John desse álbum? (@dresk8mzz)

Super especial! Eu não sei qual a música favorita do JF.



Como vocês conseguiram os tons para soarem daquela forma em “An Exercise”? Particularmente, na marca dos 2:00 minutos? Eles parecem mudar em comparação ao restante da gravação. (@danzie23)

Aquilo era um Syndrum, eu acho que é assim como é chamado. Um sintetizador de bateria dos anos 80 que Josh tocou através de um amplificador que estava na sala com o kit.


Obrigado por fazer isso, Ryan. Eu tenho algumas perguntas, se você não se importar em responder mais de uma: 1) Em "An Exercise", como você conseguiu aquele efeito "echo" na bateria, que acontece aproximadamente no minuto 1:45? 2) Como você conseguiu o som no minuto 4:24 no outro de “Loss”? 3) Como você fez os sons ao fundo de “A Doubt”? 4) Quais as principais lições de vida, musicais e não musicais, que você aprendeu ao trabalhar com John? (@p2536p)

1. Se você está se referindo acerca da bateria eletrônica, Josh passou o amplificador pela sala. 2. Um dos teclados de John, talvez um conjunto de cordas, através de seu sintetizador modular. 3. John fez aquilo por meio do seu modular (módulo?). 4. Eu poderia escrever um livro! Aquele homem está em um outro plano de nós, meros morais.... De verdade. Eu apenas tentava acompanhar na maior parte do tempo.

De quem foi a ideia de hard panning na música The Will to Death? Houve alguma discussão sobre isso? (@studio8585)

John queria uma vibe despojada dos anos 60, então nós fomos em frente! Uma prática que uso até os dias de hoje.

Para você, como foi a experiência de aprendizado com esses álbuns? Como foi a experiência de aprendizado para você com esses álbuns? Você já teve um trabalho eficiente, conciso e criativo até aquele momento e isso influenciou sua maneira de trabalhar em outros álbuns a partir de então - qualquer que seja o gênero? (@maxmarkowsky)

Foi, definitivamente, um dos ensaios mais rápidos e mais decisivos que eu já trabalhei. Até eu me mudar para Nashville e trabalhar com músicos de estúdio dedicados, eu não tinha gravado algo tão rápido e preciso desde então... Eu sempre fui ensinado a trabalhar de forma rápida, mas em TWTD foi como ir para um carro de F1, saindo de um kart!



John gravou os vocais e a guitarra ao mesmo tempo em alguma das faixas? Se sim, qual tipo de set de microfone você escolheu? Obrigado por fazer isso! Uma das minhas maiores influências de todos os tempos. (@wolfejacksonmusic)

Eu não acho que ele tenha feito [dessa forma], mas eu não posso estar 100% nessa [com certeza].

Não quero ser muito nerd, mas qual equipamento você usou durante a gravação? Era uma fita de 24 faixas ou algo menor? Parece que o progresso foi incrivelmente rápido, estou realmente curioso como você conseguiu tudo isso de forma analógica. Aliás, ainda sou um grande fã desse álbum, soa tão bem! (@thijn_moons_)

Nós gravamos num Studer A800 de 16 faixas de 2 polegadas. Eu acho que eram 15ips, sem redução de barulho. Mixado a um Ampex ATR-102 de 1/2 polegada, num console Neve 8078, tudo a mão. Sem automação, sem computador, nada! A masterização foi diretamente da fita para a laca na Bernie Grundman Mastering [responsável pela masterização].

Gostaria de perguntar sobre a música "A Loop". Existe um excesso de muitas partes de guitarra ou é apenas uma parte com vários efeitos? (@benjaminhayeem)

A guitarra do lado direito é a faixa de guitarra original que ele acompanhou com Josh tocando bateria. Todas as guitarras do lado esquerdo são overdubs. Algumas foram gravadas com a fita sendo reproduzidas do lado oposto, para fazer o efeito reverso.


Como foi o processo para gravar as guitarras reversas no fim de "A Loop"? Foi difícil? (@aribronzuoli)

Nós viramos a fita e a tocamos de forma reversa. John tocou a sua guitarra com o resto da música tocando ao contrário. Honestamente, eu não consigo pensar nisso do ponto de vista “do negócio”, mas fizemos muito isso e me acostumei a trabalhar fazendo o reverso. Outra razão para eu achar que JF tem habilidades muito além das de um “músico normal”!



Como foi trabalhar com John em comparação com outros [artistas] que você já trabalhou? Existe alguma chance de você ainda estar em contato [com ele]? (@johncolton__)

Foi uma honra incrível em trabalhar com o herói da minha infância. De fato, abriu minha mente para vários conceitos, sejam eles musicais ou não. Sou muito agradecido pelo tempo que passei trabalhando com ele.

Vai ter algum relançamento em 2020? (@salman19)

Eu não sei.

Você se lembra quais os efeitos que foram usados em "A Loop" por volta dos 55 segundos? (@hush.itsme)

Eu acho que foram apenas 3-4 partes de guitarra bem secas.

Fico aqui imaginando, como foram esses 5 dias? Por quanto tempo você trabalhou por dia, quantos takes, etc? (@guacamoeley)

Nós trabalhamos 12 horas por dia com alguns intervalos para almoçar e jantar. John e Josh já haviam ensaiado tudo antecipadamente, então nós gravamos tudo bem rápido, na maior parte do tempo.



Em “Helical”, eu sempre me perguntei se aquele som aos 48 segundos é uma voz/vocal. (@dedwax)

Não me recordo se tínhamos microfones na sala [de gravação]. Parece dois microfones próximos nos meus fones de ouvido, então eu não sei!

Próximo ao minuto 2:15 na música “The Will to Death” eu escuto sinos tocando num volume muito baixo. Do que se trata? Você se lembra quais pedais ele usou na maior parte álbum? (@_tutoy_)

Eu não notei percebi nada. Pode ser alguma ressonância na guitarra? Na verdade não [se lembra dos pedais]... Acho que não foram muitos.

Qual o seu álbum favorito do quinteto [que foram lançados naquele período]? Você sabe se existem planos para relançamento em vinil como ele fez com “Curtains” e “The Empyrean” nos últimos anos? (@griffinetchison)

Curtains” é provavelmente o meu favorito. Nós fizemos [o álbum “Curtains”] na casa de John durante algumas semanas de sessões relaxantes no verão, se bem me lembro. Não sei se serão relançados...



Onde vocês fizeram a gravação desse álbum? (@gemasoft)

No “Mad Dog Studio” em Burbank e no “The Pass” em North Hollywood.

Você se lembra de quais microfones foram usados ​​para gravar vocais e instrumentos? Você pegou novas ideias ou técnicas por trabalhar próximo a John e Josh nesse projeto? (@jonahematos)

Eu gostaria de dizer que usamos um Telefunken 251 para a voz, mas não posso ter certeza. Sei que consegui um 250 [modelo do microfone] para o estúdio da sua casa, depois. Há um artigo na Tape Op Magazine sobre esses registros com todos os detalhes que não me lembro! Inúmeras ideias e conceitos vieram por trabalhar com John... Ele tem mais habilidade e conhecimento musical do que a maioria das outras pessoas juntas!
Leia a entrevista de John Frusciante e Ryan Hewitt na Tape Op Magazine, clicando aqui!
Teve alguma música em particular que foi (mais) difícil de mixar do que as outras? Se sim, qual e por que? (@love.frusciante)

Eu acho que não... Nós gastamos cerca de uma hora por música, eu acho! Gravações muito simples limitadas a um gravador de 16 faixas.



John improvisou algum dos efeitos ou ele sabia exatamente o que queria e onde queria? (@el_gabi)

Provavelmente ambos! Ele definitivamente tinha ideias preconcebidas em muitos casos e definitivamente usou a entropia e o caos do sintetizador modular para trazer essa vibe para a gravação.
Qual é a sua lembrança favorita com John e Josh? (@chaseparker9)

Assistindo Dave Chapelle e Rick James fazendo sátiras sem parar e rindo de nós mesmos como bobos!

Que amplificadores/guitarras Josh/John usaram? Alguma chance de uma faixa existir (ou você consegue se lembrar da configuração geral do gravador de 16 faixas)? (@twnsn)

Telecasters e Stratocasters com AC15 e um Fender Deluxe, pelo que me lembro. Eu não acho que tenho os track sheets em algum lugar, mas principalmente mono overhead, kick, snare e espaço para bateria, então o que mais estiver na música! Muito simples e dependente de como construímos uma música em particular...




Como você preencheria as outras 12 faixas? Parece um registro bastante mínimo para mim. (@twnsn)

Exatamente. Tudo o que era necessário...

O equipamento de John era semelhante à configuração do RHCP? (@mattsamuel700)

Ele usou pequenos amplificadores nesses álbuns. Ele usou um 2x10 AC15 que tinha um selo de “baixo” nele e alguns Fenders [guitarras]. RHCP era principalmente grandes Marshalls. [resposta adaptada]

Como foi o processo para gravar “Mirror”? (@francosebastiangoni)

Essa é difícil. Escutando-a agora, eu preciso adivinhar! Provavelmente gravamos o piano para os primeiros versos, depois gravamos a bateria e a guitarra pelo resto da música, editando a fita para aquelas seções de gravação e depois, o resto do piano. Geralmente fazíamos o baixo e vocais depois disso, daí então os sintetizadores modulares e outros efeitos. (Eu estou me forçando ao máximo para lembrar! Isso é um ótimo exercício). Voltarei a essa questão quando conseguir me lembrar... John cantou com o seu coração nessa [música].



Eu sempre quis saber sobre a gravação de “Helical”. É uma das minhas músicas favoritas. (@mufasavp)

Foi impressionante. John e Josh sentaram no chão do estúdio juntos e apenas improvisaram... Não me lembro se fizemos várias takes. Na verdade, eu inventei o nome [da música] quando lhes disse que suas guitarras entrelaçadas me fizeram visualizar uma sequência musical de DNA, uma forma helicoidal [“Helical”] ... com certeza John tocou a guitarra com reverb.

Com é ter trabalhado com John no estúdio, em comparação com os artistas que você trabalhou anteriormente/desde então? (@jmphale)

Essa não é uma pergunta justa! Ele é um Deus da guitarra em um outro plano...

Qual a sua música favorita desse álbum? (@beklemdvertoon)

Eu teria que dizer “A Loop” ou  The Will to Death”. Os solos/interlúdios de guitarra em “A Loop” são insanos. A simplicidade de “TWTD” me mata todas as vezes. Quando gravamos essa música, John pediu uma vibe do Velvet Underground, uma proximidade real ... Eu acho que conseguimos!





Tradução: João Victor Sangalli


10 de julho de 2020

"Simplicity": a música inédita de Trickfinger liberada por Aura T-09


"Simplicity", música inédita de Trickfinger, foi liberada em um mix criado por Aura T-09 para a Typeless Records. A companheira de Frusciante disponibilizou toda a mix com as vinte duas faixas em seu Soundcloud e é possível ouvir "Simplicity" como a quarta música da compilação (em algum espaço de tempo entre 04:00 e 11:35 - conforme apontado por Andrew Peterson).









Faixas:
1. Grimes - i_o - Violence
2. Quest?Onmarc - Hellraiser
3. DJ Failure feat. DJ Girl - Want 2 (unreleased)
4. Trickfinger - Simplicity (unreleased)
5. From Dystopia - Creeping Dread Remix
6. Nick León - Trash Day
7. DJ SWISHA - Big Pictures, No Numbers (AMENProducer Remix)
8. Crk - Le Breakbeat Tranquille
9. Addison Groove - Brand New Drop
10. Villager - Aura
11. P.Leone X Spencer Parker - Functions of Discipline 1
12. JASSS - Turbo Olé
13. Dokter Doggo - Don't Leave Doggo
14. SAAH - Brainwave
15. Stacemp - Closer
16. Aσtytekk - Lick My Bass
17. DJ Lucid - Astral Figures
18. DJ SWISHA - High With U
19. Walton - Void
20. DJ これからの緊急災害 - One Two , One Two , Check the Mic
21. Ezy - Bout Dat
22. Trancemaster - Neptune's Orb






Made a mix for @typelessrecords !!! so excited to be among the other awesome artists selected for this rad series / awesome label! This one is a bit more mellow than my usual ish... expect some bassy trancey vibes ... LINK IN BIO tracklist as always: 1. Grimes - i_o - Violence 2. Quest?Onmarc - Hellraiser 3. DJ Failure feat. DJ Girl - Want 2 (unreleased) 4. Trickfinger - Simplicity (unreleased) 5. From Dystopia - Creeping Dread Remix 6. Nick León - Trash Day 7. DJ SWISHA - Big Pictures, No Numbers (AMENProducer Remix) 8. Crk - Le Breakbeat Tranquille 9. Addison Groove - Brand New Drop 10. Villager - Aura 11. P.Leone X Spencer Parker - Functions of Discipline 1 12. JASSS - Turbo Olé 13. Dokter Doggo - Don't Leave Doggo 14. SAAH - Brainwave 15. Stacemp - Closer 16. Aσtytekk - Lick My Bass 17. DJ Lucid - Astral Figures 18. DJ SWISHA - High With U 19. Walton - Void 20. DJ これからの緊急災害 - One Two , One Two , Check the Mic 21. Ezy - Bout Dat 22. Trancemaster - Neptune's Orb
Uma publicação compartilhada por Aura T-09 (@aurat09) em




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...