23 de outubro de 2019

Californication: a primeira versão da música


A primeira versão de "Californication" tocada no estúdio Daniel Lanois' El Teatro, em Oxnard, na Califórnia, em 15 de setembro de 1998:





"De volta a L. A., as músicas surgiam rápido e com fúria. Exceto uma. A primeira canção em que John [Frusciante] e eu trabalhamos, mesmo antes de reunirmos na garagem de Flea, chamava-se "Californication". Escrevi a letra quando estava na viagem à Tailândia que fiz para me limpar, quando a idéia de ter John de volta à banda ainda era inconcebível para mim. Enquanto estava num barco no mar de Andaman, a melodia acercou-se, em uma dessas estruturas melódicas simples que fazem as palavras se encaixarem nela.

Mostrei "Californication" a John, que adorou a letra e começou a compor. Mas por alguma razão, apesar de existir uma música perfeita ali, não conseguíamos encontrá-la. Tentamos dez arranjos e dez refrões diferentes, mas nada funcionava. Todas as outras músicas emanavam de nós. Trabalhávamos há algumas semanas quando alguém começou a tocar um riff superesparso que não parecia com nada que já havíamos feito até então. Assim que escutei soube que era nossa nova música."
- Scar Tissue - Anthony Kiedis, pág. 294




"De volta ao estúdio, as coisas iam bem, mas a música que era mais importante para mim era a que menos importava para os outros. Tratava-se de "Californication". Todos diziam: - Temos 25 músicas gravadas, não precisamos de outra.

Continuei a dizer a John que precisávamos terminá-la. Enquanto isso, a sessão se dissipava e só tínhamos mais alguns dias para gravar. Nos últimos momentos, John entrou correndo no estúdio e disse: - Terminei! Tenho "Californication"!

Ele se sentou e dedilhou uma combinação esparsa mas perturbadora de notas. Era tão diferente de tudo que havíamos tentado para essa música que quase não consegui ouvir. Então ele começou a cantá-la e ficava quase no limite do alcance da minha voz, mas era viável.

Ele ensinou Flea e Chad, ensaiamos umas duas vezes e gravamos."
- Scar Tissue - Anthony Kiedis, pág. 304




"Durante Californication, The Cure foi uma das minhas bandas favoritas. Especialmente na canção 'Californication', eu estava deitado ouvindo The Cure e Anthony teve essa ideia de vocal que estava rondando, que eu não conseguia conceber o que colocar por trás nos acordes, e eu estava ouvindo essa musica, esqueci como se chama [aparentemente "Carnage Visors"], que dura meia hora e são 25 minutos de instrumental que eles fizeram na mesma época do terceiro álbum, não consigo lembrar o nome mas se você ouvir, soa como 'Californication' (cantarola algumas notas). São notas diferentes mas o mesmo ritmo, o mesmo sentimento."




"A música mais difícil [do álbum Californication] foi "Californication". Anthony escreveu essas palavras antes. Geralmente escrevemos as músicas e melodias, e ele escreve a partir disso, mas ele fez uma viagem e viu como o mundo era "californizado" - o que é a influência global hollywoodiana no mundo. Tentamos criar uma música para essa letra. Mas não estava funcionando - nada estava funcionando até que chegamos no estúdio um dia e John a compôs. Depois disso, quando nós nos juntamos a música ficou pronta muito rapidamente."
- Chad Smith - An Oral/Visual History




Para ouvir a sessão completa no estúdio Daniel Lanois' El Teatrem 1998: Teatro Session - Red Hot Chili Peppers

22 de outubro de 2019

The Empyrean: são liberados mais 250 vinis da reedição de 10 anos


A reedição em vinil de The Empyrean, comemorando o 10° aniversário do álbum e lançada em 29 de março de 2019, está um sucesso - após esgotarem em três vezes na pré-venda e ter a venda normal esgotada, a Record Collection liberou mais 250 vinis no site de John Frusciante por US$ 29,95 (que pode ser enviado por um valor em torno de US$ 19,00 para o Brasil). Esse lançamento foi supervisionado diretamente por John Frusciante e o engenheiro de som Bernie Grundman - e feito a partir das fitas analógicas originais nas quais o álbum foi gravado.



Record Collection - US$ 29,95




Junto com o LP vem um cartão digital de download em alta qualidade do álbum e das faixas bônus ("Ah Yom", "Today" e "Here Air"). Acreditamos que, até a presente data, a vendagem dessa reedição por meio digital já chegue em cerca de cinco mil exemplares. Em abril, essa versão foi apresentada na nossa série Frusciante Collection - veja.


21 de outubro de 2019

A Fender Stratocaster que pertenceu a John Frusciante


Fender Stratocaster de 1970 usada por John Frusciante após o roubo de sua Stratocaster '68 no final de década de 1980. Essa guitarra foi usada na gravação do álbum Mother's Milk até a primeira saída de Frusciante do Red Hot Chili Peppers. Ela foi vendida junto a Jaguar de '66 por John Frusciante na Guitar Center de Los Angeles em algum momento dos anos 1990. Um senhor (dono e negociador de uma loja de guitarras em Nova Iorque) estava na Guitar Center quando Frusciante estava vendendo esses instrumentos, esse senhor acabou negociando a Jaguar do vídeo de "Under The Bridge" diretamente com o Frusciante e ao mesmo tempo comprando a Stratocaster que já havia sido vendida a loja, mesmo ele não fazendo ideia de quem era John Frusciante na época. Após um tempo, ele vendeu a Jaguar para um Hard Rock Cafe na Flórida, e colocou a Stratocaster em sua loja em Nova Iorque.



Essa Fender Stratocaster foi comprada por um americano chamado N. B. nessa respeitada loja em Nova Iorque entre 2000 e 2001 e até hoje está em sua posse. Nela ainda existe marcas de caneta permanente e alguns desgastes que mantêm-se pelos quase 30 anos.






N. B. busca um meio de autenticação oficial dessa Stratocaster desde a data da sua compra, porém a história e as características do instrumento já falam por si próprias.

Detalhes que ainda permaneceram na Fender Stratocaster depois de 30 anos.



Para ler mais sobre essa história: As guitarras vendidas por Frusciante em meados da década de 1990

  • Agradecimentos: N. B.