20 de novembro de 2020
John Frusciante está usando Ibanez WH-10 V3 modificado pela Wilson Effects
18 de novembro de 2020
Os pedais utilizados por John Frusciante no novo álbum do Red Hot Chili Peppers
- Ibanez WH-10 V3 modificado pela Wilson Effects- TC Electronic Mojo Mojo Overdrive (?)- Boss SD-1 Super Overdrive (?)- MXR Micro Amp- Boss GE-7 Graphic Equalizer (?)- Boss CE-1 Chorus Ensemble- MXR Dyna Comp Mini (?)- Boss DS-2 Turbo Distortion
9 de setembro de 2020
Ibanez TS-9: o pedal que passou despercebido pelos pés de John Frusciante
No dia 14 de abril de 1989, os Red Hot Chili Peppers subiram ao palco do Shafer Court na Virginia Commonwealth University para dar um show aos acadêmicos que lá estavam. O fotografo Ronan Chris Murphy registrou algumas imagens da apresentação e mesmo após 31 anos é possível notar algo inédito, e que ainda não esteve presente em nenhum relato na história ou nas pesquisas dos mais aficionados pelos timbres de guitarra de John Frusciante ou do Red Hot Chili Peppers.
Nessa apresentação, Frusciante usou um Ibanez TS-9, ao lado apenas de um Ibanez WH-10 V1. Por faltar imagens dos outros shows da época, não podemos afirmar que esse pedal foi utilizado em outras ocasiões. Contudo, a história leva a crer que esse pedal tenha sido um presente da Ibanez para Frusciante junto ao Ibanez WH-10 e a duas ou três guitarras, esses últimos com seus usos relatados no álbum Mother's Milk de 1989. No começo junho de 1989, Frusciante já havia começado a usar as Stratocasters da Fender e quebrado as guitarras da Ibanez por um pedido de Anthony Kiedis e de Flea, mantendo apenas o pedal de wah-wah da marca - você pode ler mais sobre isso, clicando aqui.
Vídeo da apresentação em 14 de abril de 1989:
Após parar de usar o Ibanez TS-9, o conjunto de pedais mais conhecido de Frusciante na época foi formado pelo o Boss DS-2 Turbo Distortion, o Ibanez WH-10 V1 e o Boss CE-1 Chorus Ensemble - pedais que estariam quase sempre presentes na carreira dele ao lado da banda.
Agradecimento: Ronan Chris Murphy - RHCP Live Archive
26 de julho de 2020
Mosrite Fuzzrite: o fuzz da turnê de Stadium Arcadium e do álbum The Empyrean
A Mosrite nunca relançou o pedal em todos anos todos desde que a produção foi finalizada. Já Ed Sanner, que deixou a empresa em 1968, o aprimorou e o recriou algumas vezes ao longo dos anos e até chegou a produzir duas reedições do pedal - o chamado de Sanner Fuzzrite -, sendo a primeira na década de 1990 e a segunda em 2002. O Sanner Fuzzrite, em ambas as edições, teve componentes da década de 1960 usados em sua construção e o ao todo foram feitos cerca de 300 desses pedais.
MOSRITE FUZZRITE V1 (1965-1966): A VERSÃO USADA POR JOHN FRUSCIANTE
É consenso entre os guitarrista que estudam o timbre de John Frusciante que o músico tenha usado a primeira versão do pedal com transistores em germânio. Isso porque o germânio e o silício possuem características sonoras diferentes - apesar do germânio ser mais instável ao ambiente, ele é tido como o legitimo som de fuzz, "orgânico" e definido, por outro lado, o silício é exemplificado pelos sons invariáveis e agudos.
O Mosrite Fuzzrite V1 entrou nos pedais de John Frusciante na turnê de Stadium Arcadium, com o Red Hot Chili Peppers, em 2006 e 2007. Esse pedal foi amplamente usado nesses shows, sobretudo no primeiro ano da turnê, sendo responsável pela maior parte dos sons distorcidos de improvisações e solos - estando sozinho ou combinado com algum outro pedal (como MXR Micro Amp, ou o Boss DS-2 Turbo Distortion, ou o Electro-Harmonix Big Muff PI) e moldado pelo uso do Ibanez WH-10 V1.
Exemplos do Fuzzrite ao vivo podem ser ouvidas de maneira incisiva nas improvisações de inicio de show do Red Hot Chili Peppers (como na "Intro" de La Cigale) ou no solo de "Dani California" e, de maneira mais sútil, pode ser notado no solo de "Stadium Arcadium" no Rock In Rio de Portugal, mostrando a versatilidade desse fuzz.
Em estúdio, Frusciante usou seu Fuzzrite no álbum The Empyrean, com destaque na música de abertura “Before The Beginning”:
"Em “Before The Beginning”, usei um Holy Grail e um pedal Big Muff, e também um pedal Fuzzrite e um Boss Turbo Distortion."
- Guitar Magazine (Japão) - Fevereiro de 2009
"[Em “Before The Beginning”] Toquei minha Stratocaster enquanto permanecia em frente a um Marshall, e provavelmente usei um Boss DS-2 Turbo Distortion e um Mosrite Fuzzrite, juntamente com o controle de volume da guitarra, para produzir sons que iam do levemente distorcido a explosivo. Utilizei ainda um wah-wah Ibanez WH-10 para obter feedback em diferentes frequências, e devo ter adicionado um pouquinho de reverb de um Electro-Harmonix Holy Grail."
- Guitar Player (Brasil) - Julho de 2009
FRUSRITE: O FUZZRITE V1 DA JOHN FRUSCIANTE EFFECTS
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| FRUSRITE será o nome desse pedal, uma simples combinação de palavras que remete a FRUSciante e ao FuzzRITE. |
O Frusrite irá possuir as mesmas especificações do original (com os controles de volume e depth) e com algumas melhorias de uso que em nada alterarão a base sonora efeito - sendo adaptado no sistema uma entrada para fonte 9 volts com plug P4 (o original só funciona a bateria 9 volts) e uma chave 3PDT para adição de um led e para que o circuito seja true bypass, não gerando alteração do timbre quando ele estiver desligado. Além disso, o pedal irá preservar o visual vintage do Fuzzrite em uma carcaça um pouco menor que a original.
A principio, o Frusrite tem previsão de pré-venda para o final desse mês e será feito uma série limitada e numerada de 20 pedais, sendo 18 destinados à venda por um preço honesto e acessível aos seguidores da JFeffetcs. A arte do pedal e o vídeo do protótipo serão liberados em poucos dias junto e logo em seguida será disponibilizada a pré-venda, fique atento.
Em caso de interesse em um exemplar do Frusrite ou para mais informações, entre em contato por meio do Instagram (www.instagram.com/frusrite/) ou do e-mail frusrite@gmail.com.
Pesquisa e texto: Raphael Romanelli
18 de julho de 2020
DOD FX65 V2: o pedal de chorus do Blood Sugar Sex Magik
O DOD FX65 Stereo Chorus foi produzido na versão inicial de 1985 a 1988 e na segunda versão de 1990 a 1997 - essas versões possuem estéticas diferentes e podem ser reconhecidas facilmente. O FX65 é um chorus analógico esteréo que oferece os controles de velocidade (speed), profundidade (depth) e tempo de delay (tempo de delay). Consta que o circuito do FX65 foi revisado pelo menos quatro vezes ao longo da produção do pedal, mas ele sempre apresenta o chip MN3007 BBD acionado por um chip MN3101 clock generator/driver CMOS; com três op amps (TL022, TL062, tipo 1458, ou tipo 358); e um ou dois trim pots internos dependendo da versão (dois na V1 e um na V2). É indicado o uso de fonte 10v (apesar dele funcionar em fontes de 9v) ou em bateria de 9v. Esse pedal foi descontinuado no final de 1997 e substituído pelo FX65B.
DOD FX65 V2 (1990-1997): A VERSÃO USADA POR JOHN FRUSCIANTE
John Frusciante apareceu usando a segunda versão do DOD FX65 no meio da turnê de Mother's Milk em 1990, substituindo o Boss CE-1 Chorus Ensemble. A recém lançada segunda versão do pedal o acompanhou até a saída do Red Hot Chili Peppers, sendo usada para gravar o álbum Blood Sugar Sex Magik em 1991. "The Power Of Equality", "Suck My Kiss", "Give It Away", "Under The Bridge", "Sir Psycho Sexy" e "Soul To Squeeze" são algumas da músicas que registram o som desse pedal.
"[No álbum Blood Sugar Sex Magik] eu dividi o sinal [entre os amplificadores] com um pedal DOD Stereo Chorus."Com uma audição bem atenta do Blood Sugar Sex Magik é notório um chorus bem tênue em boa parte do álbum, o que define a característica sonora sútil dessa versão do pedal. No álbum há uma saturação semelhante a proporcionada pelo CE-1 [leia mais sobre isso, clicando aqui!], que acontece porque o FX-65 mantém resquícios do efeito mesmo desligado e promove uma leve saturação no timbre em qualquer situação devido ao seu bypass e um buffer. De maneira efetiva esse chorus pode ser ouvido em "The Power Of Equality", no efeito semelhante a uma leslie em "Suck My Kiss", em "Under The Bridge", em "Sir Psycho Sexy" e em toda "Soul To Squeeze". Já em outras partes do álbum, Frusciante o mantinha ligado apenas para "colorir o som" - como em "Give It Away".
- Guitar Player - Outubro de 1991
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| DOD FX65 V2 entre os pedais de John Frusciante na apresentação do Red Hot Chili Peppers no Pinkpop Festival de 1990. |
John Frusciante usou o FX65 ao vivo com o Red Hot Chili Peppers na metade final da turnê de Mother's Milk e em toda turnê de Blood Sugar Sex Magik. Esse período foi o único que Frusciante ficou sem o Boss CE-1 Chorus Ensemble na banda.
Nosso amigo canadense Alex Antúnez gravou duas amostras do seu DOD FX65 V2 com a participação de seu filho André de pouco mais de um ano.
DOD FX65 - OUTRAS VERSÕES:
DOD FX65 V1 (1985-1988):A primeira versão do pedal que foi fabricada de 1985 a 1988 e é uma atualização do DOD FX60 com um controle do tempo de delay. O tempo de delay dessa versão variou durante os anos de sua produção - em 1986 era de 2 a 6 ms e em 1987 era de 5 a 8 ms. O V1 pode possuir um (1988) ou dois trim pots (1987) internos enquanto seu sucessor apresenta apenas um trim pot. Por todo o ano de 1989 esse pedal ficou descontinuado e sofreu algumas revisões e atualizações, o que explica essa versão soar tão diferente da versão usada por Frusciante - a V1 possui mais intensidade e mais profundidade que a V2. Cabe citar que a primeira versão não teve uma placa única para o circuito, diferente da segunda versão que possui placa padronizada.

DOD FX65B (1997-1998):
Essa versão foi apresentada em 1997 e descontinuada no ano seguinte pela DOD. Com mais diferenças relatadas que entre as duas versões, o FX65B possui três op amps JRC4560 e não possui qualquer trim pot interno. O tempo de delay desse pedal não é especificado no manual.
CIRCUITOS:
- V1:
- V2:
- B:
Pesquisa e texto: Raphael Romanelli
20 de março de 2020
Os pedais de efeito usados por John Frusciante no Live In Hyde Park
9 de fevereiro de 2020
John Frusciante: os equipamentos usados na primeira apresentação com o Red Hot Chili Peppers
John Frusciante se apresentou pela primeira vez com o Red Hot Chili Peppers após sua volta em um evento em homenagem a Andrew Burkle nesse 08 de fevereiro de 2020. A banda tocou "Give It Away" e os covers "I Wanna Be Your Dog" do The Stooges e "Not Great Man" do Gang Of Four. Contudo, Chad Smith não estava presente por ter sua exposição de arte na Flórida, com isso, Stephen Perkins assumiu a bateria. Além de Frusciante tocar com o Jane's Addiction - ao lado de Dave Navarro - em "Mountain Song", ele também subiu ao palco para tocar com o Thelonious Monster junto a Flea e os integrantes do Fishbone, Angelo Moore e Norwood Fisher.
Guitarras:
Conforme já havíamos falado com exclusividade, Frusciante iria voltar a tocar as suas Fender Stratocasters. No evento haviam três das quatro guitarras verificadas por Dave Lee: a sunburst de 1962, a sunburst em dois tons de 1955 e a olympic white de 1963.
- Red Hot Chili Peppers
"Give It Away" - Fender Stratocaster de 1962
"I Wanna Be Your Dog" - Fender Stratocaster de 1955
"Not Great Men" - Fender Stratocaster de 1962
Essa é a parte de mais difícil identificação - por ser um show durante o dia, foi colocado uma fita preta em alguns pedais para que ela gerasse uma sombra e a visualização da luz do pedal quando ativado ficasse mais evidente. Além disso, não houve (até o momento) nenhuma foto especifica dos pedais usados por Frusciante e, por isso, o reconhecimento não é 100% preciso. Mas pelo que parece, tanto o Ibanez WH-10 e o Boss DS-2 Turbo Distortion perderam lugar após todo esse tempo.- Boss TU-3 Chromatic Turner (?)
- Electro-Harmonix Holy Grail Reverb
- ???- Xotic XW-1 Limited Edition
- ???
- Boss SD-1 Super Overdrive (?)
- MXR Micro Amp (?)
- Boss CE-1 Chorus Enseamble
Cabe citar que esses não são os pedais definitivos de Frusciante para a turnê - foram montados com base nessa apresentação de três músicas com a banda.
Amplificador:
- Marshall Silver Jubilee 25/55 com uma caixa 4x12.
8 de fevereiro de 2020
Frusciante revela a inspiração para o obi-wah de "Throw Away Your Television"
Em 2002, John Frusciante contou para a Q Prime que a inspiração para o obi-wah de "Throw Away Your Television" foi Frank Zappa. O efeito era obtido originalmente por Zappa por meio de um Oberheim Voltage Controlled Filter e foi feito por Frusciante usando um Line-6 FM4 no seu modo Obi-Wah (baseado no Oberheim Voltage Controlled Filter).
"Existe esse efeito de filtro sample and hold que eu uso. Quando eu era criança, era algo que eu costumava ouvir Frank Zappa usar em seus discos. Ele tinha um efeito chamado "filtro de controle de voltagem Oberheim", e eu queria muito um desses, mas não é um efeito muito comum, não é algo que se vê muito. Então, eu lia sobre ele usando um desses em revistas e eu escutava aquilo soando tão incrível, e eu nunca tive um. E recentemente, a Line-6 lançou esse efeito virtual, que simula 15 tipos diferentes de efeitos de filtro, e um desses filtros que ele simula é o filtro de controle de voltagem Oberheim, e eu usei-o nessa canção. Quando eu obtive o efeito, eu voltei a tocar do mesmo modo como tocava quando era adolescente, imitando o Frank Zappa. Simplesmente imitando o modo de tocar dele com a única coisa que eu sabia fazer com aquilo, mas eu decidi que precisava fazer algo com isso, algo novo que eu pudesse usar no nosso disco de alguma maneira que não soasse como uma imitação de Frank Zappa. Eu acabei usando o efeito em "Throw Away Your Television", e todos gostaram muito."
- Q Prime - 2002
Frusciante obtendo o efeito com o Line-6 FM4 em "Throw Away Your Television" (2:31):
Frank Zappa usando o Oberheim Voltage Controlled Filter:
30 de janeiro de 2020
John Frusciante usou uma Line 6 POD em To Record Only Water For Ten Days
John Frusciante revelou ter usado uma Line 6 POD na gravação de To Record Only Water For Ten Days, em entrevista para a Guitar de março de 2001. Frusciante não esclareceu em quais faixas a pedaleira foi usada, mas que a intenção era obter um som de "guitarra barata".
Com sua configuração de amplificadores Marshall disponível, Frusciante decidiu gravar em direct in a maior parte do álbum, com as partes diferentes tocadas numa pedaleira Line 6 POD. “Eu gosto muito de ter sons de guitarra barata” ele diz. “Mesmo em estúdios de verdade, eu as vezes plugo direto na mesa...”
Como Frusciante não especificou qual modelo era, vale lembrar que na época a Line 6 tinha a POD (lançada em 1998) e a POD 2 (lançada em 2000).
Tradução: Eloá Otrenti e Felipe Freitas
Fonte: Guitar - Março de 2001
13 de outubro de 2019
Digitech PDS-1002 - regulagens de 2002 a 2007
John Frusciante adicionou o Digitech PDS-1002 Digital Delay em seu pedalboard de shows para colocar no setlist "Don't Forget Me" em dezembro de 2001 - essa música foi gravada usando esse pedal ("Eu toquei [double picked] 16th notes, mas o eco está definido para onde ele está fazendo triplets. Essa música toda, aliás, é tocada somente nas cordas E (mizinha) e B (si)"). Em 2002 foi adicionado o Line 6 DL-4 Delay Modeler entre os pedays e até 2004 variavam de um a dois PDS-1002 - no Slane Castle eram dois PDS-1002.
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| Setup de 2002. |
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| PDS-1002 quando era apenas um entre os pedais em 2002. |
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| Slane Castle em 2003 - um PDS-1002 na parte inicial superior do setup (1) e outro ao lado do Line 6 FM-4 (2). |
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| PDS-1002 (1) - delay mais longo, provavelmente para "Don't Forget Me". |
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| PDS-1002 (2) - slapback, provavelmente para "Throw Away Your Television" estava na vertical ao lado do Line 6 FM-4. |
Já entre meados de 2004 e 2005 apenas um Digitech PDS-1002 estava no setup, na chave para 125 milissegundos e com o minimo de repetições, ele era usado para "Throw Away Your Television" ou quando ele precisava de um delay slapback - há alguns que afirmam que "Don't Forget Me" fica melhor executada se combinado dois delays, um slapback e outro mais longo.
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| Configuração entre meados de 2004 e 2005. |
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| Pedais utilizados por John Frusciante entre meados de 2004 e 2005. |
Já para a turnê de Stadium Arcadium, Frusciante adicionou outro Digitech PDS-1002 com um delay mais longo e manteve o Line 6 DL-4.
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| Pedais utilizados por John Frusciante entre 2006 e 2007 - com algumas variações. |
O PDS-1002 regulado em 125 ms, manteve o delay time anteriormente usado, mas agora o número de repetições (regen) era mudado dependendo das canções do setlist e com o mix um pouco mais baixo. O regen em branco é, possivelmente, a configuração que John Frusciante usava durante os versos de "Tell Me Baby"; em vermelho é a configuração que era usada para "Throw Away Your Television"; e em amarelo, um delay com mais repetições, era usado para algum improviso ou uma música que necessitava de um slapback com mais repetições. Cabe lembrar, que em algum momento de 2007, ele foi substituído pelo Boss DM-2.
1 de abril de 2017
O segredo contido no Boss CE-1
Nosso contato com Dave Lee (ex-técnico de guitarra de Frusciante) vem resolvendo mistérios e agregando nas buscas insaciáveis para entender os timbres de John Frusciante. É fato que são inúmeros fatores que tenderam ao resultado final, isso desprezando a parte humana de Frusciante - que como disse o ex-técnico: "eu poderia não acreditar se eu não tivesse vivido isso, mas a maior parte do som dele estava em suas mãos". Dave é, provavelmente, a única pessoa que tocou com toda a parafernália usada por Frusciante durante a segunda estádia nos Red Hot Chili Peppers além do próprio - sendo totalmente capacitado para tratar do assunto.
Em um dos nossos recentes Dave Mail's, Dave Lee foi indagado por Teun Putker sobre os pedais que ele recomendaria para conseguir o timbre de Frusciante, a resposta foi a seguinte:
"Muitos engenheiros me perguntam isso. Eu diria que o mais importante para atingir aquele timbre é o pedal de chorus Boss CE-1. Aquele knob de "level" tem seu próprio tipo de estrutura de ganho. Aquele pedal, um Mesa Boogie Triple Rectifier (no canal limpo) o mais alto e limpo possível, uma Strat com captador do braço, explorando o knob de level no CE-1, muito ataque nas cordas, aí é possível."
- Dave Mail 46: Recomendações para o timbre de John Frusciante
Grande parte dos guitarristas usuários do CE-1 o modifica por não apreciar a saturação proporcionada por esses mecanismos - o transformando em True Bypass ou modificando de outra maneira. Já com John Frusciante isso é diferente, ele aprecia esses mecanismos e fazia deles parte integral de seu timbre com os Red Hot Chili Peppers - e em partes da sua própria carreira solo -, moldando o som de toda a cadeia de pedais e de seus amplificadores utilizados no canal limpo (o CE-1 dividia o sinal entre o Marshall Major 200W e o Silver Jubilee 25/55 100W por todo o período da sua segunda estádia nos Chili Peppers).
"Acho que [o level] era perto de 2 horas. Ou geralmente entre 1 e 2 horas. Pelo que me lembro ele ficava no high."
- Dave Mail 52: O level e o modo do CE-1 Chorus Ensemble
Texto e pesquisa: Raphael Romanelli Andrade de Oliveira
Colaboração: Adam Viana (AVF - Effects)
Revisão e legenda: Pedro Tavares
Vídeo: Will Galluccio










































