Mostrando postagens com marcador JF. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador JF. Mostrar todas as postagens

23 de outubro de 2019

Curtains - Reedição em vinil 2019

23 de outubro de 2019
JOHN FRUSCIANTE



CURTAINS
REEDIÇÃO EM VINIL 2019

Recorte feito por John Frusciante e Bernie Grundman das fitas originais. Esse LP inclui um cartão de download do álbum, além das faixas bônus em alta qualidade.

PRÉ-ENCOMENDE SUA CÓPIA A PARTIR DOS LINKS CORRESPONDENTES ABAIXO

*A data estimada de envio para as encomendas é de meados ao final de Novembro

AMÉRICA DO NORTE E DO SUL, ÁFRICA, ÁSIA, AUSTRÁLIA:


EUROPA




©2019 John Frusciante

23 de fevereiro de 2019

The Empyrean - Relançamento em vinil de aniversário de 10 anos

23 de fevereiro de 2019


The Empyrean
RELANÇAMENTO EM VINIL DE ANIVERSÁRIO DE 10 ANOS

Recorte feito por John Frusciante e Bernie Grundman das fitas originais. Esse LP duplo inclui um cartão de download do álbum, além das faixas bônus em alta qualidade.

Data de lançamento: 29 de março de 2019



©2019 John Frusciante

18 de julho de 2016

Continuação sobre o estúdio

1 de julho de 2016

"A sala que eu descrevi no artigo abaixo foi construída para ser um estúdio de qualidade profissional para amplificadores de guitarras elétricas. Antes disso, ela havia sido feita para ter um som bem seco, porque era a minha sala de controle de quando eu tinha um estúdio de "rock". Quando meu estúdio eletrônico na sala de estar foi instalado, e a sala estava vazia, eu coloquei meu stack Marshall ali. Eu escutava Ziggy Stardust ou Black Sabbath e ficava frustrado com minha guitarra por não soar tão bem quanto a deles. Essa sala foi construída, e esse problema foi resolvido. Colocar um conjunto de alto-falantes estéreo ali e enviar sons do meu computador para a sala foi pensado depois. Na época que a sala foi terminada, eu pensava em usá-la para esse segundo propósito, então eu bati palmas nela pela primeira vez e fiquei desapontado. Parecia um som quase morto, sem nenhum retorno verdadeiro. Mas quando eu enviei sons bem altos para dentro dela e coloquei microfones em posições específicas eu fiquei bem empolgado. Eu consegui fazer aquela sala soar como um reverb sendo criativo. Não é uma câmara de reverberação. Também não é uma sala muito grande ou com o teto alto, mas eu consegui fazê-la soar como uma sendo engenhoso. Isso é como fazer um sintetizador ou drum machine fazer coisas que seus fabricantes não sabiam que poderiam ser feitas; algo do tipo "Quando Leo Fender inventou a Stratocaster, ele não tinha ideia de que ela um dia faria os sons que Hendrix fez", mas em menor escala. Minha omissão do propósito desejado da sala no texto anterior foi um descuido, então eu achei que devia mencioná-lo."

Tradução: Pedro Tavares

The Almighty Instrumentals

16 de junho de 2016
"Postei minhas mixagens instrumentais de todas as faixas do álbum The Almighty, do Black Knights, em que eu fiz toda a música, no meu Soundcloud e Bandcamp, onde elas podem ser transmitidas ou baixadas gratuitamente.

A capa para este álbum on-line foi feito por Aura T-09.

Toquei sintetizadores analógicos e digitais, drum machines digitais e analógicas, samples, violão e guitarra, e sintetizadores de guitarra dos anos oitenta. As guitarras são os únicos instrumentos que toquei com as minhas mãos de forma tradicional. O resto eu toquei via programação, o que também se faz com as mãos, embora não em tempo real; o ponto é que eu não toquei nenhum teclado ou drum pads.

Minha sala de lives, criada pelo contratante Jacques Lacroix, o engenheiro de acústica Vincent Van Hoff, e meu gerente de estúdio Anthony Zamora, foi o principal local que consegui sons de sala, reverbs e atmosfera sobre essas gravações. Mandei sons e performances do meu computador para a sala onde eles tocariam através de um alto-falante, fazendo a sala reverberar, que passaria então a ser captado por um microfone ambiente, o cabo que traria este som à minha mesa de mixagem, de onde ele iria retornar para o computador, onde eu iria combinar a acústica da sala com o som da fonte. Geralmente eu faço uma certa quantidade de equalização subtrativa no meu computador quando envio o som para a sala, em seguida na minha mesa de mixagem quando o som volta para mim, e também no computador novamente quando encaixo em toda a mixagem. Estas são duas imagens do quarto, cada uma de ângulos opostos.



Aqueles de vocês que não têm o espaço ou os meios para ter uma sala de live construída, certamente podem usar um banheiro para o mesmo fim. Você ficaria surpreso com o quanto você pode equipar uma sala por aplicação criativa da equalização subtrativa.

Uma técnica de sala que utilizei ao longo do tempo foi enviar uma performance gravada invertida para dentro da sala, gravar o que a sala fazia, em seguida virar a inversão, e colocá-la um pouco antes do som da fonte, exatamente posicionada de modo que o volume mais alto da reverberação da inversão terminasse exatamente quando o som da fonte começa. Isso criou o efeito do som parecendo vir a partir da sala, em vez de o som da sala ser proveniente da fonte de som; o inverso das leis da natureza que governam a acústica.

Eu também fiz a mesma coisa com o meu reverb digital AMS, a única outra fonte de reverb que eu usei no álbum. Um bom exemplo disso é a faixa “Techniques and Shockwaves”, em que, no meio música, as únicas batidas são apenas uma série de batidas em tons que são todas precedidas por um longo reverb invertido, como se cada som estivesse vindo do nada; um reverb natural e para frente, em seguida, acontece.

Devido aos anos de experiência com a minha sala de live, eu também tinha o hábito de fazer imitações de sons de salas de outros espaços, programando patches de sintetizadores modulares com os ataques das performances de um bumbo ou uma caixa, muitas vezes também enviando esses sons para a sala de live. Isso fez algumas baterias bem barulhentas nos lugares que eu fiz isso.

Estou muito orgulhoso dessa música, e acho que funciona muito bem como um álbum instrumental, embora não se destinasse a ser um. Há muita coisa acontecendo nestas faixas que ficam praticamente perdidas nas versões vocais originais.

Meus agradecimentos vão a Crisis, Monk, e os outros vocalistas que fizeram as performances que me inspiraram para silenciar e não silenciar as faixas das formas específicas eu fiz. Essas são suas contribuições escondidas ao The Almighty Instrumental Mixes. Isso resultou em alguns arranjos de canções instrumentais muito interessantes.

Este material foi gravado ao longo do primeiro semestre de 2013. Assim como durante os últimos nove anos, eu fiz essa música para aprender, e porque era o que eu queria ouvir. Eu queria ouvir grooves lentos, e explorar os diferentes tipos de sutis saídas de tempo que fazem grooves fluírem de maneiras diferentes. Durante vários anos anteriores a isso, eu estive muito ocupado com baterias, fazendo delas um instrumento principal, e por isso aqui eu evitei tocar super-rápido ou extremamente fora do tempo, ou fazer assinaturas de tempo excessivamente estranhas, em parte por conta de consideração musical aos outros vocalistas, mas principalmente porque eu não queria me mostrar na bateria naquele momento. Agora, entretanto..."

Foregrow EP

31 de março de 2016

"No dia 16 de abril, estarei lançando um EP pela gravadora Acid Test. É composto por quatro músicas eletrônicas gravadas em 2009. Esse foi o período quando comecei a gravar minhas máquinas e sintetizadores em um computador, usando o programa Renoise. Embora eu ainda estivesse usando a TB-303 muitas vezes, eu já estava longe de fazer estritamente Acid House. Não há gênero estilístico em que essa música se encaixe. Eu explorei duramente minhas máquinas, constantemente tentando coisas que eu nunca tinha feito antes. Eu a descreveria apenas como música eletrônica aventureira. Durante todo esse tempo, eu também fiz uma grande quantidade de música com o Speed Dealer Moms, e essas experiências definitivamente ajudaram minha abordagem experimental. Na verdade, a programação de uma música começou em um quarto de hotel em Londres, com a intenção de tocá-la com o SDM na rave Bangface Weekender em 2009, mas tivemos que cancelar devido a alugueis de equipamentos com defeito.

Algumas das técnicas de programação e produção foram inspiradas por pessoas como Venetian Snares, AFX, Squarepusher, Gescom, DMX Crew, The Railway Raver, Ceephax Acid Crew, Luke Vibert, e Autechre. A produção de Martin Hannett no Joy Division, e coisas como Depeche Mode, o primeiro disco do Heaven 17, New Order, e o início do Human League, também foram influentes nesses meus materiais. Mas, musicalmente, é a minha abordagem à síntese, o meu senso de melodia e meu senso de ritmo que dão a essa música seu estilo, como quer que queiram chamá-lo.

A EP começa com uma música chamada “Foregrow”, e esta é a única música em que eu canto. As letras dizem respeito a uma vívida memória pré-vida, em que eu era uma seção do espaço exterior. Eu usei uma guitarra MIDI para tocar um sintetizador DX7, para fazer esses tipos de sons de queda e sopros, dando bends nas cordas de uma maneira que uma pessoa nunca poderia fazer usando um pitch bender ou um mod wheel. O som da guitarra em si nunca foi gravado e é, portanto, inaudível.

A segunda música é chamada “Expre'act”, e essa foi a primeira vez que eu tive o prazer de programar máquinas em um ritmo que está continuamente acelerando e desacelerando. Essa música tem um solo de guitarra tocada através de um Electro Harmonix Micro Synthesizer. A introdução da música é um Monomachine, usando vários parameter locks. Quando o 303 entra, eu uso o seu sintetizador interno, usando, ao mesmo tempo, seu sequenciador para tocar vários sintetizadores diferentes, um após o outro em rápida sucessão, às vezes usando apenas controladores CV e Gate, e outras vezes usando um CV para um conversor de MIDI.

A terceira faixa é “Lowth Forgue”, que, como já referi anteriormente, começou como música quando eu pretendia tocar ao vivo em raves britânicas. Mas quando não deu certo, eu a levei para casa e ela foi em uma variedade de direções. Como várias faixas que fiz nestes últimos oito anos, ela passa por várias seções diferentes que são totalmente diferentes umas das outros em instrumentação, mistura, estilo, e assim por diante. Esta ideia surge a partir de bandas como Genesis e Yes, que fizeram músicas longas constituídas por seções que eram totalmente distintas uma das outras em termos de edição. No caso de “Lowth Forgue”, existem quatro seções em sequência que nada têm em comum uma com a outra, exceto que elas compartilham o mesmo ritmo e fluem bem de uma para a outra. Essa faixa não tem guitarra. No entanto, ela tem samples, o que todas as outras faixas não tem.

O EP termina com “Unf”, que foi a primeira música que eu fiz em ritmo 4/4 por algum tempo. Ela possui um solo de guitarra que é fortemente tratado por um sintetizador modular, que o meu amigo e colega de banda, Chris McDonald, construiu para mim. Há também algumas outras partes de guitarra, incluindo um funk uma vez e uma outra meio Siouxsie & The Banshees, mas essa música, como as outras, consiste principalmente em baterias eletrônicas e sintetizadores, especialmente o MC-202. Tem muito 202 nesta faixa, incluindo uma seção que soa como alguém tocando um piano elétrico Wurlitzer, mas são realmente seis 202s programados para soar como um cara tocando teclado.

O que eu acho deste EP é música divertida que foi divertida de se fazer. Overdubbing, na música eletrônica, foi uma bela coisa nova para mim naquela época, e muito dessa música foi desenvolvido ao vivo (ou seja, com muitas máquinas tocando juntas), e, em seguida, gravadas como instrumentos individuais, cada uma com a sua própria respectiva faixa. Isso me deu a capacidade de ser bem mais extravagante com a minha produção do que eu estava sendo no material de Acid House do Trickfinger, quando eu tinha apenas máquinas, sintetizadores, um pequeno mixer e um gravador de CD. Este EP foi o início do setup de estúdio que eu continuo utilizando, refinando e desenvolvendo desde então. Aqui estão quatro fotos dele, tiradas há uns dois anos atrás.








O Foregrow EP é uma compilação de faixas escolhidas por Oliver Bristow da Acid Test. Outras músicas deste período estão em minhas páginas do Soundcloud e Bandcamp, JF Directly From JF.

A capa do EP é uma escultura concebida por Marcia Pinna. É uma representação visual das "regras" de letras que eu aderi na canção “Foregrow”. Nós estávamos passeando de carro uma noite, e eu disse a ela, por fim, da ligação entre o livro de Aleister Crowley, Book Of Lies (falsamente intitulado), e as letras de Ian Curtis, o que percebi pela primeira vez em 1997. A minha explicação destas regras inspirou em sua mente uma visão, que se tornou um desenho, em seguida, uma escultura em miniatura, e depois uma escultura de seis metros de altura, que ela e Sarah Sitkin construíram em estúdio de arte de Sarah, onde então foi fotografada. Um dia depois, a coisa caiu no chão e quebrou em um milhão de pedaços."

Olá público

24 de novembro de 2015

"Agora tenho uma página no Bandcamp e uma página no Soundcloud e coloquei um monte de músicas inéditas do meu passado. Meu próprio nome foi tomado por várias pessoas, por isso se chamam jfdirectlyfromjf.bandcamp.com e soundcloud.com/jfdirectlyfromjf.

No momento, subi dezenove minutos de um grupo de seis músicas gravadas em um gravador de quatro faixas em maio de 2010, sendo a instrumentação composta por três guitarras e uma drum machine. São vários estranhos solos de guitarra anti-rockstar, tocados principalmente em uma guitarra Mosrite Ventures e uma Yamaha SG, acompanhadas por uma Elektron Machinedrum, com exceção de uma música em que eu usei uma Roland TR 707, e outra em que uma 707 foi utilizada, mas não está na mixagem.

Também subi uma coleção de 37 minutos de músicas feitas entre 2009 e 2011, que foram todas gravadas em meu estúdio principal durante as várias etapas de seus desenvolvimentos, bem como várias fases do meu desenvolvimento como engenheiro.

Além disso, você vai encontrar nestas páginas a versão completa de 20 minutos de “Sect In Sgt”, com todos os meus samples em sua totalidade. A versão online que havia antes sob o nome Trickfinger omitia os primeiros cinco minutos da música.

Além disso, há uma interpretação da música “Fight for Love” do filme Casa De Mi Padre, gravada numa tarde ensolarada de novembro de 2013 por Omar Rodriguez e eu, além de “Medre”, uma faixa gravada em 2008, e uma versão de apenas vocal e guitarra da música “Zone”, do meu álbum Enclosure.

Essas músicas são todas livres de custo para o público e podem ser baixadas ou transmitidas no Bandcamp e Soundcloud. Com exceção de “Zone”, todas as músicas foram feitas puramente por uma questão de fazer música, ao invés de lançar e vender. Em outras palavras, “Zone” é a única música que estava destinada a estar em um álbum.

Quando alguém lança música em uma gravadora, está vendendo-a, não dando-a. A arte é uma questão de dar. Se eu cantar uma música para uma amiga, vai de mim para ela, sem nenhum custo. Isso é dar. Se eu vender um objeto, não quer dizer que eu te dei esse objeto. Artistas de gravação estão "dando" música ao público através da venda há tanto tempo que hoje pensamos que artistas vendidos (sell-outs) são músicos dedicados que amam tanto seu público que agressivamente vendem produtos e se vendem como uma imagem e personalidade para um público em geral tão agressivamente quanto. Vendido (sell-outs) é um termo antiquado que, quando eu era um garoto, se referia aos artistas que adoravam fazer dinheiro mais do que fazer música. A palavra indicava uma falta de integridade artística. Ser vendido (sell-outs) é uma merda, na minha opinião. É uma vergonha ter se tornado tão normal, esperado e aceitável ser isso. Quando eu era adolescente, era muito comum que pessoas que amavam música insultassem um artista de gravação por ser ou ter se tornado um vendido. Acredito que este era um instinto muito saudável por parte dos amantes da música.

Dar às pessoas música gratuitamente online ser tão comum nos dias de hoje é um bom lembrete de que a expressão artística é sempre uma questão de dar, não de tomar ou de vender. Vender é a parte de fazer dinheiro, e a expressão artística, a criação, é a parte de dar. São distintas uma da outra, e é minha convicção que música deve ser sempre feita porque se ama a música, não importando se há planos de vendê-la ou não. A criação é a fonte da vida, enquanto ganhar dinheiro é o que as pessoas fazem para comprar comida, roupa, teto, necessidades, conforto e, em alguns casos, exercer a sua ganância em outros.

O prazer é meu de dar a vocês essas músicas. Às vezes vou anunciar aqui no meu site que postei músicas nesses lugares, e outras vezes não. Qualquer música que eu compartilhar aqui no meu site agora será ligada à minha página do Soundcloud.

Eu também devo esclarecer uma coisa. Normalmente não leio minhas entrevistas, mas ouvi sobre uma citação recentemente tirada de contexto por algum site idiota e transformada em manchete, em que eu disse: “Eu não tenho público”. Isso tem sido mal interpretado, e não por culpa da excelente jornalista que me entrevistou para a boa publicação do Electronic Beats. Desde que deixei a minha antiga banda em 2008, eu fiz música especificamente para aprender e para fazer a música que eu queria ouvir, sem um público em mente. No entanto, entre 2008 e 2013, cada vez que eu gravava uma faixa, eu mandava para Aaron Funk e Chris McDonald, que são meus companheiros de Speed Dealer Moms, e muitas vezes para alguns outros amigos. Logo no início deste período, percebi que quem eu tinha mandado minha música ou tocado minha música tinha se tornado meu “público”, ou seja, as pessoas para quem destinei minha música.

Mesmo quando você faz música puramente por uma questão de fazer, como eu faço, às vezes ajuda ter amigos que você conhece ouvidos e gostos no fundo da sua cabeça quando você está criando. Mas isso também pode colocá-lo em uma camisa de força, assim como visar sua música para a massa pode. Portanto, em janeiro de 2014, eu decidi parar de ter um “público” nesse sentido, e por isso parei de terminar músicas ou enviar o que eu estava fazendo para amigos, e comecei a fazer um monte de músicas de uma só vez, em vez de uma de cada vez. Isso libertou a minha mente para que eu pudesse fazer música apenas para ouvi-la e viver com ela, a fim de crescer em uma direção diferente por um tempo. Não foi uma decisão permanente. Na verdade, já passei dessa fase. Trickfinger não é o meu último álbum e eu nunca disse que era, como foi alegado por esse site bobo.

Obviamente, eu tenho um público. Estou ciente deles, e eles sabem quem são. Quando eu disse “Nesse momento, eu não tenho público”, eu quis dizer “público” no sentido figurado de pessoas que eu tenho em mente quando eu estou criando, que eu pretendo enviar minha música ou tocar. Na entrevista original, eu tinha deixado isso claro em uma frase anterior que não foi publicada, em que eu me lembro de dizer “Lá estava eu (em 2009) tentando fazer música sem um público em mente quando percebi que Aaron e Chris tinham se tornado o meu público”. Então, quando eu disse mais tarde “Neste momento, eu não tenho público”, a jornalista sabia que eu não estava me referindo ao público. No contexto do artigo do Electronic Beats, que foi em relação a um álbum de música que não foi originalmente destinado a ser ouvido pelo público, eu acredito que fui claro.

Reduzindo a uma única frase, teria sido correto dizer que, neste momento, não tenho um público específico em mente enquanto estou fazendo música. Pensar desta forma me dá uma certa liberdade e estimula o crescimento e a mudança. É um estado de espírito que tem sido extremamente útil para mim de vez em quando ao longo destes últimos vinte e sete anos sendo um músico profissional.

Sou grato que eu ainda tenha um público, considerando que eu não faço música pré-concebida para estar em conformidade com “o que as pessoas querem”. Eu acho que as pessoas não sabem o que querem, e sim que o público pensa que os artistas devem soar como seu público espera que eles soem. O público em geral não “queria” a música de Jimi Hendrix antes de 1967. Eles não sabiam que tais sons eram possíveis. Como eles poderiam querer antes de ouvirem aquilo? Será que o público “queria” Sgt. Peppersantes de ele sair? Isso teria sido impossível, porque nenhum álbum soava remotamente parecido com aquilo. No entanto, os músicos que visam tornar-se ou permanecer popular, chegaram a este hábito estúpido de tentar dar ao público “o que eles querem”. Fiz uma boa vida fazendo isso por anos e em 2008 decidi que eu nunca iria atender às pessoas que acreditam que o dever de um músico é dar ao público “o que eles querem”, nunca mais. Eu tenho excelentes relações com as duas gravadoras independentes que divulgam a minha música, e como eu, elas não visam as massas.

No jargão da indústria mainstream, um artista que tem um público pequeno “não tem público”. Eu sempre desprezei essa expressão, porque implica que o público com gosto incomum são nulidades, ao invés de pessoas reais. Eu certamente não penso assim. Amo as pessoas e não gosto de vê-las desvalorizadas. Fico feliz que as pessoas continuem seguindo o que eu fiz para manter suas mentes ativas e abertas. E estou satisfeito que fãs de rock não são as únicas pessoas ouvindo o que eu fiz. Obrigado a todos por existirem."

Enclosure já está disponível em todo o mundo

8 de abril de 2014



**Edições deluxe , camiseta e cassetes disponíveis para todos aqui.

Sat-JF14

31 de março de 2014

Em 29 de março de 2014, ENCLOSURE foi colocado em Cube Satellite experimental chamado Sat-JF14 e lançado a bordo de um foguete NEPTUNE Modular Rocket, da Interorbital Systems.

A partir de hoje, 31 de março, os fãs ao redor do mundo podem fazer download de um aplicativo móvel gratuito, para acompanhar o movimento do Sat-JF14 em tempo real. Quando Sat-JF14 paira sobre a região geográfica de um usuário, o ENCLOSURE será desbloqueado, permitindo aos usuários ouvir o álbum gratuitamente em qualquer dispositivo iOS ou Android. O Sat-JF14 também tem uma plataforma de bate-papo dando aos fãs a possibilidade de comunicar uns com os outros após ouvir a música. A pré-visualização do álbum vai durar até 07 de abril à meia-noite, com Sat-JF14 concluindo sua transmissão.

Em 08 de abril de 2014, a Record Collection vai lançar ENCLOSURE, o 11º álbum de estúdio de John Frusciante.


Baixe o aplicativo Sat-JF14 e assista ao vídeo de instruções a seguir:
www.johnfrusciante.com/sat-jf14

Enclosure em Pré-venda

11 de março de 2014

A pré-venda oficial de Enclosure - novo álbum de John Frusciante - é agora. O álbum de 9 músicas será lançado no dia 18 de abril de 2014, 07 de abril em Reino Unido e na Europa.

North & South America
Europe & Rest of World
Japan

Enclosure

18 de fevereiro de 2014



"Enclosure, dentro de sua complexidade, foi o álbum que representou a realização de todos os meus objetivos musicais nos últimos 5 anos. Foi gravado simultaneamente com o Medieval Chamber, do Black Knights e, tão diferentes como os dois álbuns parecem ser, eles representam um único processo de reflexão, criativo e investigativo. Aprendi que um alimentou diretamente o outro. Enclosure é atualmente a minha última palavra no discurso musical que começou com PBX".
- John


Em 08 de abril de 2014, a Record Collection vai lançar Enclosure, o mais recente álbum de John Frusciante.

Outsides EP já está disponível em todo o mundo

27 de agosto de 2013

North & South America
Europe & Rest of World
Japan

Outsides EP em Pré-venda

14 de julho de 2013
















Em 27 de agosto, John Frusciante irá lançar Outsides EP pela Record Collection (14 de agosto no Japão). A faixa bônus "Sol" está disponível em hi-quality de áudio para download imediato para quem adquirir na pré-venda. Clique no link correspondente abaixo:


Para mais informações sobre Outsides, leia abaixoo texto de John:

"Outsides consiste em um solo de guitarra de 10 minutos e duas abstratas peças musicais "out". Aqui eu uso a palavra "out" no mesmo sentido em que o termo foi usado no free jazz. É uma abordagem moderna aos conceitos de harmonia encontrados no free jazz dos anos 50/60 e em algumas músicas clássicas do século XX. Não emprego nenhum aspecto de harmonia do rock ou pop, e essa é basicamente a abordagem, apenas fazer música que não é confidente a nenhum centro, no PBX isso foi cedido pelo meu estilo de composição. Considero isso como trabalhar junto com linhas abstratas. Me mover para frente, fazer música sonoramente cheia sem recorrer a qualquer relacionamento musical familiar de harmonia para servir como base tem sido um objetivo meu há um bom tempo. Ambas as canções tem meu estilo de bateria e de solos de guitarra, mas ainda assim penso nelas como minha versão de música clássica moderna. Elas começam como orquestra, mas eu vou aonde a música me levar, e uso qualquer instrumento para expressar meus sentimentos, assim como uso aspectos de qualquer estilo. Por exemplo, em "Shelf", apesar da inconvencional tonalidade da sessão, fiquei surpreso ao descobrir que um solo de blues cairia bem. Inclusive, ambas as canções tem sessões de Acid.

A primeira canção, na contramão, é uma nova abordagem à forma do solo estendido. O efeito vem de uma improvisação entre bateria e guitarra, mas essas interações específicas entre esses instrumentos não poderia ter vez com um baterista tradicional e um guitarrista solo. É basicamente meu baterista dos sonhos, pois ele ouve e responde ao que estou tocando, e ainda também me dá uma sólida âncora para eu também responder, sem os habituais atrasos envolvidos nessas ações contrárias. Isso também me dá grandes espaços de silêncio, e então volta exatamente em um dos meus acentos, como se ele soubesse que eu iria tocar uma nota naquele preciso lugar. Essa interação impossível faz dupla com o fato de que o solo de guitarra foi feito para uma repetitiva versão de dois compassos de batida de bateria, então mais tarde eu retalho as batidas e elas interagem entre si e respondem ao solo nos inteiros 10 minutos. Uso apenas uma pausa na música inteira, tentando tirar o máximo que posso disso. É incrível quantas novas batidas podem ser encontradas em uma pausa de um compasso. Esse método de trabalho me permitiu uma unificação polirrítmica com a guitarra, enquanto a sagacidade da bateria permanece tão boa quanto a de um baterista funk que, de alguma forma, mentalmente, acompanha e completa cada polirritmo perfeitamente. Bateristas funk normalmente lideram suas bandas, enquanto bateristas ocupados que suportam solistas polirrítmicos precisam ouvir e serem guiados pelos solistas, e, ainda sobre essa canção, o baterista faz essas duas coisas ao mesmo tempo.

Igualmente, os outros instrumentos vão mudando pela sessão e normalmente solos estendidos não tem sessões, por assim dizer. Eu mantenho uma consciência de ciclos de 16 compassos, visto que solistas de rock e suas bandas geralmente abandonam múltiplos de 8 compassos, e perdem vista da grande paisagem, daí os tediosos longos solos conhecidos. Em outras palavras, um cara normalmente sola sobre talvez uma base de dois compassos, e todo mundo naturalmente continua a ouvir espaços maiores, mas gradualmente esses espaços se tornam diferentes para cada pessoa ouvindo a música. Isso não apenas desconecta a audiência da banda, como também desconecta os membros da banda entre si. Esse é o efeito oposto em que o rock geralmente se esforça para alcançar. Assim, esse solo se move adiante, como uma canção faz, e a guitarra precisa mudar tons com a música do mesmo jeito que um vocalista precisa. Em solos estendidos, guitarristas camuflam essa inconveniência solando sobre bases musicais sólidas, chamadas vamps, ou solando sobre uma progressão de acordes em que os acordes variam nas mesmas 7 notas. Quando são apresentados a uma progressão assim, a maioria dos guitarrista faz uma melodia ou compõe um plano básico para o solo. Você não ouve pessoas improvisando um solo longo e balístico como esse sobre esse tipo de progressão estilo clássico/Tony Banks. Essa habilidade vem parcialmente do fato de que quando eu treinava junto com um CD, eu tocava uma parte e cantarolava o teclado, enquanto estava pensando em pelo menos uma outra parte, estava cantarolando o baixo e meus olhos seguiam as casas que a parte do baixo estaria se eu estivesse tocando-o. Se eu falho em "ver" as partes do baixo em algumas notas, eu volto e faço de novo até eu estar tocando a parte do teclado e ver as partes do baixo. Farei isso com todos os instrumentos até meu cérebro entender a relação própria de frequência e ritmo, e, fazendo isso, eu terei uma noção mental tão boa quanto eu poderia querer do "porquê" daquela peça musical me fazer me sentir como me sinto. Pequenos solos de guitarra sobre mudanças moduladas são particularmente iluminados usando esse método prático.Se um músico toca os acordes enquanto vê o solo e depois toca o solo enquanto vê os acordes, se torna claro o "porquê" de guitarristas terem escolhidos aquelas notas particulares como uma vez fizeram. Essa forma de treino é baseado no mesmo princípio musical básico que a guitarra base de Jimi Hendrix nos mostrou, que é que você pode pensar nos acordes e no solo ao mesmo tempo. Nós, guitarristas, previamente entendemos esse princípio como "Eu posso tocar acordes e solos ao mesmo tempo", mas hoje em dia, mais de 40 anos depois, podemos apreciar que foi essa habilidade de pensar nos acordes e no solo que o fez tocar naquele estilo, e um novo tipo de solar pode ser resultado desse engajamento nessa mesma ação mental, mas apenas tocando o solo. Allan Holdsworth sempre foi ótimo nisso, mas não estamos falando sobre jazz aqui. Guitarristas de rock geralmente não fazem muita questão de pensar em nada além de seu estilo de tocar num longo solo, e eu não poderia tocar desse jeito se não estivesse apto para dividir minha atenção entre meu sempre mutável ambiente musical e o meu próprio instrumento. Pirar enquanto você está mentalmente considerando duas percepções opostas na sua mão, é uma habilidade que músicos de rock como um todo ainda precisam desenvolver.

Esse estilo que estou tocando é basicamente o estilo que toco no PBX, mas agora eu tenho tocado desse jeito com um total abandono de prudência. Isso é mais um desenvolvimento mental do que físico. A dificuldade de tocar nesse estilo é pensar em duas melodias separadas, em duas séries diferentes, ao mesmo tempo, e executá-las em steps alternados para que ocorra uma passagem para uma melodia única. Esse princípio humildemente começou com os principais trabalhos de Robert Fripp nos anos 70, e foi muito desenvolvido com pessoas programando [sintetizadores] 303 e 202 nos anos 80, 90 e 2000.

Durante os últimos minutos do solo, a guitarra é tratada pelo meu sintetizador modular e seu sequenciador de 64 steps, recebendo muitos triggers de uma 606 drum machine modificada, e novamente, é um verdadeiro prazer adicionar numa improvisação ações musicais que estão coerentes com o pensamento do solista. Nesse caso, sou eu pirando com o som da minha guitarra com o mesmo abandono com que toquei o instrumento.

Rock é música eletrônica, totalmente dependente de circuitos eletrônicos e amplificação. Essa música dá nova vida ao antigo e popularmente descreditado estilo do rock de solos de guitarra estendidos, e isso também é progressive synth pop, a mesma coisa. Este EP tem 20 minutos de duração.

- John"

Tradução: Cidimar Lima

Wayne

07 de abril de 2013

"Essa música foi gravada para meu amigo Wayne Forman, o amigo mais legal e mais gentil que alguém pode ter. Quando eu costumava tocar em arenas, algumas vezes mentalmente direcionava meu tocar para ele. Wayne adorava longos solos de guitarra, e ele era minha pessoa favorita no público para tocar. Como todos que o conheciam bem sabem, ele também era o melhor chefe de todos. Quando o vi, há dois dias atrás, ele estava deitado na frente de um leitor de CD, então quando cheguei em casa decidi fazer algo para ele. Gravei este solo para ele ouvir, mas terminei um dia atrasado, então agora isso é um tributo em sua memória. Isso é o que eu gostaria de tocar para ele, e é minha oferta para sua família e para seus amigos ao redor do mundo, assim como a qualquer um. Wayne mora em nossos corações para sempre, o cara mais legal que qualquer um pode conhecer. Sou muito sortudo de ter sido agraciado com sua amizade. Todo o amor do mundo a ele."

- John


O Ato Criativo

16 de janeiro de 2013

"A frase "The Will to Death" (desejo de morrer) se refere à subjacente e predominante inintencional organização em trabalhos por artistas que amam e são devotos da força criativa, mas odeiam o que enxergam da força da vida e suas maneiras. É um conjunto de princípios abstratos que podem ser aplicados no ato criativo. No simbolismo artístico, uma pessoa chega perto da morte e ela não apenas não morre, mas também vive mais intensamente por ter passado por essa experiência. Isso pode ser entendido como um conjunto de fórmulas musicais/matemáticas que o artista usa sem saber.

A força criativa é um produto da força da vida, mas nosso julgamento da força da vida é baseado em nossas percepções de seus efeitos, sua superfície, tudo que acontece no mundo externo que conhecemos. O mais perto que chegamos de ver a essência da força da vida é em nossa percepção da força criativa. Em trabalhos artísticos, a força criativa fornece adição e multiplicação. A força criativa é mantida pela inteligência humana através da nossa devoção pela divisão e pela negação e também, simbolicamente, do ponto de vista da inteligência humana, é um esforço para a morte. A ação criativa racional pode ser uma coisa enriquecedora e cheia de vida, pois nosso pensamento criativo é negação apenas na superfície dos pensamentos, a essência dos pensamentos é idêntica aos desejos da essência da força da vida.

Então, em "The Will to Death" uma pessoa se esforça para a morte, mas é indiretamente apoiada pela força da vida, e assim os desejos dos artistas são sempre algo que nunca se alcança, para a força criativa defender os aspectos da força da vida que o ser humano não enxerga. E assim, devido a sentimentos e visões interiores, as divisões mentais e subtrações que um artista deve ser fluente em levá-lo por um caminho são apenas subtrativas em sua relação com suas ferramentas, enquanto a força criativa leva a substância aditiva da força de vida que é finalmente percebida.

Subtração e negação são sempre uma questão de graus, além de que é o desconhecido positivo, a essência da força da vida. O aparelho principal perceptivo do artista é adequadamente cego para os aspectos positivos por atrás da negação, mas ele sente-os e é frequentemente mostrado interiormente a eles. Mas, assim como as pessoas e suas fixações à imagem e aparência, ele não pode agarrar o positivo invisível e desconhecido, então ele se apega à suas negações, subconscientemente sabendo que eles estão ligados à força da vida, mas conscientemente só conhecendo a força da vida pelo mundo e sua maneiras, sendo assim sua única imagem dela para trabalhar. Se não fosse o significado aparentemente inexplicável inerente ao seu trabalho, ele não se esforçaria por um caminho de negação e de divisão. É o conhecimento subconsciente que é realmente um caminho ascendente que alimenta-o a continuar a esforçar-se no sentido de uma maior compreensão dos aspectos negativos que a maioria das pessoas parecem simbolizar como o temido desconhecido, inútil para dissecar. Em outras palavras, o artista se esforça para a morte, porque, para ele, aquilo é como a vida. E quando ele apresenta o seu trabalho para os outros, aquilo parece a vida para eles, enquanto, na verdade, a negação e morte que estão abaixo da superfície. E, claro, além desse superfície, como eu acabei de explicar, está a força da vida, mais uma vez.

Se um artista está aplicando "o desejo de morrer", ele tem os seguintes três posições em equilíbrio. Ele está no meio, ocupado com a negação e separação. Em sua frente está a expressão da vida, visível e audível para ele e para os outros, e por trás está a força criativa, visível e audível apenas para ele. Por trás está a força da vida, em que ele não pode ver nada mais do que seus espectadores podem ver suas negações mentais, ou a personificação da força criativa que é talvez conhecida para ele.

Três condições precisam estar balanceadas para o artista aplicar o "desejo de morrer":

1) Confiança e devoção à parte do ato criativo que ele não pode controlar. Ele deve possuir uma concepção da diferença entre a força criativa e ele mesmo, em grande medida, de modo a ser controlado por ele. Isto significa uma espécie de desapego de várias partes de si que compartilham algo em comum com a força criativa, ou seja, o desejo de manter um movimento contínuo para frente. Esse movimento vem se alguém confia na força criativa. Nenhum de nós pode causar isso mais do que podemos causar o movimento contínuo do tempo. Para participar disso, tudo está em nosso poder, e fazer isso é um grande privilégio. Se alguem tem amor pela arte, é ótimo o suficiente, sua apreciação por sua chance de participar do ato criativo é ótimo o suficiente, então confiar na energia que os guia vem naturalmente. Se o artista tem uma personificação interna deste aspecto da força, então é isso que ele ama e confia, mas ele ainda deve amar e confiar quando não há imagem, mas apenas um sentimento não-específico, não definido, forte e sensível de uma força falante de energia. E esta confiança no que equivale aos próprios sentimentos da pessoa deve ser maior do que a confiança dela nas coisas que as pessoas geralmente confiam, como um consenso geral, pontos de vista popularmente aceitos, comumente aderidos a limitações ou restrições e convenções atuais.

2) A capacidade de mentalmente perder-se em um fascínio com negações e divisões. Essencial para o processo criativo são contradições, separar as coisas, esculpir coisas, e desconectar isso daquilo. O mais importante é a contradição da força que guia a pessoa, seu amor por esta força ser tão grande que a contradição não pode ajudar, mas levar a um novo acordo. Ela deve estar indo em uma direção e depois mudar para uma nova direção, sem perder o seu caminho. Se a condição 1 está em ordem, ela não precisa ter medo de mudar. O papel do artista é sempre procurar novas maneiras de ir, apesar de não ser o único motorista.

3) O terceiro é a sua criação da aparência das condições 1 e 2 como ser um movimento singular, e não uma infinidade de direções contrárias. Isto implica que as condições 1 e 2 são tão equilibradas que há uma perfeição da forma em todos os contramovimentos contidos nisso. Toda oposição logo descobre sua coordenada. Cada fim se sente como um novo começo. Cada repetição se sente como um fluxo contínuo. Toda negação aparece como positividade e cada perda aparece como um ganho. Não pode haver diferença entre sensação e aparência para o artista, elas devem ser uma coisa só. É este ponto que é salientado pela corrente de força da vida. A força da vida está longe, pertencente a essência das artes, e também está perto, pertencente à percepção da soma de todas as coisas que compõem a aparência de uma obra. Estes são os lados. O artista vê três partes: o que a força criativa traz e perpetua, o que o próprio artista retorce, revira e neutraliza, e a soma do que o artista percebe. E é lá que o envolvimento dos artistas com suas obras deve terminar, se o "o desejo de morrer" está para ser aplicado. Caso contrário, o artista está comprometendo a condição 1, e em qualquer grau que ele faça isso, o equilíbrio necessário para a aplicação do "desejo de morrer" é jogado fora. O artista fica no meio dos dois lados. O que está além deles não é de nenhum interesse para ele. Ele nunca vai perceber diretamente a força da vida, e nem quer. Ele não pode ouvir com ouvidos de outras pessoas, ou ver com os olhos deles, e sacrifica o benefício de seus próprios sentidos em qualquer grau em que ele tenta fazer aquilo. A força criativa está levando o artista em um carro. O artista que tenta assumir o volante vai encontrar "o desejo de morrer" indisponível para ele, como ele mesmo se fez indisponível para isso. Seres humanos localizados em um único ponto no momento é a razão de nós ouvirmos e vermos como fizemos, e é isso que faz a arte e sua percepção possível em primeiro lugar. Nosso escopo limitado de visão é um presente, permitindo-nos ver da esquerda para a direita, de cima para baixo, de positivo para negativo e assim por diante. Porque cada um de nós possui uma perspectiva singular, podemos confiar no que vemos e sentimos. Podemos contradizer a nós mesmos e estarmos certos várias vezes.

Assim, para resumir, deve-se permitir ser controlado pelo, ainda contrariamente, o que controla as pessoas, de forma que o "momentum" e o design básico fornecido pelo controlador continua, enquanto a vontade e a individualidade do artista persistem. A força criativa é metade essência da força da vida e metade correlativa do artista e de todas suas negatividades essenciais. No "desejo de morrer", o ato criativo é uma amigável discussão entre a força criativa e o artista. É o mesmo que dois amigos próximos discutindo sobre boxe. Assim como os dois amigos têm um certo conhecimento em comum, que fornece a base para a discussão, a capacidade dos artistas de navegar por negações e divisões, alinha-os com a força criativa e suas adições e multiplicações, até o ponto em que a discussão é, na verdade, uma afirmação que os conecta.

A força da vida está principalmente ligada com os efeitos da energia comunicativa, e a força criativa está principalmente ligada ao aumento da qualidade da arte, e possuem uma perpétua discussão amigável sobre esses pontos e as vidas e obras de entertainers e artistas, e as várias combinações dos dois são os assuntos. Na superfície, parece que a força da vida sempre vence a discussão com a força criativa e a força criativa sempre vence a discussão com os artistas. Mas, enquanto a força da vida criava a força criativa, a força criativa por sua vez, criou a percepção humana da força da vida. E a força criativa cria os artistas, mas a mera existência dos seres humanos cria um espaço para a força criativa viver em conjunto. Isto significa que o perdedor aparente é sempre também o vencedor, como a força da vida, a força criativa, artista e público são essencialmente uma coisa só, assim uma discussão de boxe resulta na afirmação de que cada amigo tem seu próprio cara, enquanto o esporte em si conecta suas diferenças . Isso tudo foi feito aos poucos para que os verdadeiros desejos da força da vida sejam vividos, por necessidade, pelas unidades negativas de si mesmo, o que gradualmente resulta nas intenções ocultas da força da vida se tornando visíveis. O propósito das força criativa envolve os aspectos mais elevados da força da vida emergindo vitoriosos sobre os aspectos inferiores, e o propósito do artista envolve os aspectos mais elevados da força criativa emergindo vitoriosos sobre seus aspectos inferiores. O que vemos da força da vida e seus caminhos muitas vezes podem parecer detestáveis, mas a força criativa que amamos representa as partes ocultas da força da vida, que nos foi dado o poder para cultivar. Isso foi colocado em nossas mãos para tirarmos uma flor da sujeira."

Reedição Limitada do Catálolgo

12 de novembro de 2012

Em 11 de dezembro de 2012, a Record Colletion irá fazer reedições dos álbuns de John Frusciante, The Will To Death, Inside of Emptiness, A Sphere in the Heart of Silence, Curtains, DC EP, The Empyrean and Ataxia I & II em edição limitada de vinil 180 gram. Cada LP virá com um cartão que permitirá o download para sua escolha em MP3 ou WAC.


**As pré-vendas de The Empyrean, Curtains e outros pacotes começará em 28 de novembro. Mais  disponíveis no próximo ano.**

PBX Funicular Intaglio Zone está disponível em todo o mundo

24 de setembro de 2012

US Store  International Store  Japan Store

Walls and Doors

14 de agosto de 2012

"Hoje começa a pré-venda oficial do meu novo álbum PBX Funicular Intaglio Zone. O álbum que contêm 9 músicas será lançado na América do Norte no dia 25 de setembro de 2012, no Japão no dia 12 de setembro e em todo o resto do mundo no dia 24 de setembro.

Entretanto, abaixo está o link para download gratuito da música Walls & Doors em hi-resolution. Esta música, gravada em setembro de 2010, marca o ponto em que eu comecei a combinar os estilos de produção dos anos 60 e começo dos 70 com estilos de produção eletrônicos modernos. Nessa música foi também a primeira vez que eu consegui equilibrar com sucesso a música pop com formas abstratas de música. Essa música me mostrou que as minhas partes pops e as minhas partes mais aventureiras poderiam misturar sem comprometer o alcance uma da outra. Após esta música eu não peguei a bola e corri, mas eu continuei a me desafiar, refinando a minha engenharia, experimentando e investigando mais a partir do ângulo abstrato do que o ângulo pop, até Março de 2011, ponto em que eu descobri que as coisas se tornaram possível para eu fazer de forma consciente e precisa a música que eu queria fazer, e que eu não estava empregando qualquer parte da minha própria natureza, me permitindo a começar a gravação de PBX. Eu quero mencionar que Walls and Doors também foi a primeira vez que meus instrumentos eletrônicos começaram a transmitir a energia visceral que é associa com as pessoas tocando seus instrumentos, no contexto da música pop."


Dowload: Walls and Doors

Letur Lefr já está disponível

17 de Julho de 2012

Minha Recente História

09 de julho de 2012

"Comecei a pensar sério sobre seguir meu sonho de fazer música eletrônica e ser meu próprio engenheiro 5 anos atrás. Nos 10 anos anteriores a isso, estive tocando guitarra junto com uma grande gama de diferentes tipos de sintetizadores programados e música sampleada, emulando o melhor que eu podia, o que eu ouvia. Considerei esses programas como máquinas de linguagens para pensar e descobrir um novo vocabulário musical. As várias formas de músicas eletronicamente geradas, particularmente nos últimos 22 anos, tem introduzido vários novos princípios de ritmo, melodia e harmonia. Eu gostaria de aprender o que alguém programou, mas seus processos de pensamento me iludiram. Programadores, particularmente os fluentes em máquinas dos anos 80 e/ou programas de faixas dos anos 90, claramente possuem uma fundação teórica em seu serviço, mas não é a teoria que eu conheci do pop/rock, jazz ou clássico. A relação das mãos com o instrumento é grande responsável do porquê os músicos fazem o que fazem, e eu vim sentir isso no pop/rock com minha mente quase sendo comandada pela minha mão, o que eu tinha um grande desejo de corrigir. Eu estava obcecado com música onde inteligência de máquinas e inteligência humana parecessem dançando uma com a outra, cada uma se expandindo com o que recebeu do outra.

Em 2007, eu comecei a aprender a como programar todos os instrumentos que associamos com Acid House e outros estilos de música. Por cerca de 7 meses eu não gravei nada. Então comecei a gravar, tocando 10 ou mais máquinas sincronizadas com um pequeno mixador dentro de um gravador de CD. Aquilo era totalmente Acid House experimental, minhas habilidades de fazer rock não encaixavam nisso em nenhum lugar. Eu perdi interesse na tradicional composição de músicas e fiquei excitado com novos métodos de criação de música. Me rodei de máquinas, programava uma depois outra e aproveitava o que era um processo fascinante do começo ao fim. Eu estava tão excitado com o método de usar números quanto o tanto de vezes que usei meus músculos na minha vida toda. Habilidades que previamente eram aplicadas pelo meu subconsciente estavam gradualmente se tornando conscientes, pela virtude de possuir um significado teórico-numerário de pensar sobre ritmo, melodia e som.

Então comecei um relacionamento musical com dois amigos, com quem eu poderia fazer basicamente a mesma coisa que fazia na minha sala, agora apenas com outras pessoas. Isso continua sendo uma banda, o que é perfeitamente congruente com minha natureza.

Pouco antes de começarmos a tocar juntos comecei a usar um computador. Inicialmente era apenas para gravar o que eu estava fazendo com hardwares, mas na verdade se tornou um dos meus principais instrumentos. Gradualmente comecei a construir um estúdio com um set idealmente pensado para o modo que trabalho e penso (que continua funcionando). A música que fiz nessa fase foi mais um tipo aventureiro de Acid House instrumental que coloquei num CD, e durante o tempo em que gravei minha segunda música no computador, fiquei ciente de que "Progressive Synth Pop" era a descrição mais segura do que eu estava fazendo. Acid era, porém, o estilo musical central envolvido.

Depois de um ano ou mais no computador, ocasionalmente comecei a usar minha voz novamente. Antes disso, incorporar guitarra e vocal parecia um problema pois eu queria fazer música baseado nas regras, como as entendi - inerente à vários estilos de música eletrônica que eu adorava - e não queria misturar isso com o que eu previamente fazia com composição e guitarra, sendo que regras do pop/rock seriam naturalmente envolvidas. Se eu misturasse as duas coisas naquela época, minhas coisas eletrônicas iriam servir de suporte para minhas músicas, voz e guitarra. Essa ideia era repugnante para mim. Como eu era muito mais desenvolvido como músico de rock, características e regras de rock estariam dominadas, e assim diminuiria o ritmo de descobrir coisas novas. Para ser claro, quando digo regras, me refiro aos princípios absolutos e os fenômenos abstratos que definem um estilo particular, marcando seus limites, onde existem áreas comprovadamente dignas de investigação criativa humana.

Continuei escrevendo músicas, mas somente quando eu precisava, porque alguma coisa precisava ser expressada naquele caminho. Não vejo mais a composição como um artesanato para ser constantemente polido, como vi por vários anos. Nos últimos anos, isso é apenas algo que acontece de vez em quando, uma coisa natural, como respirar. Em primeiro lugar, gravar músicas pré-escritas pareciam uma restrição, mas achei ter adquirido novos métodos de trabalho suficientes por conta própria e habilidades e velocidade de programação suficientes que quando gravei uma música pré-escrita, achei tão divertido como quando gravo instrumentais. Esse é o ponto em que as faixas de Letur-Lefr foram gravadas. Eu ainda estava meio direcionado para características de rock, mas R&B e Hip Hop estavam encaixando bem com os vários tipos de música que eu estava combinando. R&B pareceu pra mim um atalho para integrar minha composição com minha programação, sendo que eu poderia fazer de um modo em que a música servia de suporte para as coisas que eu estava fazendo instrumentalmente - e não do outro jeito - o que era muito importante para mim.

Passada essa fase, comecei a desenvolver um conceito de uma nova aproximação de tocar guitarra, o que requeria uma prática regular. Nos dois anos anteriores, prática consistia em tocar junto com aquilo ou as gravações de Rave ou Synth Pop, ou o quer que seja. Eu não via um motivo de trabalhar minha sagacidade muscular pois não era preciso no que eu estava fazendo. Eu originalmente estava praticando numa maneira disciplinada porque queria tocar no segundo álbum da minha esposa. Mas achei uma nova aproximação com o instrumento, o que era novíssima para mim, e que vi que tinha muito a crescer. Com meu principal instrumento eletrônico melódico sendo o MC-202 passei um longo período onde meu conhecimento de guitarra me ajudava com minha programação nele. Mas cheguei a um ponto em que o 202 me ajudava como guitarrista, e agora meu conhecimento de guitarra é ajudado pelo meu conhecimento do 202. Eu estava usando os músculos que eu estava desenvolvendo de uma maneira totalmente separada do que eu estava acostumado como músico de rock, parcialmente porque troquei de tipo de guitarra (uma Yamaha SG), mas principalmente porque minhas idéias musicais se juntaram com meu entendimento sobre um instrumento ao pensar que a escolha das notas não é limitada pela posição das mãos. Então nesse período guitarra ficou completamente integrada à minha música. A combinação de ter uma nova aproximação com o instrumento, combinada com todas essas maneiras que eu estava bem familiarizado de processo de sons, resultaram na mesma excitação sobre guitarra que tive com sintetizadores, sequênciadores e drum machines. Esse, e outros fatores, resultaram na minha capacidade de aplicar princípios musicais específicos do rock/pop na minha música, assim como vinha aplicando aspectos específicos de cada outro tipo de música que eu amo. Não estou mais preocupado em evitar clichês pois não penso mais dessa maneira. Desenvolvi novos hábitos que me trazem todos os tipos de novos lugares, e os hábitos antigos são estranhos para mim agora. Junto com o computador que se tornou um novo instrumento para mim, o Drum n’ Bass (juntamente com vários outros estilos que tenho lidado) tem se integrado inteiramente à minha música. Nesse momento, eu também comecei a compreender características de estilos de engenharia do passado, me dando liberdade de combinar aspectos de antigos e modernos estilos de produção igualmente como combino diferente estilos de música.

Em alguns meses durante esse período, comecei a gravar PBX Funicular Intaglio Zone. Por anos eu juntava tudo em uma música por vez, mas minha experiência com produção agora me deixa trabalhar confortavelmente com um conceito de gravação enquanto continuo completamente absorvido no processo. Nesse tempo encontrei o balanço que eu estava procurando, onde a presença de um vocal e a estrutura de uma música escrita na verdade me davam liberdades adicionais como músico.

Os aspectos do PBX são a realização da combinação de estilos de música que vi na minha mente há vários anos atrás, como potenciais, mas que eu não tinha a menor ideia de como executá-los. Fico muito feliz de ter a oportunidade de me focar exclusivamente em música por si só, e também muito agradecido de passar todos esses anos ativo nos business da música enquanto mantinha minha cabeça na música o tempo todo. Eu estava livre para passar a maior parte do tempo tocando e gravando, escrevendo e sonhando. Tenho muita gratidão a todos que fizeram isso possível.

Em sumário, Acid me serviu como um bom ponto de partida, bem gradualmente me guiando a ser capaz de combinar qualquer estilo de música que eu queria, como uma banda de um homem só.

- John"

Álbuns Títulos

17 de junho de 2012

"PBX se refere a um sistema de comunicação interna. Há uma versão natural disso, em
"negócios de escritórios " é algo pessoal. Funicular envolve dois cabos eletricos conectados, um cabo sobe, enquanto o outro desce. Todas as músicas perpetualmente fazem isso em muitos níveis simultaneos. Intaglio é uma técnica de escultura onde se trabalha no lado oposto da imagem, através do qual a imagem vai eventualmente aparecer para o espectador em relevo, mas o ângulo do escultor funciona a partir da ausência de algo. Na música que eu faço, uma abordagem semelhante a esta foi utilizada, ou melhor empregada. Zona se refere a um estado de espírito em que o resto do mundo aparentemente desaparece, e nada importa, mas a união de nossos sentimentos com um ambiente. Estas quatro palavras unidas vão muito longe para descrever o meu processo criativo.


Letur-Lefr para mim significa a transição de dois se tornando um, nomeadamente simbolizada pela primeira música do álbum sendo sequela da última do álbum."

Tradução: Cidimar Lima
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...