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21 de dezembro de 2020
Especial sobre o Red Hot Chili Peppers feito pela MTV Brasil é disponibilizado no YouTube
18 de março de 2020
"Under The Bridge": a versão alternativa do videoclipe
No dia 12 de março de 2020, o videoclipe de "Under The Bridge" dos Red Hot Chili Peppers completou 28 anos. O vídeo que traz Anthony Kiedis pelas andando pelas ruas de Los Angeles e conta com a direção de Gus Van Sant possui uma versão alternativa que poucos conhecem. Nessa variação, Kiedis permanece quase estático com sobreposições de imagens da cidade e a banda permanece com as mesmas gravações do vídeo oficial.
Alternativo:
Oficial:
19 de fevereiro de 2020
"Give It Away": canal colore o vídeo da música
O canal RHCP Stuff decidiu colorir o videoclipe "Give It Away" do Red Hot Chili Peppers após ter colorido o vídeo de "Soul To Squeeze". "Give It Away" foi o primeiro single de Blood Sugar Sex Magik e seu vídeo foi dirigido pelo cineasta francês Stéphane Sednaoui e divulgado em preto e branco.
Versão original:
Para ver o videoclipe colorido de "Soul To Squeeze", clique aqui.
Crédito: RHCP Stuff
10 de fevereiro de 2020
Confira os vídeos da primeira apresentação ao vivo de Frusciante em 10 anos
John Frusciante se apresentou pela primeira vez com o Red Hot Chili Peppers após sua volta em um evento em homenagem a Andrew Burkle nesse 08 de fevereiro de 2020. A banda tocou "Give It Away" e os covers "I Wanna Be Your Dog" do The Stooges e "Not Great Man" do Gang Of Four. Contudo, Chad Smith não estava presente por ter sua exposição de arte na Flórida, com isso, Stephen Perkins assumiu a bateria. Além de Frusciante tocar com o Jane's Addiction - ao lado de Dave Navarro - em "Mountain Song", ele também subiu ao palco para tocar com o Thelonious Monster junto a Flea e os integrantes do Fishbone, Angelo Moore e Norwood Fisher. A última vez que Frusciante subiu em um palco foi com o Swahili Blonde (banda de Nicole Turley), no The Club Echo, em Los Angeles, em 10 de julho de 2010.
"Give It Away" - Red Hot Chili Peppers
"I Wanna Be Your Dog" (The Stooges) - Red Hot Chili Peppers
"Not Great Man" (Gang Of Four) - Red Hot Chili Peppers
"Mountain Song" - Jane's Addiction
"Union Street" - Thelonious Monster com John Frusciante, Flea, Angelo Moore e Norwood Fisher
Compilação: Ygor Almeida
25 de setembro de 2019
Vídeo raro de apresentação de Bob Forrest e Frusciante em 1997
Em 06 de fevereiro de 1997, John Frusciante se reuniu com Bob Forrest para realizar uma apresentação Small's Club em Los Angeles. Na ocasião eles tocaram duas músicas autorais e até fizeram uma versão de "Under The Bridge" do Red Hot Chili Peppers - sendo a única vez que se tem registrada de Frusciante apresentando uma música da banda fora dela. O áudio da apresentação era conhecido na internet, porém um pequeno vídeo da dupla tocando "Landslide" do Fleetwood Mac foi postado e existe relatos que algumas pessoas possuem a gravação em vídeo completa em VHS, fica aqui nosso apelo pela divulgação desse material.
Áudio completo:
02. Anymore (Thelonious Monster)
03. Michael Jordan
04. Landslide (Fleetwood Mac)
05. My Lover (Tracy Chapman)
06. Under The Bridge (Red Hot Chili Peppers)
07. And The Rest Of The Band
08. See That My Grave (Blind Lemon Jefferson)
09. Helter Skelter (The Beatles)
21 de julho de 2019
Divulgada gravação inédita em vídeo de show de Frusciante em 2001
Após quase 20 anos, um fã resolveu divulgar sua gravação em vídeo do show de abertura de John Frusciante para o Jane's Addiction, em Santa Barbara, no dia 26 de abril de 2001. O fã em questão, Sam Sym, já havia compartilhado o áudio do show, porém só agora resolveu divulgar o vídeo por se tratar de imagens não tão bem feitas e pouco focadas. Sym explicou que estava segurando uma câmera volumosa na cintura tentando não ser expulso do show - mas que mesmo assim algumas pessoas irão apreciá-lo.
Setlist
01. So Would’ve I
02. I Will Always Be Beat Down
03. All We Ever Wanted (Bauhaus)
04. Going Inside
05. Snow Blind (Black Sabbath)
06. New Dawn Fades (Joy Division)
07. Runnaway (Del Shannon)
08. I Just Wanna Have Something To Do (Ramones)
09. Strange Love (Depeche Mode)
10. Talk
Download em áudio: FLAC
Agradecimento: Sam Sym
4 de maio de 2019
Josh Klinghoffer salvando Frusciante em "Stadium Arcadium" na Austrália em 2007
A convite de John Frusciante, Josh Klinghoffer tocou com os Red Hot Chili Peppers no período final da turnê de Stadium Arcadium. Em Sydney na Austrália, em 17 de abril de 2007, Klinghoffer realmente salvou Frusciante em "Stadium Arcadium". John Frusciante estava usando alguns pedais na execução do solo e ao seu final não conseguiu desligá-los em tempo para fazer a linha de guitarra principal da canção, mas Josh (que estava tocando os overdubs da versão de estúdio no show) percebeu a incapacidade do amigo e tocou a parte principal da guitarra junto aclamação do público.
8 de maio de 2018
John Frusciante e Marcia Pinna testando um sintetizador modular - 06 de maio de 2018
Agradecimento: Frusciante Moog
23 de fevereiro de 2018
Divulgado no YouTube a gravação completa do Reading Festival de 1999
O canal Cenitri, famoso por trazer preciosidades dos Red Hot Chili Peppers e de John Frusciante ao YouTube, publicou recentemente o proshot completo do show que a banda fez no Reading Festival, na Little John's Farm, Inglaterra, em 29 de agosto de 1999.
00:00 Around the World
05:20 Give It Away
10:12 Your Pussy's Glued To a Building On Fire
11:52 Scar Tissue
15:44 Suck My Kiss
20:25 Savior
26:39 I Like Dirt
29:40 If You Have to Ask
36:46 Soul to Squeeze
41:29 Organic Anti-Beat Box Band
45:58 Easily
49:50 Right on Time (London calling intro)
52:33 Under the Bridge
56:58 Me & My Friends
Encore 01
1:01:48 Sir Psycho Sexy
1:08:56 The Power of Equality
Encore 02
1:13:52 My Lovely Man
1:19:36 Search & Destroy (Iggy Pop)
Agradecimento: Cenitri e Felipe Freitas
13 de fevereiro de 2018
'Get Up And Funk: apimentando a indústria cultural'
Para celebrar os 35 anos de carreira do Red Hot Chili Peppers completados neste 13 de fevereiro, o documentário brasileiro GET UP AND FUNK: APIMENTANDO A INDÚSTRIA CULTURAL foi lançado oficialmente pelo YouTube. Com o apoio do RHCP Brasil e com a direção de Tadeu Tau, o documentário fala sobre a força dos Chili Peppers na indústria musical e conta com participações de grandes nomes como PJ (Jota Quest), Luiz Thunderbird, Edgard Picolli, Gastão Moreira, Sarah Oliveira, Fabiana Lian, Clemente, Egypcio (Tihuana), Nando Machado (Wikimetal) e o jornalista José Noberto Flesch.
Como divulgação antes do lançamento, a produção de Get Up And Funk liberou, por meio da página do Facebook, alguns extras do documentário.
EXTRA #1O Rock in Rio de 2001 foi marcante para o Edgard Piccoli. Ele entrevistou o John Frusciante e participou de uma experiência inesquecível.
EXTRA #2
Se liga nessa história do Luiz Thunderbird. Ele encontrou o Flea e o Anthony no Video Music Awards de 1992.
"Tem The Who, Guns 'N' Roses, Bon Jovi, e quem é a banda forte? O Red Hot."
EXTRA #3Nando Machado falando sobre John Frusciante e o show no Slane Castle, em 2003.
A queridíssima Sarah Oliveira entrevistou o Red Hot Chili Peppers duas vezes. Na primeira vez, tinha apenas 18 anos de idade. Ela contou que a euforia foi tanta que segurou a emoção. Depois, os entrevistou de novo no Rock in Rio de 2001.
EXTRA #4
EXTRA #5O jornalista José Norberto Flesch falando como o Red Hot Chili Peppers é uma das bandas mais populares do mundo. Como isso se justifica? Veja pelo Rock In Rio de 2017.
"Tem The Who, Guns 'N' Roses, Bon Jovi, e quem é a banda forte? O Red Hot."
EXTRA #6O Red Hot Chili Peppers, ao longo de sua longa trajetória, passou por momentos complicados. Para nossa sorte, eles sempre seguiram em frente. Mas como será que eles conseguiram passar por esses obstáculos?
Fabiana J. Lian, que já trabalhou com a banda mais de uma vez, acredita ter entendido como funciona a dinâmica dos caras.
Curta a página de Get Up And Funk no Facebook: www.facebook.com/getupandfunkmovie/
E inscreva-se no canal do YouTube: youtube.com/getupandfunk
19 de janeiro de 2018
"Wet Sand" com Josh Klinghoffer na guitarra de apoio e nos back vocals
A convite de John Frusciante, Josh Klinghoffer tocou com os Red Hot Chili Peppers no período final da turnê de Stadium Arcadium. A participação de Josh Klinghoffer era em algumas faixas já definidas por eles, entretanto, em Brisbane, na Australia, no dia 14 de abril de 2007, Josh saiu da normalidade e participou de "Wet Sand", ele tocou a guitarra de apoio e colaborou nos back vocals junto a John Frusciante.
Agradecimento: Lucas Carvalho
15 de janeiro de 2018
Red Hot Chili Peppers e Patti Smith em 2006
Em 18 julho de 2006, Patti Smith subiu no palco durante uma apresentação dos Red Hot Chili Peppers no Earls Court, em Londres, na Inglaterra. Na ocasião, a banda junto a Patti Smith improvisaram em cima de partes do clássico da cantora "People Have The Power", levando o público ao delírio.
Agradecimento: Fabulos Fab
11 de dezembro de 2017
John Frusciante e amigos no Ramones Ranch - 11 de dezembro de 2017
John Frusciante junto a Vicent Gallo e JD King, na madrugada de hoje, no Ramones Ranch em Hollywood Hills - em vídeo postado por Linda Ramone no Snapgram.
Agradecimento: Linda Ramone (@lindaramone)
6 de outubro de 2017
Vídeo inédito dos Chili Peppers tocando "Sir Psycho Sexy" e "They're Red Hot" em 2003
No final de setembro foi adicionado no YouTube um vídeo profissional, até então, desconhecido para os admiradores do Red Hot Chili Peppers. Na ocasião eles tocam "Sir Psycho Sexy" e "They're Red Hot" no Tweeter Center, New Jersey - Estados Unidos, no dia 12 de setembro de 2003.
É o primeiro registro profissional em vídeo que aconteceu de "They're Red Hot" em um show dos Chili Peppers - e um dos poucos de "Sir Psycho Sexy". Apesar do vídeo possuir alguns problemas, afinal, já se passaram 14 anos, a apresentação retoma ao clássico Live at Slane Castle - que aconteceu menos de um mês antes desta.
Agradecimento: Markit Aneight
31 de julho de 2017
John Frusciante concedendo autógrafo para fã brasileira - 30 de julho de 2017
Patricia Pedrotti, uma fã brasileira de John Frusciante, conseguiu um autógrafo do músico em sua cópia de The Will To Death no Tributo a Johnny Ramone - evento que acontece na tarde de domingo no Hollywood Forever Cemitery, em Los Angeles nos Estados Unidos.
Fonte: Instagram
28 de junho de 2017
John Frusciante tocando sintetizador no Ramones Ranch - 28 de junho de 2017
John Frusciante tocando sintetizador no Ramones Ranch na madrugada de hoje - 28 de junho de 2017. No pequeno vídeo postado por Linda Ramone no snapgram, Frusciante pergunta a JD King - "Isso deveria ser C#?" (após tocar a nota) e obtém a resposta que sim.
Esse é o primeiro registro audiovisual de John Frusciante tocando um instrumento desde 10 de julho de 2010, quando ele tocou guitarra com Swahili Blonde, em sua última apresentação ao vivo até a data.
Agradecimento: Linda Ramone
29 de maio de 2017
"Dosed" é tocada completa pela primeira vez ao vivo
Na noite de 28 de maio de 2017, praticamente 15 anos após o lançamento do álbum By The Way, os Red Hot Chili Peppers tocaram pela primeira vez ao vivo a música "Dosed" - completa -, isso aconteceu no show na Rogers Place em Edmonton no Canadá. Essa apresentação só foi possível com a participação de Zach Irons na guitarra junto a Josh Klinghoffer, já que a versão de estúdio gravada por John Frusciante possui quatro linhas de guitarra tocadas ao mesmo tempo.
"[Eu compus "Dosed"] quando o resto da banda estava fora do estúdio fazendo uma pausa durante o ensaio. Eu estava brincando com aquele pedal verde de loop da Line 6 [DL-4] e fiz um loop de uma parte de guitarra, e adicionei outra e outra. Eu tinha três linhas de guitarra gravadas, e eu estava tocando sobre elas. Até o momento que todos os outros entraram [no estúdio], e eu tinha este belo loop indo e é isso que a música é. No álbum, eu toquei cada parte por conta própria, para que pudéssemos por elas em estéreo."
- John Frusciante - Total Guitar (UK) - Abril de 2004
Zach Irons é filho de Jack Irons, ex-baterista dos Chili Peppers e que atualmente está abrindo os shows da banda com apresentações solo, e é conhecido por tocar guitarra nas bandas AWOLNATION e IRONTOM. O herdeiro do ícone baterista é um dos amigos próximos de John Frusciante e um admirador assumido do trabalho dele e dos Red Hot Chili Peppers. No começo dessa década, Zach recebeu de presente de Frusciante a Fender Stratocaster Olympic White de 1961 - amplamente usada na turnê de Stadium Arcadium.
Assista mais vídeos:
9 de maio de 2017
Meu nome é John Frusciante - Junho de 2006
Vídeo feito durante a gravação do videoclipe de "Tell Me Baby" do álbum Stadium Arcadium, laçado pelo Red Hot Chili Peppers em 2006.
Tradução e Legenda: Pedro Tavares
4 de março de 2017
John Frusciante jantando com amigos - 04 de março de 2017
John Frusciante jantando na madrugada de hoje - 04 de março de 2017 - junto a Marcia Pinna (Aura T-09), Vicent Gallo, Linda Ramone e JD King - em vídeo postado no snapgram por Linda Ramone. Além deles, estão na mesa mais duas pessoas que aparentam ser o pai de John Frusciante - com o mesmo nome do filho - e sua atual esposa, lembrando que amanhã é aniversário de Frusciante.
Agradecimento: Linda Ramone
1 de março de 2017
John Frusciante e Black Knights na Heavyweights Radio - Janeiro de 2014
Em 29 de janeiro de 2014, John Frusciante e o Black Knights participaram de uma entrevista transmitida ao vivo na internet no programa Heavyweights Radio do site breal.tv. Além de apresentarem o álbum do grupo, Medieval Chamber, vários assuntos foram comentados, desde o Wu-Tang Clan até as influências de Frusciante. Confira o vídeo legendado e a transcrição da entrevista abaixo:
Transcrição:
John Frusciante está na área! Selo novo! Com esses artistas que precisam se espremer um pouco, caras, para que possamos ver todo mundo aí!
Rugged Monk: "É isso aí! Estamos na área! Black Knights na área!"
LBC!
Rugged Monk: "Compton!"
É isso aí! Compton! Cara, antes de tudo, temos que começar com você, obviamente. Você fez tanta coisa incrível. Sucesso após sucesso. Você foi um dos guitarristas mais influentes para muita gente, fez muita coisa com isso, cara, digo, com os Chili Peppers, Mars Volta, até no seu próprio selo, sabe? Obrigado por ter vindo, antes de tudo, cara. Foi muito foda. Eu quero falar disso primeiro, a guitarra...Você quer o microfone, você quer tirar?
John: "Não, essa distância está boa?"
Sim, espero que sim. Você começou novo e se juntou aos Chili Peppers e tudo. E Rick Rubin acompanhou vocês depois de vocês fazerem umas paradas maneiras. Rick Rubin é uma grande influência para o que fazemos aqui, sabe? Ele é um dos meus ídolos em tudo. Alguma história maneira que você pode contar com Rick Rubin? Bad vibes?
John: "Não, sem bad vibes. Nesse período da minha vida eu acho interessante eu ter tido essa relação próxima com ele e ele ser um dos pioneiros do hip-hop, essas coisas. Eu comecei a fazer esse tipo de música não para estar num caminho igual ao de Rick, sabe?"
Sim, você estudou os melhores guitarristas.
John: "Sim, mas o que me guiou a fazer isso foi fazer música eletrônica, música avant-garde eletrônica, que não é muito popular ou comercial. De repente, eu fiz por muito tempo e pensei “Oh, agora eu posso fazer hip hop”. Não foi algo que eu estava planejando. Eu realmente peguei um caminho não-comercial, isso me desconecta de Rick, mas comecei a fazer hip hop, o que é interessante, porque ouvi o álbum do LL Cool J que ele fez. Eu me ligo não só no que ele oferece como produtor, usamos os mesmos equipamentos, como o 707, então poder ouvir as coisas que ele fazia no 707 em, sei lá, 1985 é divertido pra mim. Ter trabalhado com ele por tanto tempo...Muito do que ele deu pra minha banda foram idéias de batidas, idéias de vocais, então tive essa experiência de trabalhar com ele, um dos pioneiros do hip hop. O que eu ouvia não era apenas a música dele, mas também como a mente dele trabalha. É uma interessante circunstância do destino essa pessoa que trabalhei por tanto tempo ter outra conexão comigo além do que eu fiz e eu mesmo acabar sendo um produtor de hip hop."
Sim, e no caminho desenvolver um selo e tal.
John: "Sim, eu penso muito nele."
Tenho certeza. Tenho certeza que você tira influência de vários lugares. Quem são suas influências?
John: "Eu sou o oposto de muitas pessoas nessa questão. Eu tento ouvir coisas que são similares a coisas que eu estou fazendo, não sou muito de ouvir uma coisa e fazer algo parecido, mas...No hip hop, você diz? Eu gosto do jeito que era nos anos 80 e no início dos 90, como Marley Marl, que é um dos meus produtores favoritos. Eu gosto quando as pessoas são bem experimentais e tal, quando eles ainda não sabem muito o que estão fazendo é aonde eu mais aprendo como músico, sabe?"
Apenas falar de Marley Marl já diz muita coisa. Muita gente não ia falar isso. Eles falariam coisas óbvias, mas você...
John: "Sim, eu vejo as produções dele como algo imaculado, sabe?"
Sim, sagrados pra nossa época. Eu também quero te parabenizar pelo seu Rock n Roll Hall of Fame, isso é definitivamente...qual é, vamo lá pessoal! Tem tanta coisa pra falar com você, mas...você tem um selo agora, você pode...
John: "Como assim eu tenho um selo?"
Eu ouvi que você...você põe discos pra vender agora. Não? Você está trabalhando com esses caras...
John: "Não, meus discos saem pela gravadora Record Collection e é o mesmo selo que esse álbum está saindo. Eu tenho lançado discos por essa gravadora por, tipo, dez anos."
Ah, ok. Como você se ligou nesses caras, os Black Knights? Eu sei que você fez alguns trabalhos com RZA, você os conheceu através dele?
John: "Eu conheço Monk desde a época que conheci RZA, acho que isso faz seis anos ou mais..."
Rugged Monk: "É, faz seis anos. RZA nos juntou e a gente começou a conversar. Era eu e John, a gente construiu uma relação, ele estava fazendo alguns pequenos projetos, EPs, eu tinha ouvido o Empyrean, que é um bom álbum, eu realmente curti. RZA o colocou no seu filme chamado The Man with Iron Fists, mas aí o próximo projeto de John foi com meu parceiro Kinect do Killarmy, e aí ele me pediu pra participar e eu disse “Beleza, vamos ver”. Então nós gravamos e isso levou a outra gravação no álbum que foi...a primeira que fizemos foi “FM”, depois fizemos Letur-Lefr?"
John: "Letur-Lefr é o álbum que “FM” está."
Rugged Monk: "Ah, “FM” está nele, ok. Então a gente desenvolveu a amizade assim. A gente construiu uma vibe legal e ele me chamou pra gravar mais, a gente ficava mais junto e tal, RZA e eu também, sabe? A gente curte ver lutas de boxe e tal, juntos na casa do John. Então ele me pediu pra chamar Crisis The Sharpshooter, que é meu parceiro do Black Knights, que é nosso grupo filiado ao Wu-Tang, sabe? Em 1998, a gente estreou no The Swarm, assim como nos projetos solo de RZA, no Bobby Digital e tal..."
A Loud assinou com vocês...
Rugged Monk: "Sim, assinamos com a Loud, fizemos um acordo com a Loud, mas aí a Loud foi comprada pela Sony. A Sony não selecionava grupos de hip hop, então a Loud perdeu seu selo de discos, assim foi como Mobb Deep do Free Agents, os projetos de Fat Joe e Big Pun foram todos colocados dentro do Wu-Tang, que lançou Iron Flag, porque eles eram a última parada acontecendo. Nós estávamos no Wu-Tang/Loud, mas assim que ela foi comprada pela Sony e eles não pegavam hip hop, meio que deixou a gente na mão, sabe?"
Crisis: "Foi assim que surgiu Every Night is a Black Knight."
Rugged Monk: "Every Night is a Black Knight foi independente, sabe? E a gente vendeu dez mil cópias independentemente. RZA estava lançando esse álbum enquanto ele tinha muita coisa rolando, foi quando ele voltou ao entretenimento, a atuar e tal...Ao mesmo tempo nós continuamos nos movendo musicamente. Então nós lançamos Every Night is a Black Knight, deu certo e tal. Depois de um tempo voltamos ao estúdio com RZA e começamos o projeto All Skills No Luck, mas devido ao fato dele estar fazendo mais coisas com o Wu-Tang, esse projeto foi mais colocado nas mãos da gravadora e aí..."
Saiu de novo...
Rugged Monk: "É, muitos fatos levaram até ser eu e John ainda trabalhando juntos, começamos a fazer mais gravações, fizemos nossa primeira música que está no álbum, que se chama “Keys to the Chastity Belt”, essa foi a primeira música que gravamos como Black Knights e John Frusciante, então fomos para mais uma faixa...Mas, mais ou menos, não tivemos a pretensão de fazer um álbum, mas John aparecia com mais músicas e já tínhamos seis, sete. Ele mandava músicas pro meu email e dizia “Dá uma olhada” e eu respondia “John, parece que a gente tem uma coisa aí”, depois a gente fez mais algumas gravações. Ele me mandava algumas de volta, mas aí já tinha alguns samples, algumas introduções, e eu dizia “Oh, temos uma coisa aí”. Nessa hora já estávamos no fluxo de fazer música organizadamente e já tínhamos, tipo, vinte músicas. Então vimos todas essas coisas e falamos “vamos ver o que temos”. Ouvimos aquilo e não só tínhamos o Medieval Chamber que nós lançamos e que estou feliz que ele tenha participado tão profissionalmente como ele fez, mas sabíamos que tínhamos mais material pra três álbuns..."
John: "Gravamos quarenta e cinco músicas nos últimos um ano e meio."
Quarenta e cinco músicas em um ano e meio? Aí, como é a vibe de trabalhar com John no estúdio?
Rugged Monk: "Quer responder essa pergunta?"
Crisis: "Sim, nós curtimos. Não tem pressão, todo mundo faz o que faz, só adiciona para a música."
Porque parece assim...Vocês trabalham com um dos melhores guitarristas da nossa era, vocês devem sentir muita pressão, saca?
Crisis: "É um desafio. Definitivamente um desafio, porque ele conhece todos os gêneros de música."
Rugged Monk: "Temos que lembrar que nós somos ligados a um grupo lendário de hip hop, que é o Wu-Tang. Eles tem vários caras bons, tem RZA como produtor. Trabalhar com John é uma parada diferente porque ele é do rock n’ roll e é musicalmente muito respeitado. Quando a gente senta, ele sabe muito de música. Ele me apresentou Jane’s Addiction. Ele me colocou nessas coisas, ou Depeche Mode, também Barry Brown, tudo isso dos anos 70, Donna Summer, essas coisas. Aí ele toca um Ice Cube, sabe? Tem várias coisas maneiras, adoro as coisas que Ice fez. Aí vem Beethoven, Mozart, o conhecimento musical dele é tipo infinito. Vai de A a Z e volta de A a Z de novo."
Você tem feito música eletrônica agora. Como é lançar isso depois de tanto tempo fazendo coisas lendárias no rock?
John: "Eu apenas sigo a direção que me interessa na música. Eu gosto de instrumentos eletrônicos porque você não depende de outras pessoas. Alguém que aprende a engenhar tudo sozinho ou programar todos aqueles instrumentos não tem que estar em uma banda com alguém que você não gosta só porque eles tocam a bateria ou o baixo, ou cantam... Você escolhe com quem vai trabalhar. Então foi assim que veio naturalmente o trabalho com o Black Knights. Todas as parcerias que fiz nos últimos 5 ou 6 anos, desde que saí da banda... A relação musical veio da genuína relação humana."
Tudo começa numa relação orgânica, você falou disso.
John: "Desse jeito eu tenho autonomia porque eu não tenho que interagir com ninguém, a não ser que eu sinta que essa interação é importante para a música... Que eu sinta que irá adicionar algo. Quando esses caras vão pro microfone, vão com total confiança, cheios de crença em si mesmos. Eles acreditam no próprio senso de criação, e não estão preocupados com o que eu penso sobre algo, eles acreditam no que estão cantando, acreditam no próprio estilo deles e isso funciona bem comigo. Porque é exatamente como eu sou. Eu acredito no que estou fazendo e estou pouco me fodendo sobre o que os outros pensam sobre isso. Eles acreditam em si de uma maneira similar. Funciona totalmente, não tem ninguém te falando o que fazer, ninguém tendo que guiar o outro. É uma prazerosa relação musical, não é como estar em uma banda com eles... Onde todo mundo briga, todo mundo acha que tem que criticar um ao outro toda hora, moldando um ao outro todo instante. Nossa parceria é assim: Eu não tento mudá-los e eles não tentam me mudar, e nós gostamos de curtir juntos, ouvir músicas, assistir lutas ou que seja... E a relação musical apenas vem através disso tudo, naturalmente nas nossas sessões. Não é como entrar em um estúdio com uma banda de rock onde todo mundo se preocupa em parecer bom, agradar a todo mundo que tem diferentes ideias sobre o que é realmente bom... Você sofre muita pressão para terminar algo. “Como eu chego ao ponto de saber que eu não tenho mais nada pra fazer?”. Comigo nunca termina até a música estar realmente terminada. Eu gosto de estar no processo da criação da música. Esse é o objetivo pra mim. Se eu pudesse apertar um botão e terminar a música, eu não o faria. Porque eu gosto do processo criativo. E nesse caso, eles curtem estar no processo criativo comigo. Quando estamos gravando, estamos curtindo, fumando, bebendo e curtindo a atmosfera. Nós gostamos de estar nessa zona de criação, o fato de chegar ao final de uma música e você ter um produto comprável não é nada do que eu quero, eu gosto de cada passo do processo da criação de um disco. "
Isso é foda, muito foda. Eu tenho que perguntar antes que eu me esqueça: George Clinton. Anos atrás ele foi até vocês e tal...
Rugged Monk: "Sim, RZA estava trabalhando no Bobby Digital...no álbum Digital Bullet, assim como também com Shavo, do System of a Down. Não, era o álbum Digi Snacks. E ao mesmo tempo estava trabalhando com Shavo, do System of a Down, o baixista. Eles tem um grupo chamado Achozen. Eles levaram George Clinton para fazer algumas gravações nesses projetos, a gente também tava junto, ficamos com George e tudo, foi maneiro. Essa é outra coisa que RZA...RZA é o cara, mas ele ainda traz vários desses bons músicos por aí e junta as coisas. É um compositor muito bom também. Ele não só trabalha com as pessoas sabe? O relacionamento é muito forte, é assim que funciona. Ele chama as pessoas que ele está perto, é muito bom, por isso que eu o respeito."
John: "George está nesse álbum?"
Rugged Monk: "Sim, George está no Digi Snacks. Fizemos num estúdio. Ele trabalhou no Achozen, mas o Digi Snacks é do RZA, foi o último projeto que ele lançou, ele fez tour. Foram duas gravações eu acho, mas George também fez o último álbum dele, 8 Diagrams. Depois de gravar, George ficou exatamente pra gravar o último projeto do Wu-Tang, 8 Diagrams, a última gravação de estúdio que o Wu-Tang fez. Então ele fez uns projetos e foi bom ele aparecer."
Você trabalhou com George, como foi...
John: "Não, ele produziu o segundo álbum do Red Hot Chili Peppers..."
Ah, você já tinha saído?
John: "Não, eu ainda não estava na banda. Eu tinha apenas 15 ou 16 anos quando eles fizeram esse álbum. Eles fizeram três álbuns antes de eu entrar. E George produziu o segundo. Mas acho que a última coisa que fiz com Flea e Anthony foi um cover de George. Ele estava fazendo um álbum de covers e me pediu pra fazer isso e eu chamei Flea e Anthony. Então, sim, acabou saindo uma música com esses caras."
John, obrigado por terem vindo, cara. Tenho muito respeito por você, cara. Você trazer essa galera, é só amor, cara. Só adicionou ao programa.
Rugged Monk: "Espera aí! Antes da gente ir, se você não sacou, dá uma olhada no Medieval Chamber: www.blackknightsmusic.com. Ache a gente no Twitter, Instagram e Facebook."
Agradecimento: Universo Frusciante
Agradecimento: Universo Frusciante
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