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3 de setembro de 2020

A volta do John Frusciante era inevitável para Bob Forrest

Via RHCP Brasil: Em uma entrevista exclusiva para o canal 5 Notas, Bob Forrest contou muitas curiosidades sobre o Universo RHCP. Ele é amigo de longa data dos Chili Peppers e é líder da banda The Bicycle Thief, que também tem Josh Klinghoffer na formação. Eles vão relançar o album You Come And Go Like A Pop de 1999 no dia 21 de setembro. Será a primeira edição em vinil, lançada pelo selo Immediate Family.

A entrevista completa feita por Wendell Correia com o Bob Forrest está disponível no vídeo abaixo e aproveitem e já se inscrevam no canal que tem bastante conteúdo sobre música e sobre o Red Hot Chili Peppers:


Além de explicar como que John e Josh se conheceram, Bob Forrest revelou que John Frusciante já impressionava aos 16 anos e comentou sobre a volta dele pro Red Hot Chili Peppers, que será a terceira passagem do guitarrista na banda (ele voltou no dia 15 de dezembro de 2019).



"Eu sabia! Era inevitável. Todos sabiam disso. Antes de qualquer coisa, somos amigos. E muitas vezes você não tem a mesma percepção que outras pessoas, você tem uma reação exagerada, vai por outro caminho…Eu e o Anthony Kiedis somos melhores amigos há uns 40 anos. E mesmo tendo muito amor, às vezes você tem que entender que nem tudo se conecta exatamente no mesmo momento. Eu entendo o ponto de vista do John, que é “só me importo com música, só quero tocar e não me preocupar com as outras coisas. Mas quando a sua música é tão bonita, essas responsabilidades vem junto. E essa “batalha” com ele ou Josh, o Flea também tem e sabe que existe. Mas é uma situação muito difícil. Muito difícil. Eu penso assim: se você é o melhor encanador do mundo e as pessoas começassem a glorificar encanadores, seria complicado ser um encanador. Entende? Você começa como uma criança que ama música e começa a tocar guitarra no seu quarto e aí grava e as pessoas começam a ouvir e se tranforma em algo gigante e começam a criar expectativas enormes com isso. Certo? E acho que isso é uma luta pro John. E agora ele está mais tranquilo pra lidar com isso."
- Bob Forrest

Agradecimento: Wendell Correia - Canal 5 Notas
Fonte: RHCP Brasil 

Bob Forrest explica como apresentou John Frusciante para Josh Klinghoffer

Via RHCP Brasil: Em uma entrevista exclusiva para o canal 5 Notas, Bob Forrest contou muitas curiosidades sobre o Universo RHCP. Ele é amigo de longa data dos Chili Peppers e é líder da banda The Bicycle Thief, que também tem Josh Klinghoffer na formação. Eles vão relançar o album You Come And Go Like A Pop de 1999 no dia 21 de setembro. Será a primeira edição em vinil, lançada pelo selo Immediate Family.

A entrevista completa feita por Wendell Correia com o Bob Forrest está disponível no vídeo abaixo e aproveitem e já se inscrevam no canal que tem bastante conteúdo sobre música e sobre o Red Hot Chili Peppers:


Durante o bate papo com o Wendell Correia, ele contou que foi o responsável por John Frusciante conhecer Josh Klinghoffer. Além dos dois terem sido guitarristas do RED HOT CHILI PEPPERS, el tem várias colaborações musicais juntos, entre elas a banda Ataxia (com Joe Lally) e vários álbuns da carreira solo do Frusciante lançados na década de 2000.

 

"Vocês, brasileiros, vão adorar isso porque tem a relação Frusciante/Klinghoffer.

Eu tinha a música “Cereal Song” que eu escrevi com o John Frusciante. Porque quando ele ficou sóbrio (por volta de 1997), eu ia montar uma banda com ele mas aí ele voltou rapidamente pros Chili Peppers (1998). Então eu conheci o Josh Klinghoffer, que tinha apenas 16 anos na época. Escrevemos quatro ou cinco músicas usando apenas o violão. E elas tinham a pegada do que eu estava fazendo com o John (Frusciante). Então nos juntamos com o Marc (Hutner) e o Josh (Blum) e tentamos “eletrificar” pra soar como uma música de banda. Mas no começo eram apenas violões. Algum tempo depois, quando estávamos gravando o álbum You Come And Go Like A Pop Song, eu queria um solo de guitarra no estilo do Lynyrd Skynyrd. E o Josh ainda não sabia exatamente quem eram. Ele é nove anos mais novo que o John.

Então falei: “Vou ligar pro John Frusciante vir fazer o solo”. E o Josh respondeu: “OK”.

Então o John apareceu nas gravações do Bicycle Thief para gravar o solo em “Cereal Song”. E foi quando eles se conheceram. Foi a primeira vez que conversaram. E foi um momento mágico!"
- Bob Forrest


Ouça “Cereal Song”, a primeira colaboração do John Frusciante com Josh Klinghoffer:



Agradecimento: Wendell Correia - Canal 5 Notas
Fonte: RHCP Brasil

2 de setembro de 2020

Bob Forrest fala sobre a audição de Frusciante no Thelonious Monster

Via RHCP Brasil: Em uma entrevista exclusiva para o canal 5 Notas, Bob Forrest contou muitas curiosidades sobre o Universo RHCP. Ele é amigo de longa data dos Chili Peppers e é líder da banda The Bicycle Thief, que também tem Josh Klinghoffer na formação. Eles vão relançar o album You Come And Go Like A Pop de 1999 no dia 21 de setembro. Será a primeira edição em vinil, lançada pelo selo Immediate Family.

A entrevista completa feita por Wendell Correia com o Bob Forrest está disponível no vídeo abaixo e aproveitem e já se inscrevam no canal que tem bastante conteúdo sobre música e sobre o Red Hot Chili Peppers:

No bate-papo, Bob lembrou da “disputa” pelo guitarrista de 16 anos entre as bandas Thelonious Monster (que ele era o vocalista) e os Chili Peppers (a banda dos amigos Anthony Kiedis e Flea). Esse guitarrista era o John Frusciante. Os Red Hot Chili Peppers estavam procurando um guitarrista em 1988 depois que decidiram continuar com a banda mesmo após o falecimento de Hillel Slovak e uma breve passagem do DeWayne “Blackbyrd” McKnight.


"O Thelonious Monster precisava de um guitarrista. O único integrante da banda que não era dependente (químico) decidiu sair e voltar pra faculdade porque não conseguia mais viver conosco. Então precisávamos de um guitarrista. 
 
E o Flea me falou sobre esse garoto que morava em Valley (Los Angeles): “Ele é maravilhoso! Mas só tem 16 anos. Ainda não pode fazer parte de uma banda e turnês. Ele ainda mora com os pais.”

E como o Thelonious Monster precisava de um guitarrista, eu falei: “Me passa o telefone desse garoto. Em algum momento ele vai completar 18 anos.”

E o Flea falou: “Eu não quero te passar o número do telefone dele.” Eu perguntei o motivo e ele respondeu: “Porque eu estou esperando ele completar 18 anos!” Mesmo assim eu peguei o número do telefone e o John Frusciante veio fazer um teste para o Thelonious Monster. E tocou duas músicas. Então eu e o baixista Rob Graves nos olhamos e ficou óbvio que o queríamos para a banda. Ele é sensacional!"
- Bob Forrest


No teste para entrar no Thelonious Monster, John Frusciante já impressionou logo de cara ao conseguir tocar com perfeição a música mais complicada da banda.

"Tem uma música do Thelonious Monster que é muito complicada. Quando ele chegou para o ensaio, perguntei quais músicas ele sabia tocar e o John Frusciante, com 16 anos, disse: “Todas”. 
 
E eu perguntei: “Você realmente sabe tocar todas?”. Na época já tínhamos três álbuns. E ele respondeu: “Sim, todas.” Então pensei: “OK”. A nossa música mais difícil de tocar era uma chamada “Positive Train”. Até os caras que fizeram a música não sabiam tocar direito. É muito complicada. Então perguntei: “Você sabe tocar “Positive Train”?” Ele disse que sim, então falei: “OK, vamos tocar “Positive Train”. E ele estava no lugar dele com seus pedais, e você sabe como é o John com isso, e aí ele falou: “Espera! Qual parte você quer que eu toque: a do Dix Denney ou a do Chris Handsone?”. 
 
Ele sabia diferenciar as guitarras e guitarristas na música! Aí falei: “Bem…a guitarra do Chris Handsone”, porque era o guitarrista que ele estava substituindo. Ele falou “OK” e começou a tocar o riff da música “Positive Train” e ficou perfeito. Nem o Chris Handsone, que fez o riff, tocava tão tão bem quanto ele. Ele tinha ficado muito tempo no estúdio e foram umas vinte tentativas para ele acertar e o John tinha sido perfeito. E eu fiquei impressionado com isso! Então pedimos para ele fazer parte da banda."
- Bob Forrest

 

Assim que o Anthony Kiedis ficou sabendo do talento de John Frusciante, já o chamou pra tocar no RHCP:

"Comentei com o Flea e com o Anthony: “Esse garoto é sensacional! Ele agora faz parte do Thelonious Monster”. E o Anthony falou: “Qual garoto?”. E respondi: “O garoto que o Flea e o DH Peligro conhecem. Chama-se John”. E o Anthony ficou tipo: “Por quê eu não conheço esse garoto?”. E aí eles também começaram a tocar com o John. Inicialmente o John faria parte das duas bandas, até que isso se tornou um problema. Então o John fez parte do Thelonious Monster e do RHCP até eles começarem a fazer o Mother’s Milk (primeiro álbum do RHCP com John Frusciante)."
-Bob Forrest


Ouça “Positive Train” do Thelonious Monster e preste atenção no riff que John tocou e que impressionou os outros integrantes da banda:



Agradecimento: Wendell Correia - Canal 5 Notas
Fonte: RHCP Brasil

6 de junho de 2020

Bob Forrest relembra o período que Frusciante estava deixando as drogas


Bob Forrest relembrou o período que John Frusciante estava saindo do mundo das drogas no final da década de 1990 e como a sua colaboração foi importante para que o guitarrista recebesse os cheques de royalties oriundos das gravações com o Red Hot Chili Peppers. O vídeo de Forrest foi gravado por fãs e não há informações sobre onde ou quando foi gravado.



"John Frusciante passou pelo mesmo que eu e vivemos juntos quando ele ficou sóbrio. E o IRS estava pegando seus cheques de royalty; ele é tão inocente que um dia estávamos conversando e ele disse “você acha que é justo que quando eu ganhava milhões o governo ficava com metade o tempo todo e agora que não ganho nada ele fica com tudo?” E eu fiquei “de onde você veio?” [Risos] É como a máfia.

Ele ganhava uma quantidade significativa de dinheiro mas as vezes alguns cheques passavam despercebidos, que o IRS não sabia de onde vinha. Mas ele não tinha uma identificação (RG). Então ele teve a ideia: como era um cheque dos Chili Peppers, ele iria ao banco com os álbuns da banda e diria “esse sou eu, eu sou esse cara e esse é meu cheque, isso é o suficiente, esse é meu cheque” e eles pagariam. É engraçado.

Então eu o levei para fazer um ID, um passaporte.  Fomos juntos. Eu me lembro dele recobrando a vida, assinando papeis, pagando 50 dólares e tendo um passaporte. Como saindo das trevas do vicio, ver as pessoas fazendo isso é fascinante. Ver alguém se readaptando a como viver, é fascinante."







No livro An Oral/Visual History, o responsável pela promoção da EMI, Kim White, também falou sobre a relação de Frusciante com os cheques de royalties durante o período que esteve fora do Red Hot Chili Peppers.
"John não morava de fato em lugar nenhum, todos os seus cheques iam para a casa do Flea. Um dia a filha do Flea, Clara, começou a desenhar no verso de um cheque de $600,000 em royalties com um giz de cera. Um outro estava nos matos do quintal, levado pelo vento! O Flea disse, "Eu digo a ele que eles estão aqui mas ele nunca quer vir buscar"."
Para ler mais, clique aqui! 



Tradução: Eloá Otrenti - Frusciante Brasil


5 de janeiro de 2020

Bob Forrest fez apelo para Frusciante cantar em reunião do Joy Division - Dezembro de 2015


Em seu podcast This is Water, no dia 05 de dezembro de 2015, Bob Forrest falou sobre a cena musical e artistas considerados fracos em relação ao passado com alguns convidados. Até que foi relembrada por Bob a música "Nevermind" do Red Hot Chili Peppers de 1985 que dizia "Esqueça o Duran Duran, pois nós somos o Red Hot Chili Peppers!". Um dos convidados então citou como curiosidade o nome de John Frusciante em alusão à sua participação no álbum Paper Gods, do Duran Duran, lançado em 2015. Forrest fez uma breve análise da carreira de John e fez um apelo a Peter Hook, baixista fundador do Joy Division, para que chame John Frusciante para cantar no lugar do falecido Ian Curtis em uma reunião da lendária banda. Forrest lembrou do show tributo que John, Flea e Josh Klinghoffer fizeram ao Joy Division em 2000 sob o nome Still.




Veja o áudio (a citação sobre Frusciante começa em 1:01:00) e a transcrição traduzida em português:






"Ele provavelmente está se juntando, ou vai se juntar, pode haver uma chance de que ele se junte ao Depeche Mode. Então, sabe, para onde isso tudo leva? Eu tenho uma sensação de que Dave Gahan, com seu álbum solo e turnê, eles irão voltar a tocar juntos em turnê provavelmente no começo do ano que vem. Por alguma razão, acho que seria muito emocionante ouvir John no Depeche Mode. Acho que iria re-inspirar ele. É uma das cinco bandas favoritas de todos os tempos dele. Confie em mim, Duran Duran não é faz parte dessas cinco bandas favoritas de todos os tempos dele, sabe? [Se] Peter Hook fosse esperto, ele estaria chamando John Frusciante agora, então poderiam fazer Joy Division com John cantando. Eu juro por Deus, ele pode cantar exatamente como Ian Curtis. EXATAMENTE. Você já viu? Foi no Spaceland. É incrível! Eu estou só jogando idéias, porque eu adoraria ver John voltar a tocar música que desafia as pessoas e as fazem pensar, sabe?

Eu acho que ele não faz música para outras pessoas, ele faz música pela arte. Ele vem fazendo música em nome da arte por vinte, quinze... desde quando ele saiu. Quanto tempo faz isso? Dez anos? Todas essas coisas, você sabe o que significam. O tipo de coisa que eu vi no Clouds [Shadows] Collide with People, é um disco pop. É ele dizendo: 'Olha, eu posso fazer este álbum se eu quiser', sabe? Ele é as duas coisas. Porque aquela outra coisa com o Josh e aquele Joe, Ataxia, eu não sou muito fã de nada desse tipo de coisa, mas nesse Clouds [Shadows] Collide with People existem algumas músicas lindas. Inacreditável. Então eu acho que ele quer ter uma coisa grande bem sucedida novamente, realmente acho. Eu o conheço. E estou dizendo a você, uma turnê do Joy Division com John cantando... seria um pouco de ar fresco. PETER HOOK, CHAME JOHN FRUSCIANTE E TRAGA O JOY DIVISION DE VOLTA!



Eu me lembrei daquela noite daquele show! Foi incrível! Já ouviu falar sobre ele? Flea, Josh e John fizeram um tributo ao Joy Division. Foi inacreditável! Foi o melhor show que eu estive na minha vida e Eric Avery do Jane’s Addiction disse: 'Essa é uma das melhores coisas que eu já vi na minha vida'. Eles nunca tocaram de novo!"




Agradecimento: Universo Frusciante

25 de setembro de 2019

Vídeo raro de apresentação de Bob Forrest e Frusciante em 1997


Em 06 de fevereiro de 1997, John Frusciante se reuniu com Bob Forrest para realizar uma apresentação Small's Club em Los Angeles. Na ocasião eles tocaram duas músicas autorais e até fizeram uma versão de "Under The Bridge" do Red Hot Chili Peppers - sendo a única vez que se tem registrada de Frusciante apresentando uma música da banda fora dela. O áudio da apresentação era conhecido na internet, porém um pequeno vídeo da dupla tocando "Landslide" do Fleetwood Mac foi postado e existe relatos que algumas pessoas possuem a gravação em vídeo completa em VHS, fica aqui nosso apelo pela divulgação desse material.








Áudio completo:





01. Try
02. Anymore (Thelonious Monster)
03. Michael Jordan 
04. Landslide (Fleetwood Mac)
05. My Lover (Tracy Chapman)
06. Under The Bridge (Red Hot Chili Peppers)
07. And The Rest Of The Band
08. See That My Grave (Blind Lemon Jefferson) 
09. Helter Skelter (The Beatles)



Download: MEGA

18 de maio de 2017

John Frusciante tentou ajudar Layne Staley - Dezembro de 2013


O site Alternative Nation publicou uma matéria - em dezembro de 2013 - baseada na autobiografia de Bob Forrest que trata da relação entre John Frusciante e Layne Staley, vocalista falecido da banda grunge Alice In Chains. John teria tentado salvar Layne do vício de drogas que o matou em 2002, mas ficou receoso quanto a sua credibilidade para falar sobre "sair das drogas". Veja a matéria traduzida:

Por volta de 1999/2000, Bob Forrest e o guitarrista do Red Hot Chili Peppers John Frusciante tentaram ajudar Layne Staley, frontman do Alice In Chains, a ficar limpo. Forrest recorda a história em seu novo livro Running with Monsters: A Memoir. Forrest ganhou uma reputação na época de ser alguém que podia se comunicar com viciados, ele tinha ajudado Frusciante a ficar limpo em 1997. Frusciante estava hesitante sobre visitar Staley, porque não achava que poderia realmente pregar sobre a obtenção de limpeza para alguém, mas Forrest foi inflexível sobre a tentativa de ajudá-lo.

Forrest ligou para a mãe de Staley, Nancy, e disse a ela que ia tentar ajudá-lo, mesmo que não soubesse se aquilo iria dar certo. Nancy respondeu: "Layne tem um estranho senso de humor. Eu disse a ele que John teve gangrena uma vez. Ele disse: 'No braço? Isso é terrível, mãe. John é um guitarrista. Ele precisa de suas mãos e braços. Eu? Eu sou apenas um vocalista. Eu posso viver sem eles'. Eu sei que ele estava brincando, mas não gosto de ouvir coisas assim. Você pode tentar falar sério com ele?".

Forrest concordou e ele e Frusciante visitaram Staley em seu condomínio, em Seattle. Forrest diz que a mente de Staley claramente ainda funcionava, mas que ele estava a "um milhão de milhas de distância.".

Bob: "Ei, Layne. O que está acontecendo?".
Layne: "Nada. Eu sei por que você está aqui".
Bob: "Sua mãe está preocupada, cara. Você não parece muito bem".
Layne: "Eu estou bem, apesar de tudo. Sério".

Staley foi jogar videogame enquanto eles conversavam, e "fingiu" ouvir e concordar com Forrest. Depois de Forrest e Frusciante saírem, Forrest disse: "Eu acho que ele não vai sair dessa...". Frusciante disse: "É a vida dele, cara". Staley morreu de uma overdose de drogas em 5 de abril de 2002. Forrest disse que por muito tempo ele pensou que o amor podia curar a dependência, mas disse que amava Layne Staley e que isso não o salvou.


Postada originalmente em 21 de dezembro de 2013 no Universo Frusciante.

8 de novembro de 2016

O período que John Frusciante estava fora dos Chili Peppers pela primeira vez





J: Assim que eu saí da banda - e quando o Jane's Addiction parou - eu me via muitas vezes ao redor de Perry Farrell em situações de festas. Perry disse, "Eu entendo de onde você vem, porque eu fiz a mesma coisa com o Jane's Addiction. Você não pode fazer uma coisa simplesmente porque você teve sucesso naquilo. Você tem que dar o próximo passo e fazer daquilo parte de você mesmo". Eu não consigo lembrar exatamente o que ele disse. Eu ainda não sei como explicar, mas eu ainda acho que eu estava certo. Eu acho que o Perry achava a mesma coisa na época, e espero que ele ainda ache.




 Eu tinha muita empatia com Perry por ele ter um comportamento de resistência ao sucesso, o que eu acho ser importante que as pessoas façam. Tipo quando EU VEJO ESSAS BANDAS DE HOJE E ELAS ESTÃO SIMPLESMENTE CORRENDO ATRÁS DO SUCESSO E ELAS FARÃO QUALQUER COISA POR ISSO, É MUITO DESINTERESSANTE, MUITO CHATO, MUITO TRANSPARENTE. Eu vi o Perry resistindo ao sucesso, não cuspindo na cara, mas também não pulando em direção a ele porque SE VOCÊ FOR PULAR NOS BRAÇOS DO SUCESSO, ELES VÃO TE ESMAGAR. A maneira como ele lidava com aquilo - mesmo que ele se arrependa hoje - era muito inspirador para mim. Eu nunca teria conseguido fazer tudo que fiz para chegar onde estou agora nesse momento da minha vida, onde estou praticamente resolvido pro resto da vida. Da minha própria maneira eu também resisti ao sucesso, e fico feliz em ter feito isso. A curto prazo isso dificultou minha vida, e deixou muitas pessoas bem confusas, mas a longo prazo eu me sinto muito bem sobre isso.




 Johnny Depp e Gibby Haynes fizeram um filme na minha casa. Eu tinha decidido ser um viciado em drogas. Eu já estava usando drogas recreacionalmente - já fazia isso há cerca de um ano, mas houve um momento em que eu estava tão deprimido após sair da banda e eu tinha tanta coisa na cabeça, coisas que eu não conseguiria resolver com as coisas que eu tinha pensado sozinho sobre minha própria vida e a natureza humana. Enquanto eu as resolvia, elas eram bem excitantes, mas depois de resolvidas, o mundo simplesmente parecia ser esse lugar horrível. Minha percepção das coisas se inverteram - tudo que antes era lindo agora era feio.




 Eu costumava ir no meu telhado que era a uns 60 metros do chão porque era numa colina e em cima de uns suportes. O meu uniforme de ir para o telhado era de guerrear contra os fantasmas - óculos que Perry me deu e minha máscara de ski com todas as partes do meu corpo cobertas. Nenhum buraco. Calças de moletom colocadas pra dentro das meias. Não se podia me tocar em nenhuma parte. Aquilo fazia muito sentido na época!



 RICK RUBIN (Produtor): Eu visitei o John quando ele estava na pior várias vezes, era chocante - todos pensavam que ele claramente iria morrer logo. Ele estava nesse caminho. Completamente sem nenhum remorso de estar num caminho que era fatal. Nenhum pensamento em se limpar - ele queria ser um viciado em drogas. Ele acabou quase se matando várias vezes e queimando a própria casa.

KIM WHITE (Promoção EMI): John não morava de fato em lugar nenhum, todos os seus cheques iam para a casa do Flea. Um dia a filha do Flea, Clara, começou a desenhar no verso de um cheque de $600,000 em royalties com um giz de cera. Um outro estava nos matos do quintal, levado pelo vento! O Flea disse, "Eu digo a ele que eles estão aqui mas ele nunca quer vir buscar".



J: Eu estava pintando o tempo todo, minha vida era pintar e fazer essas gravações caseiras em quatro pistas que se tornariam o meu segundo disco solo. Depois de ter saído da banda eu simplesmente não me importava muito mais com a minha música. Pintar me fazia feliz. Talvez eu não quisesse me ver tão claramente porque na minha música você pode escutar exatamente o que se passava dentro de mim.




BOB FORREST (Amigo e músico): John estava na pior. Ele falou que a Receita estava segurando o dinheiro dele. E então, eu lhe dei uns $40, e ele falou "Não", e eu disse que tudo bem, e depois falei, "John, eu te devo milhares de dólares". E ele disse, "$12,500 na verdade!"



J: Psicose de cocaína, era como chamávamos. Exemplos disso - "O que eles estão sussurrando sobre mim por trás dessa parede?" "Alguém quer me matar". Esses eram os mais comuns. Eu nunca tive nada disso. Eu tive os piores. Depois que eu liguei pro Perry Farrell a umas 7:00 da manhã dizendo "Como você tira essas cobras dos olhos?". Ele falou, "Quê?". Eu disse, "Tem umas cobras nos meus olhos - como eu me livro delas?". Perry me falou que eu estava desequilibrado - muito yin, e não muito yang ou algo assim. Eu não conseguia ter mais nenhum prazer em estar vivo. Ao usar heroína e cocaína o tempo todo, eu me sentia eu mesmo de novo. TODOS ESTAVAM TENTANDO ME CONVENCER A PARAR. EU DIZIA, "ME DÊ UM BOM MOTIVO". NINGUÉM CONSEGUIA. Perry, quem eu respeitava muito, foi o único. Uma noite ele dirigiu até a minha casa no meio de uma das suas famosas farras de crack que duravam dias. Ele sentou no carro dele e explicou, "Você precisa usar drogas e não usar drogas. Depois de você usar por um tempo é bem mais difícil de parar - tipo, se você parar agora, você deve ser capaz de conseguir em alguns dias, mas se você parar daqui a quatro anos ou algo assim, vai demorar muito mais, mas por enquanto, vamos levá-lo no hospital". Nós paramos no estacionamento. Eu tinha cerca de 30 gramas de heroína persa e mais ou menos o mesmo de cocaína. Perry disse que ia jogar tudo pros mendigos em Venice ou sei lá - é, duvido. Eu só continuei usando o máximo que pude antes de entrar no hospital. Então, entramos no pronto-socorro e o Perry disse pra duas enfermeiras, "Escutem, eu vou ser bem honesto com vocês. Ele está sob efeito de muitas drogas no momento, então porque você não espera um pouco antes de lhe dar qualquer medicamento?". O que acontece assim que Perry vai embora e me dão um leito? Outra enfermeira me traz um monte de comprimidos e diz, "Tome esses." Eu falei, "Eu preciso?", e ela responde, "Sim." Eu disse "Eu acabei de usar muitas drogas" - e ela falou, "Tome os remédios". ENTÃO EU TOMEI E ACORDEI COM UM CATÉTER NO MEU PAU NUMA SALA BRANCA SEM MÉDICOS OU ENFERMEIRAS AO MEU REDOR. EU TIVE UMA OVERDOSE - MORRI POR UM SEGUNDO. Eles estavam preocupados em serem processados. Eles me colocaram em quarentena. Eu estava sob o efeito de tantos medicamentos que eu não lembro do que aconteceu até eu ter saído do hospital há uns quatro dias. Assim que eles me tiraram da quarentena eu pedi pra alguns amigos me buscarem. Ninguém tentou me fazer mudar de ideia. Isso foi o que eu precisava fazer naquele período. Demorou alguns anos sem ser um viciado em drogas para eu me sentir uma pessoa normal.




Fonte: An Oral/Visual History - Red Hot Chili Peppers with Brendan Mullen (páginas 64, 65 e 66)
Tradução: Pedro Tavares
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