29 de janeiro de 2018

John Frusciante fala sobre seu novo álbum, The Empyrean - Fevereiro de 2009



A música é um poder que existe no universo, que nasce através de nossas mãos ou instrumentos musicais. Ela não sairá de seu cérebro.

Um dos guitarristas mais estimulantes, John Frusciante. Ele acabou de lançar um álbum solo chamado The Empyrean, três anos desde seu último álbum. Todo mundo o conhece como sendo um membro do Red Hot Chili Peppers, que é uma banda gigantesca. Mas seus discos solo são também profundamente atraente e de bom gosto porque expressam seu lado pessoal. Sentimento delicado, sombrio e de música psicodélica, arranjos ousados através de métodos únicos, os tons de sua guitarra fazem surgir uma manifestação colorida... Estes são construídos a sua perspectiva de mundo único, com uma voz doce e linhas melódicas.

A Guitar Magazine teve a chance exclusiva de entrevistar John Frusciante. O conteúdo da entrevista conta a história secreta de seu novo álbum, sua obsessão por equipamentos vintage, as possibilidades que a guitarra lhe permite e assim por diante tudo o que ele nos descrevia expressava sua paixão. Queremos que os leitores apreciem um guitarrista que nunca para de evoluir e seu espírito infinito e inquieto em fazer música.

É possível extrair um maior poder de expressão, utilizando o estúdio inteiro como um instrumento musical.

Foram quase 3 anos desde seu último álbum solo. Este é um álbum conceitual que narra uma história? Enquanto você estava construindo esse álbum que tipo de imagem você tinha?
Quando eu faço música eu não penso em muitas coisas. Embora algumas pessoas expliquem a orientação, direção ou a sua própria regra nas letras, eu só faço música com base no meu próprio sentimento. Eu queria fazer um álbum que refletisse o conceito da letra e aumentasse gradualmente a energia musical.

As canções para este álbum refletem a história que as letras transmitem. Eu apenas imaginava os sons que estavam no começo do álbum como sendo sombrios como um pântano, mas gradualmente tudo depois se tornou em uma visão de mundo mais brilhante. Essa explicação pode parecer muito vaga, mas eu estava consciente sobre ela. Eu apenas fiz o álbum inconscientemente e seguindo o meu sentimento.

Eu senti que quando ouvimos os sons eles se tornam visuais.
Quando eu estava fazendo o álbum Blood Sugar Sex Magik (Red Hot Chili Peppers) em 1991 e meu primeiro álbum solo Niandra Lades & Usually Just A T-Shirt (1994), eu estava procurando por mim mesmo. Naquele tempo, quando ouvia música eu tinha várias experiências sinestésicas. Não tive uma experiência desse tipo por um longo tempo, porém quando escuto música agora, eu sinto que uma sensação específica de espaço foi criada no meu cérebro. Algumas pessoas vêem cores quando ouvem música, mas não é assim. Não é visual. Nem é uma experiência auditiva. É como não haver símbolos mentais brotando quando ouço música. Nos últimos 10 anos ao invés de ser inspirado por sinestesia, eu sou inspirado por esses símbolos. Eles me ajudam a fazer música.

O álbum abre com uma faixa instrumental de uma guitarra poética. É longa, com mais de 10 minutos. Você tem alguma coisa importante na qual se preocupa especificamente quando faz música usando apenas a guitarra?
Eu estava ouvindo o Maggot Brain do Funkadelic com meus amigos numa madrugada e eu gosto muito de música instrumental, porque não é a música que leva o ouvinte. Se o ouvinte quiser, ele pode ir para o espaço que a música o proporciona. No início, eu estava buscando colocar músicas dinâmicas e energéticas para o início deste álbum, mas acabei não escolhendo por esses tipos de músicas. Depois eu gravei "After The Ending", ai pensei em colocar uma música muito marcante como canção de abertura. Eu queria fazer uma entrada através da qual eu poderia convidar os ouvintes suavemente, coisa que eu não faço normalmente, mas trabalhei focado nesta ideia de música que estava na minha cabeça com antecedência. Eu não queria que a música de abertura soasse agressiva.

Numa manhã, logo que acordei, fiz uma parte do ritmo de guitarra para "Before the Beginning" e tive a ideia de como introduzir a bateria. À noite, convidei meu amigo Josh Klinghoffer, que fez a gravação. Enquanto eu estava tocando guitarra, ouvi alguém dizer como eu deveria expressar a guitarra que estava na minha cabeça, naquele momento eu gravei o solo de guitarra também. Quando escutei Maggot Brain, senti a mesma sensação que eu queria passar com o sentimento na minha canção. Em seguida, na mixagem do dia seguinte, adicionei vários tipos de efeitos. Mais tarde, foi interessante mostrar para os meus amigos minhas músicas, porque tínhamos o mesmo sentimento quando ouvimos Maggot Brain às cinco da manhã (risos).

Neste álbum eu estava realmente mergulhado de reverb inverso à ecos. Tentei muitas experiências com efeitos de som. No começo, experimentei no meu vocal, mas acabei aplicando principalmente à minha guitarra. Desta vez gravei com fita analógica, me entregando a fita gravada com seis ou sete faixas de reverb inverso e ecos. Então, voltei a fita de volta para a forma como foi regularizada, para assim enfatizar o som da guitarra. Eu poderia fazer isso soar como se a guitarra estivesse subindo à 100 metros de altura. Além disso, eu poderia melhorar o poder expressivo da minha guitarra usando determinadas configurações de equalização e o console Faders, quando eu fazia a mixagem. Quando você toca guitarra, você pode expressar seus sentimentos através da adição de vibrato, brincar com volumes específicos ou efeitos. Mas é possível extrair um maior poder de expressão utilizando o estúdio inteiro como um instrumento musical. Por exemplo, coloquei um efeito em uma parte da guitarra que eu tinha gravado com sintetizador modular e organizando acrescentei o volume de movimentos para o reverb. Antes eu tinha queixas, porque eu tinha que pedir para os engenheiros fazerem esse tipo de coisa.

Achei que os ruídos eletrônicos e os efeitos foram muito cuidadosamente feitos em camadas, eles tornam a visão do mundo da música muito mais vivas. Você estava obcecado não só com frases de guitarra, mas também nesses pedacinhos de efeitos que você mais tarde adicionaria a cada canção?
Estou sempre ouvindo música eletrônica, então eu queria fazer uma música interessante para mim. Ao fazer o álbum, eu realmente não me preocupava com decisões "agradáveis" para as músicas ou com fazer músicas que os ouvintes querem ouvir. Foi mais importante para mim fazer a música que eu queria ouvir, mesmo depois de terminar o álbum. Na música eletrônica há uma série de mudanças de som numa canção, eu quis experimentar a mesma abordagem. Criei o espaço para a mudança da acústica através da mixagem e através da edição de fita. Eu tentei fazer a acústica do verso e a acústica do refrão completamente diferentes. Coloquei surpresas musicais durante todo o álbum, transformei um monte de sons diferentes e então arranjei aqueles sons diferentes.

No começo, eu não tentei essas abordagens, porque o álbum não estava tão interessante para mim. Então tentei fazer a música que eu realmente queria ouvir. Como resultado, escutei esse álbum quando havia sido terminado com o máximo proveito de todos os meus trabalhos solo. É muito agradável para mim ouvir The Empyrean, é um álbum que me leva a uma viagem musical. Eu queria criar sons que parecessem estar flutuando acima dos alto-falantes e fiz isso, organizando a qualidade do som e do espaço.

Esses sons não ficaram chato (risos). Quando escuto a música apenas como ouvinte, às vezes eu me pergunto: "Como ele fez isso?" Me senti como se estivesse em um mundo diferente. Ser capaz de criar esse tipo de ilusão ou alucinação é "mágico" para mim. Desde que eu era criança, eu gostava de música que me fazia sentir como se eu estivesse em um mundo diferente.

O efeito sonoro de tremolo no canal esquerdo em "Unreachable", você está tocando com sua guitarra?
O som é de um piano elétrico. Originalmente eu tinha feito a música em um seção com a guitarra, mas depois que fixamos as partes do ritmo de guitarra, troquei com os do piano elétrico e órgão. Quando comecei a fazer este álbum, ouvi muitas músicas de rock centradas em torno de teclados, como The Doors e Roxy Music. Em "Unreachable", eu usei a guitarra somente para o solo final. O som no início desta canção é do Josh tocando teclado e um sintetizador modular. No início do solo de guitarra, usei a mesa de mixagem para alterar o volume. No final, toquei com o filtro de um sintetizador modular. Usando isso, eu poderia mudar a freqüência corajosamente, mais do que se eu estivesse usando um pedal. No final da canção, eu toco as harmonias com cinco guitarras e todas elas são colocadas através do filtro do sintetizador modular.

Nós podemos ouvir o som de um "wah" sendo tocado nas partes importantes deste álbum. Você usa seu Pedal WH-10 Wah Ibanez, o seu favorito?
Eu usei outros pedais, mas o meu preferido é o WH-10.

Qual foi o equipamento fundamental para este álbum?
Eu fiz um amplo uso de sintetizadores modulares como Doepfer & Analog Systems. Às vezes gravei a guitarra usando um fuzz ou o meu pedal, mas a maioria eu gravei sem esses efeitos e mais tarde os adicionei usando o sintetizador modular.

Usei meu pedal Muff'n [Electro-Harmonix] no início dos solos de “Central” e “Enough of Me”. Em “Before The Beginning”, usei um Holy Grail e um pedal Big Muff [Electro-Harmonix], e também um pedal Fuzzrite [Mosrite da década de 1960] e Boss Turbo Distortion.

Em “Ah Yom” [faixa bonus da edição japonesa], usei um pedal Fuzz Wah Foxx. Comparado a um pedal wah normal, ele pode criar frequências mais baixas e também cortar frequências mais elevadas com ousadia, para que eu pudesse criar sons únicos.

Eu também muitas vezes usei um EMT 250 [EMT] e todos os Reverb Digital [AMS] para ambas as partes da minha guitarra e vocal.
Estas foram as peças-chave do meu equipamento e que me ajudaram a fazer os sons do álbum. Você pode ouvir um pedal de efeitos, mas na verdade era frequentemente criado usando um sintetizador modular, porque controlei o som através de um pedal de efeitos da forma que eu queria, enquanto estava tocando guitarra. Quando eu estava tocando com as duas mãos, eu não poderia apertar os botões de efeitos do pedal, por isso era interessante usar os efeitos de um sintetizador modular mais tarde. Era como se eu estivesse tocando com quatro mãos (risos). No início eu gravei a guitarra em fita, depois a enviei através de um sintetizador modular e depois de volta para a fita de novo.

Minha Stratocaster é uma parte do meu corpo. Eu posso fazer a maioria dos sons que eu estou procurando ou posso ouvir em minha cabeça, se eu iniciar desde o começo.

Qual foi a guitarra que você usou para a gravação?
Eu usei minhas Stratocaster '57 e '62 no começo, porque as duas são minhas guitarras favoritas e acho que não utilizo outras guitarras. Essas duas fazem a maioria dos sons que eu estou procurando ou ouvindo em minha cabeça. Estive tocando com essas stratocasters por um longo tempo, assim elas são como uma parte do meu corpo. Se eu tocar com outras guitarras, eu sinto que estou tocando com um brinquedo (risos).

E os amplificadores?
Eu usei os amplificadores que eu uso no Red Hot Chili Peppers, um Major e um Marshall Jubilee. Em um dos meus álbuns solo anteriores, tentei usar guitarras e amplificadores que eram diferentes do o que eu usava nos Chili Peppers.

No entanto para este álbum eu queria usar os mesmos. Desde que eu tenho estes amps, aprendi como fazer um bom feedback ou como fazer sons. Portanto fazer sons que são os ideais para mim se tornou mais fácil para mim, porque eu os uso todos os dias e agora eu tenho um tipo de comunicação com eles. Não posso trocar por outros amplificadores.

Você personalizou suas guitarras e equipamentos desta forma para fazerem os sons que você quer fazer?
Basicamente eu os uso como eles são. Por exemplo, eu faço toda a manutenção necessária para manter o (vaccuum) tubos nos amps em boas condições. Uso esses amps da mesma forma como eles eram usados nos anos 70.

A última parte do solo em "Central" é de tirar o fôlego, não sei se é para os ouvintes. Me senti como se a guitarra estivesse cantando. Foi uma parte da guitarra que você improvisou durante a gravação?
Sim, foi improvisado. Toquei naturalmente, sem pensar. A estrutura e o arranjo da canção foram feitos principalmente durante a mixagem. Toquei vários solos para a música, organizando seus sons, qualquer overdub e em seguida os mixei. Então, ouvi a fita várias vezes e decidi as partes que eu queria usar. A parte do solo da música foi tocada usando abordagens diferentes e no final eu adaptei o melhor desempenho na mixagem.

Como você acha/cria essas suas idéias para tocar?
Costumo ouvir frases de guitarra em minha cabeça. Toquei o solo de “Central” passivamente, mas em outras canções eu toquei de forma mais enérgica, ou mais rápido, ou mais agressivamente, eu acho. Os guitarristas têm muitas coisas para expressar com suas guitarras. Existem muitos guitarristas que tocam muito quando tocam. Mas é melhor se aperfeiçoar para apagar o seu ego.

Você pode tocar música maravilhosa assim. Quando eu era jovem eu aprendi isso. Quando entrei para os Chili Peppers, senti que era melhor aumentar a minha capacidade. Mas quando eu parei de fazer isso eu encontrei o meu verdadeiro eu, finalmente. Apagando o meu egoísmo e ai me encontrei. A música não deveria ser criada por imposição.

Se você forjar um relacionamento bom com seu instrumento musical e apagar o seu egoísmo e não julgar ou se analisar muito, a música será criada naturalmente quando você toca. A música é um poder que existe no universo, que nasce através de nossas mãos ou instrumentos musicais. Ela não sairá da sua mente. Se você não estiver consciente, ela vai ter um efeito inverso.

Você toca sua guitarra de uma série de maneiras. Existem algumas ocasiões em que sua guitarra soa como um teclado ou strings.
Pode ser um som de um instrumento musical diferente a partir de abordagens criativas misturadas ou de arranjar o som depois que eu toco minha guitarra. Quando faço reverb, se o sinal de ressonância é maior do que o sinal original da guitarra, vai ser um som semelhante a strings. Strings possuem uma maneira de fazer o aumento de som, mas é difícil criar esse mesmo sentimento com apenas uma guitarra. No entanto, se eu usar o meu botão de volume, inverter a guitarra ou adicionar reverb, posso obter um som como strings. Não estou conscientemente tentando copiar os sons de strings ou outros instrumentos musicais com a guitarra. O som da guitarra neste álbum é psicodélico, eu acho.

O núcleo do som do álbum é o teclado ou a bateria. A guitarra é adicionada depois. É diferente dos meus álbuns solo anteriores. Descobri que continuamente tocar guitarra em todos os álbuns não era necessário, porque podemos ouvir outros instrumentos musicais. A razão pela qual The Doors foi único e maravilhoso, foi porque o som de sua guitarra não perturbava os outros instrumentos musicais. É por isso que eu queria usar a mesma abordagem para o meu álbum. Se eu fizer isso, a guitarra fica muito vívida. Mesmo que não soe nenhuma guitarra durante alguns minutos, de repente um solo vai entrar e vai ser uma frase mais proeminente do que de qualquer outra maneira. Além disso, foi divertido organizar os sons da guitarra, teclados, bateria e assim por diante com sintetizadores modulares. Eu sempre tentei esse experimento. Não pensei sobres os sons com antecedência.

O que é guitarra para você? Quais são as potencialidades da guitarra?
Eu acho que o solo de guitarra em “Enough of Me” é bastante original e não acho que eu tenha ouvido muita gente tocando dessa maneira. Então acho que ainda há mais possibilidades de encontrar novos sons de guitarra. Devemos focar as potencialidades dos novos sons e não as diferenças existentes sobre tocar guitarra , porque as possibilidades de novos sons são infinitas. Alguns guitarristas recentes tocam aborrecidamente ou desinteressados, em comparação com os guitarristas mais velhos. Parecem que tocam guitarra apenas para se tornarem famosos. Isso é porque eles acham que guitarra é apenas "uma guitarra" e não pensam nela como uma "ferramenta" para criar sons. A maioria dos guitarristas mal usa seu corpo para tocar dramaticamente ou ter um bom desempenho. Mas eles podem tomar o caminho inverso. Quando eu tinha de 17 à 19 anos, eu estava fazendo a mesma coisa ou estava pensando da mesma maneira, mas quando tirei essa ideia da cabeça, fui libertado e me senti livre (risos).

Quando as pessoas praticam guitarra durante muitas horas por dia e escutam outros guitarristas tocando, eles tendem a privilegiar a forma técnica de tocar. Mas eu escuto os outros tocando e penso sobre a relação entre o guitarrista, as notas musicais que estão sendo tocadas, o ritmo que está sendo usado e o relacionamento do guitarrista com outros guitarristas. E como o som da guitarra se encaixa em um espaço do som. Isso é muito divertido, ver a guitarra com esses pensamentos. Além disso, posso avaliar as várias maneiras de tocar guitarra.

Não é bom fazer muito fisicamente. Desempenho técnico usando o corpo só transmite os méritos do que é tocar para o guitarrista, porque sabem que tem que mover os dedos pelo braço ou quantas horas e tempo levou para ser capaz de tocar assim. Mas isso não é importante para o ouvinte de música em geral, pessoas que tocam outros instrumentos musicais, ou pessoas que simplesmente gostam do som da guitarra. Seus dedos só tem um breve momento de passar no braço da guitarra. O importante para mim sempre que eu toco qualquer instrumento musical é ter esse momento fugaz de inspiração e torná-lo um som. Outras coisas não são importantes. A conexão entre as ideias de um guitarrista e sua música é o mais importante para mim.

Johnny Marr é um dos convidados do álbum. Pode nos dizer se havia alguma inspiração pela maneira dele tocar sua guitarra?
Quando eu fiz o álbum By The Way, copiei todas as partes de guitarra dos The Smiths (risos). Eu era viciado em pesquisar como tocar guitarra igual o Johnny Marr. Aprendi muitas maneiras de como montar acordes com intervalos de camada em formas diferentes, com a camada de múltiplas partes de guitarra opostas e como criar movimentos diferentes para as camadas de som por cordas. Johnny Marr é complexamente bom em camadas de notas musicais, acrescentando intervalos que não estavam na estrutura da corda original. Ele desempenha essa maneira de tocar no The Smiths. Quando ouvi outros guitarristas tocando eu os analisei com a teoria musical. Mas não é um obstáculo ouvir a música emocionalmente. Quando eu escuto acordes como uma 9ª, uma 11ª, ou uma 7ª eu os ouço e isso simboliza a emoção contida no intervalo.

Eu estava analisando o guitarrista Johnny Marr teoricamente antes de tocar, mas quando ele tocou minha música, ele não pensou sobre a teoria da música como todos (risos). Ele estava criando riffs sem pensar enquanto estava tocando. Então foi muito interessante para mim ver como ele cria e muda sua corda usando seu complicado relacionamento com o intervalo e como ele monta seus riffs. Foi muito útil. Eu não lhe falei sobre a estrutura da canção, mas ele criou improvisações maravilhosas. Quando falei com Johnny, descobri que ele não sabe muito de teoria musical. Ele apenas toca de ouvido ou pelo seu sentimento. As pessoas que não estudam a teoria da música já tem teorias originais em sua cabeça. No meu caso é mais fácil analisar a relação de cada instrumento musical com a teoria musical, mas a teoria não é necessária.

A entrevista continua, mas a transcrição em inglês só vai até essa parte.


Agradecimento: Invisible-Movement
Fonte: Guitar Magazine (Japão) - Fevereiro de 2009 

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