7 de fevereiro de 2018

Biografia - Inside Of Emptiness


Inside Of Emptiness foi produzido em Los Angeles por Josh Klinghoffer, engenheiro Ryan Hewitt e eu. Minhas gravações prediletas no momento, em termos de produção, foram White Light/White Heat por Velvet Underground e Lust For Life por Iggy Pop.

A primeira música se chama “What I Saw” e foi escrita em Nova Iorque. Nós distorcemos tudo quanto é tipo de coisa nela. É bem suja. A segunda se chama “The World's Edge” e ela é um bom porquê de eu achar que Josh Klinghoffer é o melhor baterista do mundo. A terceira canção é “Inside A Break”. Foi escrita no Japão. Esta música contém um solo de guitarra feito por Josh que aparece eletronicamente desafinado

A quarta faixa se chama “A Firm Kick" a qual continua a minha série de músicas A (“A Doubt”, “A Corner”). Ela contém um solo barulhento que eu fiz descendo o cacete na minha guitarra. “Look on” foi escrita em Paris, França, e é um retorno aos anos 70 com longos solos de guitarra.

“Emptiness” foi inspirada pela banda pouco conhecida Empire. Eles eram um ramo de Gen X e fizeram músicas originais brilhantes que o público acabou ignorando completamente (que novidade!).

“Emptiness”, “I'm Around” e “666” foram todas escritas enquanto eu lia a biografia de Aleister Crowley. Cada uma dessas três músicas, em seus próprios jeitos, são o resultado dos meus pensamentos sobre ele e sua vida.

“I'm Around” possui nosso primeiro exemplar do quê me trato ao citar junção de guitarras. No fim e no segundo refrão Josh e eu tocamos entrelaçados à digitação de notas de Johnny Marr através do mesmo amplificador que gera as duas partes separadas a serem captadas pelo ouvido como uma só.

O título “666”, à parte das assinaturas das letras em nome de Aleister Crowley, é também uma referência às três barras de seis do refrão que são interrompidas por uma intensidade 4/4 da música (algo que não tinha propósitos e era subconsciente).

“Interior Two” foi escrita no mesmo dia que “Inside A Break”. Foi inspirada no rock n' roll atual. Eu amo aquela música e as características da letra e é engraçado pra mim como um compositor se coloca lado a lado as músicas que deveriam soar como provindas de 1958 com letras que seguem direções surreais ou sem sentido que não existem em canções das décadas antigas.

A última faixa se chama “Scratches” e achamos que os Rolling Stones poderiam comprá-la de nós.

Nós devemos creditar imensamente ao episódio de Rick James do Champelle's show, a assistência e citação do tal deu à gravação deste álbum uma atmosfera feliz.

Obrigado por ouvir. Há mais por vir.

- John Frusciante

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