17 de julho de 2016

Gear: Stadium Arcadium - Red Hot Chili Peppers


"O meu conceito para o disco era fazer a música se revelar do começo ao final da canção. Algumas faixas crescem em intensidade mais do que outras, mas todas elas tem vários elementos que vão sendo adicionados conforme a música avança"
- Guitar Player, Novembro de 2006


GUITARRAS:


1962 Fender Stratocaster

"[Eu usei] Principalmente minha Fender Stratocaster Sunburst de '62 que eu usei em "By The Way" e na turnê. Ao mesmo tempo, eu usei uma Stratocaster Olympic White que eu comprei recentemente. Uma ótima guitarra com um vibrato flutuante, que é muito legal porque você pode usar o tremolo em ambas as direções. Eu usei essa guitarra para alguns solos e para os ensaios. Mas antes de irmos para o estúdio eu realizei audições entre essas duas guitarras - e a Sunburst ganhou quase todas as vezes. Mesmo que eu pensasse que a Olympic White era a melhor guitarra, mas quando eu tentei os riffs em ambas as guitarras, a Sunburst era na maioria das vezes superior. No entanto, a Olympic White é muito boa. Limitei-me a essas duas guitarras, basicamente."
- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006

"Quase todas as vezes eu mudei o som da minha guitarra depois que eu gravei. Usei as mesmas guitarras e amplificadores que sempre uso: Minha sunburst '62 Strat e '61 Strat Olympic White divididas por um Boss Chorus Ensemble CE-1, pela saída estéreo em que se divide o sinal para o meu Marshall Major 200 watts e  o Marshall Silver Jubilee."
- Guitar World, Julho de 2006

"Aquela coisa no final do Wet Sand - foi as guitarras que soaram como um cravo - são apenas os agudos que consegui na Stratocaster, três faixas em harmonia uns com os outros, jogando o mesmo riff que você ouve na primeira parte desse ciclo em que seção. Mas eu gravei com a fita desacelerada, de modo que, quando se acelerou soou como um cravo."
- Total Guitar, Agosto de 2006





1955 Fender Stratocaster

"[Em Dani California] Usei um timbre direto de Strato na primeira parte da primeira estrofe. Na segunda parte, o sinal da guitarra é dividido e colocado em estéreo, com o som original à esquerda e o processado com o meu sintetizador modular Doepfer, à direita."
- Guitar Player, Novembro de 2006






1961 Fender Stratocaster

"Eu usei uma Stratocaster Olympic White que eu comprei recentemente. Uma ótima guitarra com um vibrato flutuante, que é muito legal porque você pode usar o tremolo em ambas as direções. Eu usei essa guitarra para alguns solos e para os ensaios. Mas antes de irmos para o estúdio eu realizei audições entre essas duas guitarras - e a Sunburst ganhou quase todas as vezes. Mesmo que eu pensasse que a White era a melhor guitarra, mas quando eu tentei os riffs em ambas as guitarras, a Sunburst era na maioria das vezes superior. No entanto, a Olympic White é muito boa. Limitei-me a essas duas guitarras, basicamente."

- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006



1969 Gibson Les Paul Custom
"[Em Make You Feel Better] Os overdubs na estrofe e refrão finais foram tocados numa Les Paul, com o original à esquerda e um eco levemente fora do tempo à direita. Este foi um dos últimos overdubs do disco, e levou o final a um nível mais alto."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Dobrei a linha final de baixo de Flea com uma Les Paul [em We Believe]."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Eu toco uma Les Paul de 1969, em "Readymade"."
- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006

"Há uma outra canção que eu usei a Les Paul. Ela é chamada de “Whatever We Want”. Além disso, não havia uma grande variedade de guitarras"
- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006

"Eu também tenho uma '69 Les Paul que eu toco no Marshall Silver Jubilee."
- Guitar World, Julho de 2006


VIOLÕES:

Martin 0-15











PEDAIS:

- Boss CE-1 Chorus Ensemble

"A parte principal [de Animal Bar] tem ondas feitas com o controle de volume, um wah e um pedal de chorus, mas usei o pedal de wah de uma maneira totalmente diferente. [...] O efeito de chorus está no máximo em alguns pontos, assim como o Holy Grail, ajustado no modo Spring."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[As Guitarras são] divididas por um Boss Chorus Ensemble CE-1, pela saída estéreo em que se divide o sinal para o meu Marshall Major 200 watts e  o Marshall Silver Jubilee."
- Guitar World, Julho de 2006

- Boss DS-1 Distortion
- Boss DS-2 Turbo Distortion

"[Em Dani California] No refrão, dobrei as partes de guitarra, que foram tocadas com um pedal DS-2 Turbo Distortion."
- Guitar Player, Novembro de 2006


"[Eu uso] um pedal de distorção da Boss [geralmente um DS-2, mas às vezes um DS-1] e meu Ibanez WH-10"
- Guitar World, Julho de 2006

- Electro-Harmonix English Muff'n

"Nas guitarras de harmonia [de Especially In Michigan], usei um pedal de distorção Electro-Harmonix English Muff'n, que adoro. Tem uma quantidade enorme de médio-agudos e agudos, e pode soar brilhante demais, então girei o botão de tonalidade da guitarra para baixo e usei o captador do meio para conseguir o som mais sombrio e brando possível."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em C'mon Girl] Usei o mesmo som com Muff''n de "Especially in Michigan" e o mesmo efeito de reverb ao contrário com filtro de "Stadium Arcadium". O solo no final foi gravado ao vivo."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"As três guitarras [de She Looks To Me] da harmonia no final foram feitas com o English Muff'n, passadas pelo phaser Analogue Sustems e mixadas em dois canais, com pan bem à esquerda e à direita."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"O solo final [de We Believe] foi feito com o English Muff'n e tratado depois com um DOD Analog Delay, cujo controle de feedback girei manualmente para conseguir um efeito controlado de feedback de eco."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Eu usei o novo Electro-Harmonix English Muff'n, também, que é muito legal e é um drive/distorção valvulado."- Guitar World, Julho de 2006

- Electro-Harmonix Holy Grail Reverb

"[Em Strip My Mind] No solo, usei um pedal de fuzz Electro-Harmonix Big Muff Pi e um Reverb Holy Grail. Rick Rubin deixou o volume no máximo na primeira nota do solo para dar uma característica explosiva quando ele entra."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em Hey] Acho que deixei o pedal de reverb Holy Grail ligado durante toda a canção."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em Animal Bar] O efeito de chorus está no máximo em alguns pontos, assim como o Holy Grail, ajustado no modo Spring."
- Guitar Player, Novembro de 2006

- Electro-Harmonix Big Muff Pi

"[Em Strip My Mind] No solo, usei um pedal de fuzz Electro-Harmonix Big Muff Pi e um Reverb Holy Grail. Rick Rubin deixou o volume no máximo na primeira nota do solo para dar uma característica explosiva quando ele entra."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"E, claro, eu sempre uso um Big Muff e um pedal de distorção da Boss [geralmente um DS-2, mas às vezes um DS-1] e meu Ibanez WH-10 wah."
- Guitar World, Julho de 2006

- Electro-Harmonix POG Polyphonic Octave Generator

"[Em Snow ((Hey Oh))] Durante o final, usei um Electro-Harmonix POG, que adiciona diversas oitavas e faz a guitarra soar como um órgão."
- Guitar Player, Novembro de 2006

 "Há também um som parecido com um órgão no segundo refrão [de She Looks To Me], feito com o POG."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Eu uso o novo POG [Polyphonic Octave Generator] da Electro-Harmonix, que é o que está fazendo com que o som da guitarra soe como um órgão em "She Looks To Me" e "Snow ((Hey Oh))."
- Guitar World, Julho de 2006

- Electro-Harmonix Electric Mistress Deluxe

"Usei um Electro-Harmonix Electric Mistress Flanger na ponte [de Hard To Concentrate]."
- Guitar Player, Novembro de 2006

- DOD 680 Analog Delay

"O solo final [de We Believe] foi feito com o English Muff'n e tratado depois com um DOD Analog Delay, cujo controle de feedback girei manualmente para conseguir um efeito controlado de feedback de eco."
- Guitar Player, Novembro de 2006

- Moogfooger MF-105 MuRF

- Moogfooger MF-105B Bass MuRF
- Moogfooger MF-101 Low-Pass Filter
- Moogfooger MF-103 12-Stage Phaser

"A segunda estrofe [de Dani California] começa com duas guitarras tocando em harmonia. Depois que elas foram gravadas, passei-as por um pedal Moog MF-105 MuRF seis vezes, e gravei os resultados em canais individuais. O MuRF é imprevisível e soou diferente em cada passagem. Continuei até conseguir uma tomada de que realmente gostei, embora tenhamos usado todos os seis takes combinados. No restante, o processo é o mesmo da primeira estrofe."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Há um ciclo de dois compassos [em Warlocks] sobre a segunda estrofe em que usei uma técnica inspirada em David Byrne e Brian Eno. Você inclui notas em pequenos espaços onde acha, em termos de ritmo, que há espaço para uma nota. Essas notas são gravadas em quatro ou cinco canais separados. E, embora não haja uma intenção consciente, todas as notas, em conjunto, criam um padrão. Depois, passei essas partes pelo MuRF, que enfatiza aleatoriamente certas notas, fazendo-as soar como se estivessem expirando, e não sendo tocadas. Adoro esse momento."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"O solo [de Tell Me Baby] foi passado pelo MuRF."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Nós também usamos um digital delay e o novo pedal da Moogerfooger, que constrói partes legais chamado MuRF [MuRF significa “Multiple Resonance Filter”]. O sinal de entrada percorre uma série de oito sintonizadores tape-pass-filters que são acionados por um pattern-generator. Cada filtro tem a seu próprio envelope e controle de volume. O pattern-generator tem doze modelos de programação diferentes. [...] Efeitos totalmente loucos. Mas a maioria dos efeitos provavelmente saiu do MuRF. Um bom exemplo seria o solo de "Tell Me Baby". Quando você ouve a música que você acha que a guitarra é cortada em pedaços ... Eu não sei como explicar isso, mas é um efeito muito louco. Eu também usei os MuRF no trompete de Flea no segundo verso de "Death Of A Martian". "
- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006

"Depois que eu gravei as guitarras e as tratei com o meu sintetizador modular Doepfer A100 e os pedais Moogerfooger."
- Total Guitar, Julho de 2006

"Alguns efeitos são impossíveis de controlar, como o novo pedal MuRF da Moogerfooger. É basicamente uma série de 10 filtros que vão em um ritmo e você pode transformar cada frequência a qualquer momento. Eu usei isso no solo e no topo do verso de "Dani California", e eu também usei-o no trompete de Flea em "Death of a Martian"."
- Total Guitar, Agosto de 2006

AO VIVO - MOOGFOOGER:

"Quando começamos a ensaiar as músicas para apresentações ao vivo, foi bem chato, porque tudo soava muito vazio sem sintetizador modular e outros tratamentos que usamos no disco. Mas encontrei um maneira de me aproximar muito dos sons do álbum por meio de vários pedais Moogerfooger, controlados por dois CP-51 Control Processors".

"Tenho os pedais MuRF normal e Bass em minha pedaleira. Eles não apenas produzem sons como os do disco, como também podem surpreender, porque você nunca sabe o que esperar deles. Por exemplo, numa noite eu estava tocando acordes abertos com distorção ou algo assim e, quando adicionei o MuRF, ele começou a tocar uma das batidas de "bateria" mais legais que já escutei. Na noite seguinte, tentei fazer a mesma coisa, mas não consegui nem chegar perto. Você tem de deixar o pedal te levar para onde ele quiser".

"Tenho também três pedais Moogerfooger MF-101 Low-Pass Filter. Um deles está ajustado para fazer uma espécie de ua-ua-ua-ua ou um som de Leslie futurístico, modulando o filtro com o LFO do CP-51. Uso isso para simular sons do filtro de sintetizador modular em "Dani California" e algumas outras partes. Outro pedal de filtro é programado para produzir aquele som "marciano" super-rápido de filtro que emprego em "Death of Martian" e nas estrofes de "Tell Me Baby". O terceiro é usado para fazer qualquer outro tipo de som de envelope filter que eu possa querer. Por fim, tenho um MF-103 12-Stage Phaser, para emular os efeitos de phaser do Analogue Systems, e um MF-102 Ring Modulator".

"É uma questão de transferir a energia e, em algumas noites, posso facilmente criar o mesmo efeito pulando feito louco no momento de um canção em que, no álbum, fiz alguns tratamentos. Ou talvez Chad [Smith, baterista] simplesmente toque com mais intensidade nesses pontos - contanto que haja algum tipo de movimento. A banda ganhou uma nova energia desde que começamos a nos dar melhor, e estamos voando no palco. Você pode me colocar lá em cima sem efeitos e com apenas um pequeno combo e, mesmo assim, eu me sentiria ótimo - contanto que haja essa troca de sentimento entre nós".
- Guitar Player, Novembro de 2006

- Ibanez WH-10 V1


"[Eu uso o] meu Ibanez WH-10"

- Guitar World, Julho de 2006

"Eu comprei um monte de diferentes pedais wah porque havia tantos momentos do álbum que íamos ter wah-wah que nós não queríamos que todos eles sejam o mesmo. O meu favorito ainda é o Ibanez (WH-10), eles não fabricam mais deles, os bastardos! Omar [Rodriguez-Lopez, do Mars Volta] esta agora viciado neles e ele está os comprando em todo o lugar."
- Total Guitar, Agosto de 2006

- Dunlop Cry Baby DB-02 Dime Custom


"O modelo de Dimebag [Jim Dunlop Crybaby Dimebag from Hell DB-02] foi outro que eu usei em certos pontos do álbum. Eu não gosto tanto como o Ibanez, mas é o melhor que eu encontrei."
- Total Guitar, Agosto de 2006


SINTETIZADOR:

- Doepfer A-100

"Há apenas algumas faixas, em que a guitarra não funcionam através do sintetizador."
- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006

"[Em Dani California] Usei um timbre direto de Strato na primeira parte da primeira estrofe. Na segunda parte, o sinal da guitarra é dividido e colocado em estéreo, com o som original à esquerda e o processado com o meu sintetizador modular Doepfer, à direita. O sinal da fita é usado para adicionar um gerador de envelope (ou ADSR), que responde à dinâmica e usa essa informação para controlar dinamicamente um filtro que acentua os graves. Ao contrário de um pedal de envelope filter, essa configuração me permite criar muito mais sons do que simples efeitos de wah. [...] Na ponte, a guitarra-base é processada com o LFO (oscilador de baixa frequência) do Doepfer controlando seu filtro de agudos, para que o filtro abra e feche de forma rítmica. A bateria também é filtrada, para que fique pequena e direcionada para um lado no começo, e depois cresça gradualmente e se expanda através de todo o espectro estéreo, o que permite que você escute o tratamento da guitarra com mais clareza."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Nas partes rítmicas [de Storm In A Teacup], usamos o mesmo efeito de envelope filter de "Dani California"."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Bem no final da música [Snow ((Hey Oh))], criei um arpejo articulado com três partes de guitarra distorcida, cada uma tocando uma nota do arpejo, em canais separados. Normalmente, se você tenta tocar esse tipo de linha com um pedal de distorção, as frequências se chocam e as notas embolam. Mas, dessa maneira, cada nota fica clara e dá a impressão de ser apenas uma guitarra. Toquei também as mesmas partes em um sintetizador, inseridas tão baixo na mixagem que você quase não consegue escutá-las, mas o trecho fica bem diferente sem esses sons sintetizados."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Usamos o LFO do Doepfer na parte principal da guitarra [de We Believe], e há também alguns canais de feedback de harmonia passados pelo MuRF, na abertura da segunda estrofe."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Quando começamos a ensaiar as músicas para apresentações ao vivo, foi bem chato, porque tudo soava muito vazio sem sintetizador modular e outros tratamentos que usamos no disco. Mas encontrei um maneira de me aproximar muito dos sons do álbum por meio de vários pedais Moogerfooger, controlados por dois CP-51 Control Processors."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Eu tenho trabalhado no timbre da minha guitarra, criando efeitos com um sintetizador como Omar Rodríguez, que tem muitos pedais de efeito na sua pedaleira. Nós dois estamos tentando criar texturas com som. Eu amo a expressão rítmica do Hip-Hop, então eu venho tentando aplicá-la com o rock Nem tudo tem que ser perfeito como o som que esses caras fazem com seus computadores. Digo: Deixe o computador e veja o que você pode fazer sozinho. Na década de 60 os álbuns dos Rolling Stones tinham todo tipo de percussões, guitarras e bateria, e soava bem. Eu acho que a boa música não está atingindo as pessoas, e o mau do pop".
- Clarin.com, Abril de 2006

"Eu coloquei a faixa de guitarra, por exemplo, através do meu Modular-Synthesizer, depois que ela foi gravada. E isso foi muito engraçado. Porque você pode mexer em tudo e todos os botões. Afinal, você pode usar as duas mãos: então você pode girar todos os botões e testar tudo para a música que você criou anteriormente na guitarra. Você nunca poderia fazer isso ao vivo, a menos que você tivesse dois cérebros e quatro mãos.No estúdio, isso não é um problema real. Gravamos a faixa de guitarra na fita primeiro, depois passamos para o Modular-Synthesizer e de lá de volta para a fita de novo. Mas não foi sempre o Modular-Synthesizer."
- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006

"Na canção "Animal Bar", por exemplo, eu uso os pedais para criar um som de guitarra que soa como um sintetizador. Eu não costumo usar os pedais. Muitas das vezes, quando eu gravei as partes de guitarra, eu as passava através do sintetizador e então eu passava elas para a fita de novo."
- Kerrang!, Maio de 2006

"Sim, as únicas músicas com keyboards são a segunda estrofe de "Wet Sand" e um sintetizador em "Charlie", que é muito óbvio, paralelo ao solo de guitarra. O resto do tempo sou eu com a minha guitarra que soa através do sintetizador, juntados e processados por aparelhos de eletrônicos. Na verdade, quando o synth foi criado ele não não era como as pessoas conhecem hoje em dia, foi um aparelho eletrônico que existia na ciência, e ai vem sendo aproveitado pelos músicos desde os anos cinquenta. Dessa forma eu estou usando hoje, apenas para mudar os sons tradicionais. Eu não vou começar a tocar um teclado neste momento da minha vida. Eu vou usar alguma coisa que enriquece o meu som e o muda, seja isso um filtro, uma reverberação, ou distorção simples, aumentando e abaixando o volume, um leslie speaker ou  um flanger, como engenheiro de Hendrix fez no Electric Ladyland, é assim que eu trabalhei em "Dani California". Eu estou tentando fazer o possível para experimentar com os sons, com sintetizadores, consoles, mixagens, efeitos, o ar do estúdio, a amplitude do som e até mesmo a relação entre o lugar que eu estou tocando e meu amplificador."
- Rolling Stone (MEX), Maio de 2006

"Quando eu uso um sintetizador, este tipo de filtro permite que o ar mova para dentro e para fora. Ele cria uma ilusão de movimento. Então eu faço a guitarra mudar muito pouco. E, de repente, há uma explosão de som. O sintetizador modular pode distorcer a realidade, e muda-lá. Eu não uso a sua função primária - sintetizado som. Eu só estou interessado em lidar com um instrumento real. A coisa mais importante era encontrar lado rock da banda, e captar a energia de tocar ao vivo."
- Teraz Rock, Maio de 2006

"Depois que as guitarras eram gravadas, eu pegava a fita de gravação e as processa por meio de meu sintetizador modular. Muitas pessoas podem pensar que estão ouvindo efeitos ou até mesmo um teclado sintetizador, mas não é isso que eu estava usando. Há partes de um sintetizador compõe o som, e partes de um sintetizador que processa som. E eu estava usando apenas as partes que processam o som, como filtros, LFOs [osciladores de baixa frequência, que criam efeitos como vibrato e tremolo] e envelope generators [que afetam nas características do attack e sustain]."
- Guitar World, Julho de 2006

"Agora eu estou realmente usando [o Doepfer] como um grande efeito guitarra - usando o sinal da guitarra, em vez de osciladores, como alguma fonte de som. Estou muito inspirado com o que Jimi Hendrix estava fazendo com sua guitarra nas sessões de Electric Ladyland, ou o que George Clinton estava fazendo com a guitarra de Eddie Hazel [em álbuns do Parliament/Funkadelic] ou o que Brian Eno estava fazendo com a guitarra de Robert Fripp [nas suas colaborações assim como em "Heroes" do David Bowie]. Eram pessoas que não queriam um som inerte; eles queriam ouvir algum tipo de movimento acontecendo o tempo todo. Essa ideia foi muito importante para mim neste álbum. De certa forma eu fui mais longe do que eu alguma vezes poderia ir, e de certa forma eu também não fui tão longe como eu teria almejado. Nosso estilo de mixagem me proibia usar a oscilação de volume na bateria, guitarra e baixo o tempo todo como no Electric Ladyland. Mas, pelo menos, minhas guitarras estão em constante estado de movimento. Por exemplo, em "Tell Me Baby" quando se vai do solo de guitarra de volta para o verso, parece que é duas faixas de guitarra diferentes registrados em dois momentos diferentes, mas na verdade é a mesma faixa com dois tratamentos diferentes no sintetizador modular. Eu estava constantemente executando o que estava gravado na fita através do modular e regravando isso de volta para a fita."
- Guitar World, Julho de 2006

"[Na segunda estrofe da música "Stadium Arcadium"] é um piano passando por um sintetizar modular, provavelmente um filtro high-pass filter com o ganho que está sendo alterada por um LFO. [GW: Há muitas partes assim no álbum] Sim, essa é um das minhas configurações favoritas. Fiz isso para os vocais, e para minha guitarra."
- Guitar World, Julho de 2006

"Algumas configurações [do Doepfer] lembra algo como um alto-falante giratório."
- Guitar World, Julho de 2006

"Mas normalmente eu só estou emulando [os auto-falantes giratórios da Leslie por] uma versão eletrônica com o sintetizador modular, o que lhe dá muito mais controle sobre o ritmo e todos os outros parâmetros. Para meu ouvido, soa como uma versão espacial de como uma Leslie soaria."
- Guitar World, Julho de 2006

"Depois que eu gravei as guitarras e as tratei com o meu sintetizador modular Doepfer A100 e os  pedais Moogerfooger. É a ideia de  alterar o som depois de ter tocado e não deixar nada ser inerte para que o som esteja em um estado constante de mudança. Essa ideia foi muito importante para mim."
- Total Guitar, Julho de 2006

"Às vezes eu estou experimentando com o sintetizador modular, e às vezes eu ouço o som claro em minha cabeça e eu sei exatamente o que tenho que fazer."
- Total Guitar, Agosto de 2006

TRATAMENTO DE SOM/OUTROS:

- Leslie [Auto-Falantes Giratórios] 

"A única vez que eu usei um auto-falantes giratórios Leslie foi no final de "Death of a Martian". Quando ele vai para o Outro, ouve a guitarra, por si só, e em seguida, uma outra guitarra vem, a duplicação daquela mesma parte. Isso é realmente uma Leslie."
- Guitar World, Julho de 2006

"Toquei com uma Leslie na parte A. O engenheiro também usou um truque, que tem a ver com colocar o sinal levemente fora de fase consigo mesmo, para fazer com que as guitarras pareçam se projetar para fora das caixas de som."
- Guitar Player, Novembro de 2006

- Mellotron

"[Em Dani California] Usei um timbre direto de Strato na primeira parte da primeira estrofe. Na segunda parte, o sinal da guitarra é dividido e colocado em estéreo, com o som original à esquerda e o processado com o meu sintetizador modular Doepfer, à direita. O sinal da fita é usado para adicionar um gerador de envelope (ou ADSR), que responde à dinâmica e usa essa informação para controlar dinamicamente um filtro que acentua os graves. Ao contrário de um pedal de envelope filter, essa configuração me permite criar muito mais sons do que simples efeitos de wah. Depois, essas duas partes se repetem e, enquanto estou sustentando o acorde que faz a transição para o refrão, uma parte de cordas com Mellotron sobe lentamente por trás da guitarra. Você quase não escuta o Mellotron, mas é o que dá a sensação de que algo muito grande está para acontecer."- Guitar Player, Novembro de 2006

- Analogue Systems Phase Shifter

"[Em Dani Calfornia] Há várias partes adicionais de harmonia na segunda metade do terceiro refrão, posicionadas em dois grupos com pan para cada lado. Além disso, Eddie Kramer apareceu e mostrou ao nosso engenheiro como fazer phaser de fita ao estilo anos 60, que usamos na parte que sai do refrão."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em Strip My Mind] As melodias na segunda estrofe são duas guitarras tocando em harmonia, processadas por um Analogue Systems Phase Shifter, que, ao contrário de um típico phase shifter, tem um alcance bem amplo, assim como um controle de ressonância. Quando você passa duas ou mais harmonias por ele e ajusta a ressonância bem devagar em frequência, ele favorece uma nota, com tudo se movendo de forma circular. Às vezes, quando três notas estão tocando juntas, uma quarta nota é criada a partir das frequências e harmonias. Fiz a mesma coisa em "She Looks To Me", mas com acordes em vez de notas individuais."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em "Desecration Smile"] As guitarras da harmonia são tratadas com o mesmo efeito de phaser usado em "Strip My Mind"."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em "She Looks To Me"] As três guitarras da harmonia no final foram feitas com o English Muff'n, passadas pelo phaser Analogue Sustems e mixadas em dois canais, com pan bem à esquerda e à direita. Normalmente, quando os sons estão se movendo de uma caixa para outra, você escuta exatamente onde eles estão, mas, com este processo, certas notas saem da esquerda e podem ou não sair da direita. Como a frequência do phaser está se movendo bem lentamente, cria um efeito tranquilizador."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"O solo [de Animal Bar] é processado com efeito de phaser estéreo do Analogue Systems Phaser."
- Guitar Player, Novembro de 2006

- Delta Labs Effectron II Delay Digital

"[Em Dani California] Toquei o solo original quando gravamos as bases e o dobrei mais tarde, exceto pela parte de wah super-rápida no final, que foi muito difícil de reproduzir com exatidão. Então, passei aquela parte por um delay digital Delta Labs Effectron II ajustado em um delay rápido, com apenas uma pitada de modulação lenta."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em She's Omly 18] Os efeitos de delay nas estrofes e no solo foram inspirados em If 6 Were 9, de Hendrix. Eles foram processados com o Effectron II, ajustado para um delay rápido com um pouco de modulação para dar movimento. O engenheiro criou também um reverb ao contrário muito bom para os vocais nos refrões."
- Guitar Player, Novembro de 2006

- EMT 250 Reverb Digital

"No solo [de Stadium Arcadium, viramos a fita e passamos o som por um reverb digital EMT 250 vintage, gravado em um canal separado. Quando a fita fosse virada novamente, o reverb estaria invertido e começaria antes da guitarra. Depois, tratamos o som do reverb com um filtro que deixa passar apenas os graves, assim, você não ouve apenas as notas aparecendo da guitarra não-processada, elas ficam girando e o som aparentemente surge do nada. Na segunda estrofe, desaceleramos a fita e palhetei algumas tríades bem rápido. Depois, passamos pelo EMT 250, fazendo-as soar como bandolins futurísticos do espaço."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Na ponte [de Slow Cheetah], criei ondas com o controle de volume da guitarra, que passamos pelo EMT 250, regulado na maior e mais longa configuração, criando um som parecido com estrelas rasgando o espaço."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em C'mon Girl] Usei o mesmo som com Muff''n de "Especially in Michigan" e o mesmo efeito de reverb ao contrário com filtro de "Stadium Arcadium"."
- Guitar Player, Novembro de 2006

MICROFONES:

Guitarras:
- Shure SM57
Royer R-121

Violão:
- Telefunken Ela M250

"Uso um Shure SM57 posicionado a alguns centímetros do cone. Em algumas faixas, o engenheiro Ryan Hewitt adicionou um microfone de fita Royer R-121, posicionado a uns 4 metros, para captar um pouco do som da sala. Usamos um microfone condensador valvulado Telefunken Ela M250 nos violões."
- Guitar Player, Novembro de 2006

AMPLIFICADORES:


Marshall Silver Jubille 1
 - Cabeçotes Marshall Major e Silver Jubilee (edição especial). Caixas Marshall 4x12 com alto-falantes Celestion originais de fábrica.
Marshall Major
Marshall Silver Jubilee 2

"Os amplificadores foram colocados no quarto com a bateria. Isso nos deu a atmosfera que as bandas dos anos 60 tinham, eles sempre fizeram isto deste modo. Na década de 70 os amps foram levados para outra sala, e isso fez essa atmosfera desaparecer. Estamos tentando reviver isso. É por isso que o álbum é cheio de feedbacks. Eles não podem ser evitados, por vezes, é como se todo o som fosse se partir... Eu gosto de fazer isto, o tanto quanto pudermos. O novo álbum é muito importante para mim, porque eu parei de tocar cuidadosamente. Eu tenho limitações. Eu queria que a guitarra brilhasse o máximo possível."
- Teraz Rock, Maio de 2006


OBS: John Frusciante utilizou os mesmos amps na turnê do álbum (2006-2007).





Todo material aqui contido foi retirado de entrevistas e citações de John Frusciante, entrevistadores ou pessoas ligadas a ele - e imagens dos seus equipamentos durante a gravação e turnê do álbum.

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