18 de julho de 2017

John Frusciante em seu declínio nas drogas - Julho de 2011


John Frusciante em seu declínio nas drogas
0157, Outubro de 1999

"Quando eu tinha 27 anos eu tive um ano onde eu sentia que não era eu, um ano onde me sentia como se eu fosse um impostor, onde eu não merecia ser chamado de John Frusciante. Foi o pior ano da minha vida. Mas terminou tudo bem. Embora o resto do mundo ainda não quisesse nada comigo, eu ainda era feliz dentro de mim através da dança, escrevendo e tocando guitarra. Eu estava tentando gravar músicas, mas nunca conseguia acaba-las, fazer do modo que eu queria na medida que as drogas tinham seus efeitos. Eu estava fumando crack e usando heroína durante todo o dia, muito rápido, cheirando cocaína, bebendo vinho, tomando valium. Eu estava tão perto de me matar. Se eu tivesse uma arma eu definitivamente teria me matado. Mas quando esses pensamentos passavam muito rápido pela minha cabeça e a sensação era de que eu estava prestes a morrer, apareciam esses avisos dos espíritos me dizendo: Você não quer morrer agora. Eu podia vê-los, era como se estivessem no meu quarto. E voltei a ter contato com o espírito que é John Frusciante, eu sabia que eu era quem eu sou e quem eu sempre fui, e não me sinto mais como um impostor. Eu não fumo cigarros, eu não bebo álcool, não uso qualquer droga. Estou em um estado mental saudável hoje. Se amanhã eu estiver em um quarto de hotel fumando crack eu não poderei fazer nada sobre isso. É o que eu estou me levando a fazer, se é o que eu sou me levando a fazer, eu tenho que deixar que isso me ajude."


Fonte: Q Magazine - Julho de 2011

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