2 de setembro de 2020

Chad Smith fala sobre o novo álbum, a possível produção de Rick Rubin e a volta de Frusciante

Chad Smith foi entrevistado pela revista Modern Drummer para ser capa da edição de outubro de 2020. No longo e interessante bate-papo que aconteceu em junho, o baterista trouxe algumas informações sobre o novo álbum do Red Hot Chili Peppers e a provável produção de Rick Rubin, a volta de John Frusciante para a banda e a magia do quarteto que está escrevendo músicas "positivas e edificantes".

Voltando ao que estávamos falando mais cedo, sobre a importância de tocar com outras pessoas, agora nessa quarentena, quando foi a última vez que você tocou com alguém?

"Bem, não vou ser um dedo duro (rizadas), mas alguns dos meus vizinhos tocam em bandas conhecidas, e nós tocamos no quintal da casa de um deles, e ele é um ator muito famoso. Mas os Chili Peppers voltaram a compor alguns dias por semana. É apenas nós quatro em um estúdio e ninguém mais."

E o John está de volta.

"Sim, John está de volta. Nós deveríamos estar em turnê na Espanha agora, mas desde que estar em turnê está fora de cogitação até o próximo ano, nós começamos a compor na esperança de gravar um álbum."

Vocês moram perto um do outro de forma que tocar pessoalmente seja possível?

"Sim, não estamos ensaiando virtualmente."

Teve alguma mudança perceptível no tom devido ao fato de vocês estarem compondo em uma época tão interessante?

"Está tudo lá, tudo que estamos vivenciando como indivíduo, somos todos produtos do nosso meio. É impossível a música não ser afetada por isso, mas não é tudo desgraça e escuridão ou música para o fim do mundo. Pelo contrário, estamos compondo músicas positivas e edificantes. Não há nada que já foi preconcebido; estamos sempre escrevendo sobre o que sentimos. Mas o que está acontecendo atualmente é pesado! Ontem à noite eu estava voltando para casa às 10 horas. Eu estava na área de Beverly Hills e, até chegar à auto-estrada, que tinha cerca de oito ou dez quilômetros, vi uns cinco carros - em Los Angeles! Foi estranho."


Existe uma carga mais positiva ou de maior apreciação de ser capaz de se conectar com seus irmãos musicais agora? 

"Sim, e ter John de volta ao nosso grupo é uma nova injeção de energia. Entramos e saímos da vida um do outro desde 1988, e já se passaram dez anos desde que tocamos com John, mas durante esse tempo todos nós continuamos a crescer como pessoas e como músicos. Então é novo, mas ainda é familiar. Ele mudou como pessoa e como músico também, e vai ser diferente, mas ao mesmo tempo, por qualquer motivo, temos essa coisa quando tocamos juntos que soamos como nós. Não importa o quão rápido, lento ou forte tocamos, isso ainda está lá, o que é muito legal! É empolgante acordar sabendo que não temos nada, mas provavelmente às 3 horas teremos algo que não tínhamos antes. Esse é o melhor sentimento para uma pessoa criativa, e sou grato por ter a habilidade com essas três caras com quem adoro fazer música. Às vezes é ótimo, às vezes não é tão bom, mas haverá algo novo que não existia antes, e eu adoro isso. Isso, e um pouco de café, é o que me faz levantar de manhã."
 
Você sabe quem vai produzir o novo álbum? 

"Temos conversado com Rick Rubin, e ele está animado com a nossa gravação e temos uma história real com ele, então essa seria a escolha óbvia, mas ainda estamos no início desse processo, então nenhuma decisão formal foi tomada."

Leia a entrevista completa em inglês: Modern Drummer
Tradução: Jonathan Paes

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