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11 de agosto de 2020

As declarações de John Frusciante na última entrevista antes de retornar aos Chili Peppers

Prenda seus ídolos, esse foi o título que Jerry Judelson deu a entrevista com seu ídolo John Frusciante em algum momento no inicio de 2016. Entre as inúmeras declarações incisivas, Frusciante falou de forma sobre tocar ao vivo e a relação com o público, a criação de um personagem e a afirmou que no Red Hot Chili Peppers ele fazia um espetáculo de si mesmo e ficava do "lado de fora" da música para chamar atenção. Em uma comparação mais ríspida, o entrevistador chegou a citar a conversa de John Lennon com a Rolling Stone em 1971, onde o ex-beatle repudia a mitologia dos Beatles, fala merda de seus ex-colegas de banda, e diz que seus fãs são um monte de burgueses hipócritas.

Sobre tocar ao vivo e a relação com o público:

"A música vem de dentro do músico e quando você está em turnê, você está ciente o tempo todo da impressão que você está passando às pessoas olhando pra você e ouvindo você. Dá-lhe a sensação de ser um objeto. E eu acho que a maioria dos músicos estaria mentindo se dissessem que não enxergam, após fazer turnês por um longo tempo, o próprio público como um monte de objetos. Eles objetificam você, e você por sua vez objetifica eles. Eles respondem da mesma maneira para as mesmas coisas todas as noites. Eles parecem máquinas, a um certo ponto."

A criação de um personagem para não ser falso e insincero:

"Você não pode ser atraente às pessoas e ser sincero ao mesmo tempo. Muitas vezes os melhores músicos tem que se esconder para serem atraentes ao público. Era no que David Bowie era um mestre. Ele estava se escondendo o tempo todo. Ele sempre era entrevistado como um personagem, e ele estava escondido como uma pessoa dentro desse personagem. E eu acho que esse era a maneira correta de lidar com um mundo onde é entendido que se você quer o apoio de uma gravadora, você tem que se vender. Se você vai ser falso e você vai ser insincero, transforme isso em uma forma de arte! E foi isso que o Bowie fez. Mas nem todos tem esse talento."

Sobre o espetáculo como guitarrista do Red Hot Chili Peppers: 

"Eu sempre fui muito cuidadoso em como incorporar a guitarra na música eletrônica. Eu não quero fazer um espetáculo de mim mesmo como guitarrista da maneira que eu fazia quando estava no Red Hot Chili Peppers. Eu quero estar dentro da música, e não do lado de fora para chamar sua atenção."

Essa entrevista foi feito por telefone como parte da divulgação de Foregrow EP e foi o último publicado antes da volta de Frusciante ao Red Hot Chili Peppers em 15 de dezembro de 2019.

Leia a entrevista: Fact Magazine - Maio de 2016

14 de janeiro de 2020

A gratidão de Eddie Vedder pelos Red Hot Chili Peppers - Abril de 2016


No dia 23 de abril de 2016, a banda Pearl Jam tocou no festival New Orleans Jazz & Heritage Festival, no mesmo dia o Red Hot Chili Peppers iria se apresentar. Com a ocasião, o vocalista Eddie Vedder agradeceu aos Chili Peppers pela oportunidade de ser quem é.



"Sabe, não parece que faz tanto tempo... Hoje nós temos um dos melhores empregos do planeta. E os empregos que tivemos antes desse não eram os melhores. Nós viemos... Bom, a gente escutava nossos discos e imaginávamos um dia tocando no mesmo palco que esses artistas tocavam. Isso já faz alguns anos. Mas eu me sinto muito bem agora. Parece que voltamos à posição de abrir o show dos Red Hot Chili Peppers, o que é ótimo! Nós somos muito gratos a esses caras! Anthony, Flea, John, Chad e agora o Josh, porque não sei onde estaríamos sem o apoio deles, pois tivemos a oportunidade de estar no mesmo palco que eles diversas vezes. Somos eternamente gratos aos Chili Peppers e mal posso esperar para ver o show deles! Às vezes eu penso que se não fosse por eles, eu não estaria aqui ouvindo vocês (público). Eu estaria ouvindo algo como 'Sr Vedder, compareça ao departamento de limpeza'. Mas agora quando estou em Seattle ou em outro lugar, eu escuto algo como 'você deveria tentar essa música desse jeito, eu acho bom para a letra dela' ou então 'você tem direito a todo o tipo de conforto durante o jogo de baseball'". 


Durante a apresentação da música "Rockin' In The Free World" do Neil Young, Chad Smith e Josh Klinghoffer juntaram-se com a banda.



O Pearl Jam abriu os shows de boa parte da turnê de Blood Sugar Sex Magik, junto ao Nirvana - e é isso que Vedder remete.






Agradecimentos: RHCP Brasil

Dave Lee disse que as mãos de Frusciante são responsáveis pela maior parte do timbre


No nosso primeiro Dave Mail, em 29 de dezembro de 2016, Dave Lee contou como era a interação do Marshall Major e do Silver Jubilee no rig principal e atribuiu as mãos de Frusciante a maior parte do seu timbre.




"O Major era bem limpo e o mais alto que nós conseguíamos colocar. Bem agressivo. O Jubilee tinha só um pouquinho de sujeira. Mas também, praticamente limpo. Toda a distorção dele vinha dos pedais. E do seu ataque às cordas. Eu tenho que dizer, eu não sou um grande guitarrista, e quando eu toquei com o rig dele quando nós estávamos montando-o, eu pensei que estava quebrado. Então ele foi tocar, e soou maravilhoso. É meio engraçado. Depois que o Dave Navarro saiu, e o John voltou pra banda, eu estava fazendo alguns trabalhos com outras bandas. Eu tinha acabado de fazer um trabalho temporário para Joe Holmes, com o Ozzy. O rig dele soava perfeito. Muito fácil de tocar. Então, eu montei o rig que o John estava querendo usar, e simplesmente soava errado. Até o John tocar. Eu acho que é por isso que tantas pessoas tem essa dificuldade em conseguir o "timbre" dele. Eu poderia não acreditar se eu não tivesse vivido isso, mas a maior parte do som dele estava em suas mãos. Se eu digo a alguém "é assim que você consegue o som dele..." e essa pessoa tocar, geralmente não soa parecido. Parece loucura, mas é verdade."




"O Boss CE-1 era dividido para um Marshall Major e um Marshall Silver Jubilee. O segundo Silver Jubilee era um amp que ficava sozinho. Normalmente sem nenhum efeito. E configurado com um timbre de overdrive. Quase sempre usado com a Les Paul preta. Nós o chamávamos de 'Rig do Slash'. Eu me lembro de um show em LA, John tocando com esse rig, e o Slash bem na frente dele, assistindo da plateia. Eu me lembro de pensar 'Imagino se o Slash sabe que foi ele quem inspirou esse rig'. Irônico."
- Dave Lee - Entrevista John Frusciante effects - 25 de dezembro de 2003




Confira nossa entrevista com Dave Lee: Português | English

18 de dezembro de 2019

Anthony Kiedis respondeu sobre uma possível volta de Frusciante em 2016


Anthony Kiedis foi perguntado se a porta estava aberta para uma possível volta de John Frusciante à banda em uma entrevista para o Journal de Montreal, publicada em 23 de julho de 2016.


Josh Klinghoffer está na guitarra, ele está de maneira definitiva no Red Hot Chili Peppers ou a porta está ainda aberta para um retorno de John Frusciante?
"Ha! Ha! Ha! Gostaria apenas de dizer que não há porta. Isto não é necessário. Acho que ele está feliz com o que ele fez e estou extremamente feliz com o que estamos fazendo com Josh. Ele é um músico incrivelmente criativo e inspirado. Sempre serei grato por ter feito música com John. Ele é um dos grandes roqueiros. Mas ele não sente falta disso."
 

Você ouviu falar dele recentemente?

"Não, mas eu ouvi algo positivo, que ele queria ouvir o álbum. Eu pensei que seria o oposto. Isso mostra que ele se preocupa com a gente. Eu prefiro assim."



Fonte: Journal de Montreal - Julho de 2016

7 de janeiro de 2019

John Frusciante por ele mesmo - Abril de 2016


"Não existe muito de uma pessoa em mim. Nunca houve. Eu me imagino como um tipo de não-pessoa. Olhando pra minha vida, eu quase sempre estive em casa com a arte e a criatividade. Da perspectiva de outra pessoa pode parecer egoísmo ou que eu esteja tentando escapar do mundo real, mas pra mim, o mundo da arte e da música é o mundo real e o resto é um lugar que eu não entendo de verdade."
- Thump - Abril de 2016

29 de julho de 2018

Chad Smith fala da sua relação com John Frusciante e a de Flea - Junho de 2016


Chad Smith foi entrevistado pela Rolling Stone, em junho de 2016, como parte da divulgação do álbum The Getaway do Red Hot Chili Peppers. Em uma das perguntas o entrevistador, Andy Greene, abordou a atual relação do baterista com John Frusciante.



Você fala com John Frusciante? 
"Não tenho falado. Uma vez ou outra ele me manda uma mensagem ou um e-mail ou algo assim. Eu sei que o Flea encontrou com ele recentemente e eles passaram um tempo juntos. Mas eu não tenho tido muito contato. Ele está fazendo as coisas dele. Eu amo o John. Ele é um dos músicos mais incríveis com quem eu já toquei. Fico muito feliz que ele esteve no nosso grupo. Mas eu acho que ele está feliz fazendo as coisas dele, o que ele quer fazer, e isso é ótimo. Eu quero que ele seja feliz."
- Chad Smith - Rolling Stone - 20 de junho de 2016



Tradução: Pedro Tavares
Agradecimentos: Ana Paula Machado Mancini

10 de junho de 2018

8 de março de 2018

Quando Adam Levine usou uma guitarra de Frusciante no The Voice


Esta história foi contada por Dave Lee, ex-técnico de guitarra de John Frusciante e atual técnico de guitarra de Adam Levine do Maroon 5, na nossa entrevista com ele em dezembro de 2016.



"Pelos últimos 6 anos eu estive trabalhando com Adam Levine do Maroon 5. Eu amo ele. Ele é uma ótima pessoa. Eu tinha praticamente perdido o contato com John. Mas há alguns anos, Adam ia tocar uma música do Queen no The Voice. Eu sabia que o John tinha uma guitarra no modelo de Brian May que nós queríamos para ter aquele som do Queen. Eu liguei pro John pra ver se eu poderia pegar a guitarra emprestada. Nós tivemos uma ótima conversa. Eu nunca tinha visto ele tão feliz. Nós conversamos por mais ou menos uma hora. Ele ficou feliz em nos emprestar a guitarra. E Adam ficou empolgado por estar tocando com uma das guitarras do John. Foi ótimo."



The Voice - Queen Medley: "We Will Rock You" com Adam Levine utilizando a guitarra de John Frusciante:





Dave Mail
Confira nossa entrevista com Dave Lee: Português | English

20 de fevereiro de 2018

"As improvisações de Kurt Cobain são solos bem impressionantes" - Maio de 2016




"As improvisações de Kurt Cobain são solos bem impressionantes porque é mais sobre sua energia, seu relaxamento, sem tentar impressionar com dedos rápidos ou o que seja. Sem aderir a coisas como permanecer em uma nota só - só tocar a nota que você quiser. É assim que é na música eletrônica". O ideal anti-rockstar de Frusciante é uma rejeição do estilo altamente técnico de tocar guitarra que dominou as ondas aéreas nos anos 70 e 80. "É por isso que eu sempre fui muito cuidadoso ao incorporar guitarra na música eletrônica. Eu não queria fazer um espetáculo de mim mesmo como um guitarrista da mesma maneira que eu fazia quando estava no Red Hot Chili Peppers. Eu queria estar dentro da música, não do lado de fora para chamar sua atenção."


Fonte: Fact Magazine - 14 de maio de 2016

16 de janeiro de 2018

Guitarra autografada por Frusciante para museu na Indonésia


Em 16 de janeiro de 2015, publicamos na nossa página fotos de John Frusciante junto a uma Fender Stratocaster autografada por ele, e ao guitarrista indonésio Dewa Budjana. Na ocasião, Frusciante autografava a guitarra para doá-la ao futuro museu de Budjana, Gitarku, que estará localizado em Bali na Indonésia - o projeto, que ainda não abriu as portas, tem a intenção de popularizar ainda mais o instrumento no país.






No começo de 2015, Dewa Budjana percorreu os Estados Unidos recolhendo guitarras autografadas por vários guitarristas famosos para exposição em seu museu, como Steve Vai, Michael Angelo Batio, Robby Krieger (The Doors), Allan Holdsworth, Bumblefoot (Guns n' Roses), Guthrie Govan, Kiko Loureiro (Angra, Megadeth), entre outros. John Frusciante o recebeu em sua casa e saiu para beber cerveja com Dewa, como podemos ver nas fotos acima. "John Frusciante, que é conhecido como um sujeito bem reservado, me convidou para sua casa", disse Dewa na época. Aparentemente, John Frusciante adora o trabalho de Dewa Budjana, principalmente seu último trabalho, o álbum Surya Namaskar. 

No dia 27 de janeiro 2016, um ano depois da visita, Dewa Budjana postou em sua conta do Instagram uma foto em que aparece na sala de John Frusciante tocando violão (o famoso Martin 0-15 dos anos quarenta de John Frusciante) enquanto John tocava guitarra (sua Performacer Cosair). Ele deu mais detalhes de como foi aquele dia. "Obrigado, John Frusciante, pelo ótimo dia que passamos juntos. Jantamos, tocamos, ouvimos discos de Jazz e seus projetos", disse Dewa na postagem. Veja a foto abaixo:


13 de janeiro de 2018

David Bowie e Brian Eno negaram convites para produzir discos dos Chili Peppers


Em 26 de janeiro de 2016, Anthony Kiedis esteve presente no programa Joynesy's Jukebox pela rádio 95.5 Klos de Los Angeles, e em conversa sobre a morte de David Bowie, revelou que o camaleão do rock negou de maneira "respeitosa" produzir dois (ou três) álbuns dos Red Hot Chili Peppers - que vieram a ser By The Way e Stadium Arcadium, lançados respectivamente em 2002 e 2006.



Anthony disse também, em tom de brincadeira, que Brian Eno já disse não oito vezes e que os Red Hot Chili Peppers tentam por toda carreira que ele produza os discos da banda.




Veja abaixo a tradução da conversa:
"Toda vez que a gente gravava um disco, tínhamos uma discussão na banda. “Quem a gente deveria convidar para produzir o álbum?” “Eu não sei, deveríamos tentar alguém novo. Vamos chamar David Bowie!” “Ok, vamos ligar pra ele.”
Então no começo a gente ligava para ele, e ele dizia não de maneira respeitosa. Aí depois a gente escrevia longos e-mails explicando tudo e porque era hora para a gente se reunir, e ele sempre recusou respeitosamente. Por dois minutos eu ficava de coração partido, aí eu ouvia o Chad Smith tocar bateria e pensava, “Estamos bem, podemos fazer outra coisa.” 
Pedimos para que ele produzisse By The Way, enquanto estávamos compondo By The Way, e aí pedimos novamente para o nosso próximo disco, que acabou sendo Stadium Arcadium. Ele disse não para nós duas ou três vezes, mas seu colega Brian Eno, a quem também pedimos para produzir nossos discos durante toda a carreira, disse não oito vezes."
Tradução: Tenho Mais Discos Que Amigos


John Frusciante e a admiração pelo trabalho de David Bowie e de Brian Eno:

David Bowie

Ele cita David Bowie como uma de suas inspirações para os vocais e já colaborou ele na mixagem da música "Bring Me the Disco King" em 2003. Em 2010, Frusciante teve a oportunidade de colaborar em um cover da música "Red Money", com o Swahili Blonde, tocando guitarra e fazendo os back vocals, banda da sua ex-esposa, Nicole Turley.











Brian Eno

Já com Brian Eno, John Frusciante começou uma amizade durante a passagem da turnê de By The Way pela Inglaterra - quando ele foi a um show dos Chili Peppers - os dois se encontraram após décadas de admiração e ele sendo um "herói" para Frusciante. Após o encontro, Brian Eno convidou John Frusciante para passar um dia em seu estúdio, eles passaram o dia ouvindo discos e conversando sobre gravação e equipamentos, e para demostrar o setup de gravação de guitarra, Eno pediu para que Frusciante tocasse alguns solos que acabaram sendo gravados e com eles Eno montou uma música - conforme John Frusciante disse em entrevista a revista Scene Point Blank (USA) em março de 2004. Além disso, John Frusciante cita constantemente a influência de Brian Eno nas suas gravações e abordagens de texturas nos sintetizadores e nas guitarras. 


7 de janeiro de 2018

Rick Rubin escolhe "Breaking the Girl" como uma das músicas mais notáveis que já produziu


Em entrevista ao site da Rolling Stone publicada em 11 de fevereiro de 2016, o lendário produtor Rick Rubin escolheu as 21 músicas mais notáveis de sua carreira como produtor. E "Breaking the Girl" do Red Hot Chili Peppers entrou na lista. A terceira faixa do álbum Blood Sugar Sex Magik, de 1991, primeiro de Rick Rubin como produtor da banda, foi escolhida principalmente, segundo ele, pela beleza que John Frusciante deu à música com seu violão. Rick falou sobre a escolha de "Breaking the Girl":


"Eu estava morando na Califórnia na época, e foi muito divertido para mim trabalhar com os Chili Peppers, porque eu era novo em Los Angeles, e os Chili Peppers estavam muito arraigados na cultura da cidade. Era como se após os Beach Boys, a próxima banda da Califórnia fosse os Chili Peppers. Eles realmente eram a banda de Los Angeles. Eles foram como o meu "Bem vindo a Los Angeles". Eu adorava sair com eles. Realmente experimentei Los Angeles de uma forma local ao estar com eles, e foi realmente uma bela experiência. 
Gravamos em uma casa que era incrível. Era um lugar bonito e com uma bela vibe. "Breaking the Girl" foi a primeira gravação que fizemos juntos, e tinha realmente uma bela parte de guitarra por John Frusciante.



Anthony [Kiedis] cantou em um dos quartos no segundo andar da casa sozinho. Ele não queria nunca que houvesse alguém o vendo quando ele estava cantando, então ele estava sempre meio que em um lugar remoto. Ficávamos ouvindo na sala de controle e falando com ele, e aí veio a ideia da quebra de ritmo - não me lembro se foi ideia do Flea ou do John - mas apareceu, então todos tocaram juntos. Aí todo mundo pegou potes, panelas ou instrumentos metálicos barulhentos para uma jam session percussiva, e funcionou muito legal. Isso deu um sabor interessante para a gravação e realmente a destacou."

Rick Rubin produziu seis álbuns do Red Hot Chili Peppers e só escolheu esta música como notável. Ele não irá trabalhar no próximo álbum da banda.



Confira a lista das 21 faixas que Rick Rubin escolheu como mais notáveis:

T La Rock e Jazzy Jay – “It’s Yours” (1984)
LL Cool J. – “I Need a Beat” (1985)
Beastie Boys – “No Sleep Till Brooklyn” (1986)
Slayer – “Angel of Death” (1986)
Run-DMC e Aerosmith – “Walk This Way” (1986)
Danzig – “Mother” (1988)
LL Cool J. – “Going Back to Cali” (1989)
Andrew Dice Clay – “Hour Back… Get it?” (1990)
Red Hot Chili Peppers – “Breaking the Girl” (1991)
Queen – “We Will Rock You (Ruined by Rick Rubin)” (1991)
Tom Petty – “Mary Jane’s Last Dance” (1994)
System of a Down – “Chop Suey” (2001)
Johnny Cash – “Hurt” (2003)
Jay Z – 99 Problems (2004)
Dixie Chicks – “Not Ready to Make Nice” (2006)
Metallica – “The Day That Never Comes” (2008)
The Avett Brothers – “I and Love and You” (2009)
Adele – “Lovesong” (2011)
Eminem – “Berzerk” (2013)
Black Sabbath – “God is Dead?” (2013)
Kanye West – “Bound 2” (2013)

24 de agosto de 2017

Frusciante Collection 1: Foregrow EP e suas particularidades em Vinil Preto/Prata e CD


Conforme foi anunciado no início do mês, nosso site estava à procura de pessoas interessadas em contribuir para a criação de conteúdo para a página. Um dos projetos apresentados foi de trazer a você, amigo leitor, as versões em cada mídia (CD, LP ou cassete) dos álbuns da carreira solo do John Frusciante. Para começar, nada melhor que iniciar com o último álbum lançado por ele: Foregrow.

Foregrow foi um EP lançado no Record Store Day do ano passado, mais precisamente em 16 de abril de 2016 pelo selo Acid Test (Absurd Recordings), tendo sido prensadas apenas 1000 (mil) cópias em vinil preto (ASD0027). O disco conta com 4 músicas, tendo a faixa título do álbum aparecido no filme “O Homem com Punhos de Ferro” (The Man with the Iron Fists) em 2012.

Todas as músicas do disco foram gravadas e tocadas por John Frusciante em 2007. A masterização ficou por conta de Stefan Betke, enquanto que as artes foram produzidas por Aura T-09 e Sarah Sitkin.

O lado A do álbum traz as músicas Foregrow e Expre’act, devendo ser reproduzido em de 33 ⅓ RPM, enquanto que o lado B tem as canções Lowth Forgue e Unf, cuja reprodução deve ser executada em 45 RPM:







Em seguida, em 7 de junho de 2016, foi laçada a versão em CD (ASD027CD), apenas em formato Digipack. Percebe-se que as cores da capa são bem fortes, assim como no vinil:



Posteriormente, em 02 de agosto de 2016 foi lançada uma nova versão em LP do álbum, dessa vez em vinil “prateado” (ASD027COL). As vendas deveriam ter sido iniciadas em 22 de julho daquele mesmo ano, todavia, acabaram sendo adiadas para o mês seguinte

Essa versão possui praticamente as mesmas características da versão em vinil lançada em abril de 2016, no entanto, vê-se de imediato que as cores da capa são pouco mais claras que as da primeira:








Por fim, importante lembrar que não foram produzidas versões em fita cassete desse álbum, o que vinha sendo uma prática de John Frusciante, conforme seus últimos álbuns produzidos pelo selo Record Collection (Letur-Lefr e PBX Funicular Intaglio Zone de 2012, Outsides EP de 2013, e Enclosure de 2014).



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28 de abril de 2017

JFEFFECTS ENTREVISTA: DAVE LEE (GUITAR TECH) (2016)

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Dave Lee durante un concierto de Red Hot Chili Peppers en Inglaterra, marzo 2003.

John Frusciante Effects tuvo el privilegio de entrevistar a Dave Lee, el técnico de guitarras de John Frusciante. Dave comenzó a trabajar con Red Hot Chili Peppers en los tiempos de One Hot Minute como técnico de Dave Navarro y luego del regreso de John a la banda, permaneció con en el puesto hasta el año 2007. También acompañó a Frusciante en sus trabajos fuera de la banda, participando en las grabaciones de sus álbums como solista y también en sus presentaciones. Si hay alguien con una importancia fundamental y con el conocimiento para hablar del tema - además del mismo Frusciante - es “Dave Lee, guy of John”. Actualmente, Dave trabaja con Adam Levine de Maroon 5, pero aún mantiene un gran respeto y buenos recuerdos de su antiguo compañero. Esta entrevista refleja el talento y la generosidad de este hombre, un gran profesional que a pesar de que el tiempo pasó, puso lo mejor de sí para llevar esto a cabo.


El equipo de Chili Peppers, año 2006
Dave, antes que nada, estamos muy agradecidos por esta oportunidad y queremos felicitarte por tu trabajo. Después de más de 10 años de estar con John Frusciante, ¿cómo era trabajar y convivir con el? ¿Era una relación de “jefe - empleado” o era más una amistad?
"Ok. Para empezar, gracias. John es una persona muy amable, con un corazón enorme. Habiendo dicho eso, a veces también podía ser difícil. Se frustra con facilidad y a veces hasta se agobia. Es muy emocional. Y su humor puede variar ante el menor cambio. Asi que diría que, así como quiero a la gran persona que él es, descubrí que lo mejor era que nuestra relación sea laboral más que una amistad."


¿Cómo era estar de gira con los Chili Peppers? ¿Cuál era la rutina y qué cosas sucedían durante un día de trabajo?
"Los Chili Peppers son una buena organización para la cual trabajar. El equipo está bien cuidado y cómodo dentro de lo razonable (buenos hoteles y buenos arreglos de viaje). Al margen de eso, es muy parecido a estar de gira con cualquier banda. Descargamos los equipos en el lugar. Hacemos el show. Cargamos todo de nuevo. Nos subimos al bus. El equipo de los Chili Peppers son las personas más amables con las que he trabajado. Un ambiente muy agradable y divertido."


¿Hay algún álbum o canción de John que te guste más que el resto?
"Para ser honesto, los trabajos solistas de John fueron grabados en un período de tiempo tan corto y de manera tan rápida que todo es una gran bruma para mi. Recuerdo que los trabajos de Ataxia eran los que más me gustaban. Joe Lally es la persona más buena del mundo."



Dave con la Strat '62 durante un soundcheck, año 2006
En la revista Guitarist, en junio de 2003, mencionas que trataste de convencer a John para que use réplicas de los antiguos modelos de Fender, pero que a él le gustaba la “vida” que tenían sus instrumentos vintage. Además del cambio del sistema de clavijas (reemplazadas por las de marca Kluson) y de los straplocks (reemplazados por el sistema de Schaller), ¿hay alguna otra modificación que le hayas hecho a las guitarras? John dijo en una entrevista que había reemplazado los micrófonos (pickups) de su Strat ‘62 por unos Seymour Duncan SSL-1 (al igual que en su Strat ‘55). ¿Hay algo además de eso? ¿Cuándo sucedió?
"Recuerdo leer eso y darme cuenta que John estaba equivocado en esa entrevista (aunque nunca se lo dije). Habíamos estado experimentando con varios pickups diferentes en ese momento. Y seguramente de ahí vino su confusión. Los pickups que dejamos instalados (y, John nunca supo esto) eran unos Fender Strat, nuevos y tradicionales. Los mismo que Fender instalaba en sus American Strats nuevas de ese período (apuesto a que no esperaban eso)."


Una vez mencionaste que habías tomado fotografías de la Stratocaster ‘62 para una persona llamada Jake, quien iba a ordenar una guitarra idéntica al equipo de Fender Custom Shop. ¿Aún tienes esas fotografías? ¿Podrías darlas a conocer al público?
"Perdón, no tengo idea de lo que sucedió con esas fotografías. Y el equipo de Fender Custom Shop nunca se reunió a producir una 'John Strat Replica'."


Fender Stratocaster '59
En 2004, John obtuvo dos Strats ‘61, una Fiesta Red y una Olympic White, ambas usadas en el tour de Stadium Arcadium. Al comienzo del tour (AOL [marzo de 2006] y en La Cigale [abril de 2006]) está tocando una Strat Sunburst de 1959 al parecer. Los rumores dicen que, tal como lo pidió Frusciante, le preguntaste a Ned Evett de reemplazar su mástil (neck) original por uno fretless cubierto en vidrio, pero en las fotos tomadas por Vintage Guitar en el año 2009 esa guitarra no aparece. ¿Es esto verdad? Si así fue, ¿cuál es tu opinión sobre la modificación? ¿Frusciante aún tiene la guitarra?
"Es verdad. La que fue modificada fue una hardtail (no recuerdo que haya sido usada durante el tour). Ned pensó que estábamos locos por hacer eso en una Strat vintage. Pero le enviamos la guitarra y lo que sucedió fue que Ned no pudo modificar el mástil ya que el alma (truss rod) no podía sacarse. Por lo que Ned instaló uno construído por él (con el fretboard de vidrio) en el cuerpo de la Strat. Hasta donde sé, John aún la conserva."


En muchos foros de internet, el orden de los pedales de John Frusciante durante el tour de Stadium Arcadium es un tema de debate. Con algo de investigación y discusión, intentamos elaborar ese orden, sabiendo que todos los pedales eran usados en serie y durante el mismo período. También tuvimos en cuenta los reemplazos del Big Muff (English Muff'n, Metal Muff, Foxx Fuzz Wah); el Electro-Harmonix POG (que fue usado solamente en el comienzo del tour); y el Digitech Whammy (usado de abril a julio de 2007). En principio, ¿es correcto decir que estaban todos conectados en serie? Y por último, ¿es correcto el orden realizado por esta página? ¿Qué correcciones harías?
"Por lo que puedo recordar, parece estar muy acertado. Algunas veces, los encendía a todos al mismo tiempo."





Lee: Orden del los pedales elaborada por JFeffects y confirmada por Dave Lee.





Otro punto clave es el siguiente: La señal era convertida en stereo a través del Boss CE-1 (tal como mencionaste en tu entrevista para la revista Guitarist en 2003), presumimos que entre el Marshall Silver Jubilee y el Marshall Major. Sin embargo, había otro Silver Jubilee. ¿Cuándo era utilizado? ¿Estaban la Gretsch White Falcon y la Gibson Les Paul conectadas a él? ¿Había algún otro pedal en ese posible canal separado?
"El Boss CE-1 era una división al Marshall Major y al Marshall Silver Jubilee. El segundo Silver Jubilee trabajaba aparte. Usualmente, sin ningún efecto adicional. Y estaba seteado con ganancia (overdrive). Casi siempre era usado con la Gibson Les Paul negra. Lo llamábamos el 'Slash Set'. Recuerdo durante un show en Los Ángeles, a John tocando con ese setup, y ver a Slash entre la multitud parado justo frente él, mirándolo. Recuerdo pensar: 'me pregunto si Slash se dió cuenta que él inspiró ese setup'. Irónico."


Además del equipamiento que estaba a la vista, ¿había algún tratamiento sonoro desde un rack?
"No. Sólo había un rack para el sistema inalámbrico."


John Frusciante y Dave Lee, año 2004
Desde el tour de ​By The Way​, John Frusciante comenzó a utilizar en sus guitarras sistemas inalámbricos Shure. Como podemos ver en los videos de los conciertos, cada guitarra tenía un transmisor. ¿Cómo trabajaba la recepción de la señal, cada guitarra tenía un transmisor y un receptor? ¿Tu controlabas la recepción de la señal, silenciándola durante los cambios de guitarra y seleccionando la frecuencia que usaba cada una de ellas?
"Prefiero tener a todas seteadas en un mismo canal. Y encender y apagar el transmisor durante el cambio de guitarras. Aún lo hago de ese modo."


¿Qué utilizaban cuando John tocaba su guitarra acústica en vivo? ¿A qué amplificador era enviada la señal?
"No usábamos amplificador. Teníamos un sistema inalámbrico de micrófonos para acústicas, hecho por Bill Asher. Este iba a las cajas directas. Era un Amulet Pickup System. Sonaba increíble."


En algunas entrevistas, John hace mención al proceso de grabación del álbum ​Shadows Collide With People​ como “frustrante”, dada su constante búsqueda de perfección. ¿Estás de acuerdo con él? ¿Las sesiones solían ser agotadoras o algo similar?
"Honestamente, grabamos tanto de sus álbums solistas en tan poco tiempo que no soy capaz de diferenciar esas sesiones de las demás."


Dave preparando los equipos para el show

¿Prefieres trabajar en el estudio o en los shows en vivo? ¿Cuáles son las diferencias?
"No soporto trabajar en el estudio. Me enloquece. Me la paso demasiado tiempo sentado, y siento que estoy siempre en el medio. Prefiero, por lejos, los shows en vivo."


En el álbum grabado en vivo en Hyde Park, la guitarra está algo más saturada que el tono que solía utilizar Frusciante. ¿Fue una decisión suya elegir ese tono? ¿Cómo fue logrado? ¿O sucedió durante el proceso de grabación?
"Nunca me di cuenta que sonaba más saturado. Pero esos shows en Hyde Park fueron muy divertidos. Conocí a muchos de mis héroes de la música durante esos días."


En Rock in Rio 2001, la guitarra de John también está bastante saturada. ¿Recuerdas cómo consiguieron ese tono? ¿Fue algo intencional?
"Ok. Hay una historia detrás de eso. El día anterior al show, durante el soundcheck, alguien detrás del escenario cambió un switch de corriente y quemó todos los amplificadores que estaban en el escenario y la mesa de monitores. Los productores tuvieron que rogar, pedir prestado y robar amplificadores de alquiler para nosotros. Fue un desastre."


John Frusciante usando el WH-10, año 2007.
Muchos guitarristas están en una búsqueda sin fin del tono de guitarra de John. En el 2010, Ibanez realizó una reedición del WH-10, el “wah tone” de los Chili Peppers. Sin embargo, esa versión (V2) dió muchos problemas a los usuarios. Frusciante utilizaba la primer versión de ese pedal (gris, modelo V1), fabricado entre 1987 y 1993, y uno negro (que yo llamo V1/2), fabricado entre 1993 y 1996. ¿Tuvo algún inconveniente con el pedal además de la estructura plástica? ¿Existe alguna diferencia entre estas dos versiones que él usaba?
"Esos WH-10 eran mi mayor problema. El problema principal era que el plástico se rompía constantemente. A él simplemente no le gustaba el sonido del nuevo con estructura de metal."


The Empyrean​ siempre fue un álbum favorito entre los fans de John, y es considerado una obra de arte de estudio. ¿Cómo fue la grabación de ese álbum?
"Honestamente, no recuerdo que esa grabación haya sido diferente. El material acústico de su trabajo solista siempre fue mi favorito."


¿Aún trabajas con John? ¿O mantienes contacto con él?
"Ya no trabajo con John. Durante los últimos 6 años he estado trabajando para Adam Levine de Maroon 5. Lo quiero, es un gran sujeto. He perdido contacto con John. Pero algunos años atrás, Adam iba a interpretar una canción de Queen en “The Voice”. Sabía que John tenía una guitarra Brian May como la que queríamos utilizar nosotros para tener ese audio de Queen. Llamé a John para preguntarle si podía prestárnosla. Tuvimos una gran charla. Nunca lo había oído tan felíz. Hablamos durante una hora aproximadamente. Fue muy amable de su parte prestarnos la guitarra. Y Adam estaba emocionado de estar tocando con una de las guitarras de John. Todo salió genial."


Blake Shelton con Adam Levine, usando la guitarra de John en The Voice, año 2011


¿Has escuchado su trabajo de música electrónica? ¿Qué piensas de él?
"Tengo que ser honesto. No soy un gran fran de la música electrónica. Estoy contento de que lo haga felíz. Es solo que ¡no la entiendo!"

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Entrevista realizada por:
- Raphael Romanelli A. de Oliveira
- Pedro Tavares

Traducción al español:
- Diego Arcidiácono

www.jfeffects.com.br

21 de abril de 2017

JF EFFECTS WYWIAD: DAVE LEE (TECHNIKIEM SPRZĘTOWYM) (2016)

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Dave Lee w trakcie koncertu RHCP granego w Anglii (2003 rok).

John Frusciante effects doznało ogromnego zaszczytu jakim jest przeprowadzenie wywiadu z Dave’em Lee, technikiem sprzętowym Johna Frusciante. Dave rozpoczął współpracę z Red Hot Chili Peppers w okresie wydania krążka One Hot Minute, kiedy to zajmował się gitarami ówczesnego gitarzysty Dave’a Navarro. Współpraca z zespołem układała się tak dobrze, że taką samą rolę pełnił dla powracającego do zespołu Johna Frusciante i co symboliczne, odszedł razem z nim w 2007 roku. Co warte dodania współpraca z Johnem nie zakończyła się na etapie Chili Peppers i Dave służył też swoją wiedzą w trakcie nagrywania solowych albumów artysty oraz w momencie związanych z ich promocją występów. Nie może więc dziwić, że jeśli można mówić o kimś (poza samym Frusciante) jako technicznym ekspercie czy autorytecie posiadającym ogromną wiedzę w swoim fachu to jedyną właściwą postacią przychodzącą na myśl jest właśnie „człowiek Johna” Dave Lee. Aktualnie Dave współpracuje z wokalistą Maroon 5 – Adamem Levinem, jednak nie przeszkadza mu to darzyć ogromnym szacunkiem oraz sentymentem swojego poprzedniego muzycznego partnera. Ten wywiad znakomicie obrazuje kim jest jego bohater, a jest bezwątpienia utalentowanym i wielkodusznym profesjonalistą, który mimo upływu czasu dalej pozostaje w znakomitej formie i jest gotowy osiągać kolejne sukcesy. 



Dave, na samym początku chcielibyśmy Ci bardzo podziękować za możliwość rozmowy z Tobą oraz pogratulować wszystkich zawodowych sukcesów! Po ponad 10 latach współpracy z Johnem Frusciante jak mógłbyś określić pracę oraz przebywanie z nim? Czy był dla Ciebie bardziej jak szef czy przyjaciel?
"Okej, pozostaje mi zacząć od słowa dziękuje! John jest bardzo dobrym człowiekiem, z wielkim sercem. Mając na uwadze to co powiedziałem, bywają jednak momenty w których potrafi być trudny. Szybko się frustruje i wydaje się być przytłoczony wszystkim co go otacza. To efekt tego, że jest bardzo emocjonalną osobą i jego nastrój może ulec zmianie nawet przez najmniejszą błahostkę. Mogę więc powiedzieć, że tak bardzo jak kocham go jako człowieka, uznałem za najlepszą drogą postępowania będzie utrzymanie naszej relacji na poziomie zawodowym niż przyjacielskim."


Equipe dos Chili Peppers em 2006.
Jak wyglądało bycie w trasie koncertowej z Red Hot Chili Peppers? Jakie panowały zwyczaje i co działo się w trakcie dnia pracy?
"The Chili Peppers to taki rodzaj organizacji dla której dobrze jest pracować. Przykłada się tam dużą wagę do kwestii opieki nad całą ekipą, a poziom komfortu jest dobrze zbilansowany ze zdrowym rozsądkiem (fajne hotele i organizacja podróży). Pomijając jednak te kwestie, wygląda to podobnie jak bycie w trasie z innymi zespołami. Montaż, zagranie koncertu, demontaż, powrót do busa. Zespół ludzi związany z Chili Peppers to grupa najsympatyczniejszych osób z jakimi mogłem pracować i panuje tam zabawna oraz przyjemna atmosfera."


Czy jest jakaś piosenka lub album Johna który lubisz bardziej od innych?
"Będąc szczerym, nagrywanie muzyki przez Johna było tak szybkim i skondensowanym procesem, że to co powstawało jest dla mnie dosyć mglistym wspomnieniem. Z tego co pamiętam najbardziej podobały mi się utwory nagrane przez Ataxie. Joe Lally to najsympatyczniejsza osoba na świecie."


Dave w trakcie soundchecku ze Stratem '62 w 2006 roku.
W wywiadzie dla Guitarist Magazine z czerwca 2003 roku, wspominałeś o próbie przekonania Johna do używania replik jego starych Fenderów, jednak on wolał pozostawić je przy „życiu” z takimi wspomnieniami jakie miały do tej pory. Czy z wyjątkiem oryginalnych kluczy (zastąpionych Kluksonami) oraz efektów mocowań (zastąpionych Schallersami) dokonywałeś jakiś innych modyfikacji w gitarach dla Johna? W jednym z wywiadów wspominał, że zamienił swoje przetworniki w Stratie ’62 na te marki Seymour Duncans SSL-1 (które miał w swoim Stratie ’55). Czy kojarzysz jakieś inne zmiany? Jeśli tak kiedy nastąpiły?
"Pamiętam jak podczas lektury tego wywiadu zdałem sobie sprawę, że John się pomylił (ale nigdy nie powiedziałem mu tego wprost). Eksperymentowaliśmy wtedy z wieloma rodzajami przetworników i musiał być lekko zdezorientowany. W rzeczywistości przetworniki które zamontowaliśmy były całkowicie nowymi sztukami dla Stratów marki Fender, o czym John nigdy nie wiedział. Dokładnie taki sam ich rodzaj Fender umieszczał w nowych amerykańskich modelach, o czym zgaduje, że nie mieliście nawet pojęcia."


Powiedziałeś kiedyś, że wykonałeś parę zdjęć Stratocastera ’62 dla faceta o imieniu Jake który miał zamówić dokładnie taką samą spersonalizowaną gitarę w sklepie Fendera. Czy nadal je posiadasz? Czy można liczyć na to, że ujrzą światło dzienne?
"Przepraszam, ale nie pamiętam co wyszło z tych zdjęć i gdzie się znajdują. Nie ma jednak wątpliwości, że sklep Fender nigdy nie produkował replik Stratów spersonalizowanych pod Johna."


Fender Stratocaster '59
W 2004 roku John nabył dwa modele Strata ’61 czyli Fiesta Red i Olympic White. Obydwa zostały użyte na trasie koncertowej promującej Stadium Arcadium. Jednak na samym jej początku (w trakcie występu dla AOL w marcu i koncertu na La Cigale w kwietniu 2006 roku) grał na Stratie Sunburst wyprodukowanym prawdopodobnie w 1959 roku. Pojawiły się plotki, że na prośbę Frusciante skierowałeś się do Neda Evetta aby ten zastąpił oryginalny gryf gitary modelem bezprogowym wykończonym szkłem. Jednak na zdjęciach wykonanych dla tej samej gazety w 2009 roku, ta gitara nie była pokazana. A więc czy to była prawda? Jeśli tak, to jakie jest Twoje zdanie na temat tej modyfikacji? Czy John ją zachował?
"Tak to prawda. Ta gitara o której mowa, miała zakotwiczone struny tuż za mostkiem (z ang. hardtail) i nie pamiętam czy John używał jej podczas trasy. Ned sądził, że oszaleliśmy chcąc modyfikować starego Strata w ten sposób. Nie mniej jednak wysłaliśmy do niego tą gitarę i wykonał swoją pracę. Wiązało się to z pewnymi innowacjami, ponieważ Ned nie mógł zmodyfikować gryfu w taki sposób jaki zakładał, przez to jak skonstruowane były części jakie się w niej znajdowały. W efekcie zaimplementował swoją własną konstrukcję z progami wykonanymi ze szkła. O ile mi wiadomo, John dalej ją posiada."


Na wielu forach internetowych trwały debaty w jakiej kolejności John używał swoich pedałów w trakcie koncertów na Stadium Arcadium Tour. Po małych poszukiwaniach i dyskusjach, chcieliśmy dotrzeć do punktu w którym określimy ową kolejność, wiedząc że wszystkie z nich były używane seriami, w podobnym czasie (jak Big Muff, ich następca English Muff’n, Metal Muff, Foxx Fuzz Wah; Electro-Harmonix POG używany na początku trasy oraz Digitech Whammy z okresu kwiecień – lipiec 2007). Po pierwsze czy były one wszystkie faktycznie używane w konkretnej kolejności? Po drugie czy ta określona przez nas seria była trafna?
"Ta kolejność wydaje się bardzo bliska realiom. Czasami faktycznie bywało tak, że uruchamiał je wszystkie w trakcie koncertu."






Kolejnym kluczowym zagadnieniem jest sygnał przerabiany na stereo przez Boss CE-1 (o tym wspominałeś w tym samym wywiadzie z 2003 roku) przypuszczalnie pomiędzy Marshall Silver Jubilee a Major. Jednak dostępny był też inny Silver Jubilee. Kiedy był on używany? Czy podpięte pod niego były Gretsch White Falcon i Les Paul? Czy w tym odseparowanym kanale znajdowały się jeszcze inne pedały?
"The Boss CE-1 był rozdzieleniem między Marshall Major a Marshall Silver Jubilee. Drugi Silver Jubilee był postawionym osobno wzmacniaczem, zazwyczaj bez żadnych nałożonych efektów, z przesterowanym tonem. Jon praktycznie zawsze grał z czarnym Les Paulem którego nazywaliśmy Slash Rig. Pamiętam jak podczas koncertu w L.A. John grał używając właśnie ten pedał, a wśród publiczności, dokładnie przed nim stał Slash. Pomyślałem wtedy ciekawe czy Slash zdaje sobie sprawę, że zainspirował nas co do jego nazwy. Ironia losu."


Czy pomijając dostrzegalny sprzęt, w obwodzie znajdował się stojak z gitarami mogącymi poddać zmianie rodzaj dźwięku?
"Nie, korzystaliśmy tylko ze stojaka z radioodbiornikami."


John Frusciante i Dave Lee w 2004 roku.
Od trasy koncertowej promującej By The Way, John Frusciante zaczął używać w swoich gitarach bezprzewodowego systemu marki Shure. Jak możemy zobaczyć na nagraniach z najróżniejszych występów i koncertów, każda gitara posiadała zamontowany transmiter. Jak działał odbiór dźwięku w momencie połączenia ich wszystkich z transmiterem, a jak to wyglądało gdy sygnał docierał do pojedynczych odbiorników? Czy kontrolowałeś odbiór sygnału poprzez jego wyciszanie w momencie zmiany gitary i ustalenia frekwencji ich następowania w trakcie występów?
"Preferowałem mieć je ustawione na jednym kanale i po prostu włączać oraz wyłączać w momencie dobierania odpowiedniej gitary. Do teraz robię to w ten sposób."


Co było używane w momencie kiedy John grał na żywo na swojej akustycznej gitarze? Do którego wzmacniacza wysyłany był sygnał?"Nic nie było używane. Posiadaliśmy akustyczny system stereo zainstalowany przez Billa Ashera w jego akustycznych gitarach. Dźwięk który do niego trafiał, przechodził do skrzynek DI. To był system Amulet. Brzmiało to znakomicie."


W niektórych wywiadach, John określał proces nagrywania krążka Shadows Collide With People mianem irytującego, z powodu swoich ciągłych prób dotarcia do perfekcji. Zgadzasz się z nim? Czy te sesje były faktycznie takie męczące?
"Szczerze, nagraliśmy mnóstwo jego solowych płyt w bardzo podobnym czasie, stąd nie umiem odróżnić już jednej od drugiej."


Dave przygotowujący sprzęt przed koncertem.


Preferujesz pracę w studio czy na żywo podczas koncertów? Czym te okoliczności się różnią?
"Nie potrafię znieść pracy w studio. Doprowadza mnie do szaleństwa, jest w niej za dużo siedzenia i poczucia, że jestem dopiero na początku drogi. Zdecydowanie bardziej ale to bardziej wolę pracę na koncertach."


Na krążku zawierającym zapis koncertu z Hyde Park można usłyszeć, że gitara Johna brzmi trochę bardziej intensywnie niż miało to miejsce zazwyczaj. Czy to on zaplanował sobie osiągnięcie takiego tonu i w jaki sposób go stworzył? A może ten efekt odkrył wcześniej w trakcie pracy w studio?
"Nigdy nie dostrzegłem tego, że dźwięk jest tam bardziej intensywny. Swoją drogą te koncerty na Hyde Park były świetną zabawą. Miałem tam okazję poznać wielu moich muzycznych bohaterów w zaledwie parę dni."


Na Rock In Rio 2011, gitara Johna również była delikatnie intensywniejsza. Czy pamiętasz jak osiągnięto ten efekt? Czy to było intencjonalne?
"Ok, za tym stoi pewna historia. Na próbie dzień przed koncertem, ktoś za kulisami przełączył guzik zasilania i zamroził każdy działający wzmacniacz oraz system jego kontroli. Organizatorzy musieli błagać, wypożyczać i kraść używane wzmacniacze dla Nas aby koncert się odbył. To był ogromny bałagan."


John Frusciante używa swojego WH-10 w 2007 roku.
Wielu gitarzystów jest w trakcie niekończącej się podróży której celem jest odnalezienie dźwięku gitar Johna. W 2010 roku Ibanez stworzył odświeżonego WH-10 którego opis brzmiał: Ton Wah w stylu Red Hot Chili Peppers. Jednakże, wielu użytkowników tego pedału miało spore problemu z jego obsługą. Frusciante użył jego pierwszej wersji (tej szarej V1 z okresu 1987 – 1993, oraz czarnej nazywanej V1/2 stworzonej między 1993 a 1996 rokiem). Czy pomijając plastikową obudowę, miał on jakiekolwiek problemy z korzystaniem z niego? Czy była jakaś znaczna różnica pomiędzy obydwiema wersjami?
"Te WH-10 stwarzały mi największe problemy. Główną zagwostką było to, że plastik z którego były zrobione mógł w każdej chwili pęknąć. Sam John zaś je preferował, bo nie podobał mu się dźwięk pochodzący z nowej metalowej wersji."


The Empyrean jest upatrywany jako faworyt dla wielu fanów dyskografii Johna oraz traktowany jako produkcyjne dzieło sztuki. Jak się nagrywało ten album?
"Nie pamiętam aby proces produkcji tego krążka różnił się czymś konkretnym od innych. Jeśli zaś chodzi o mojego faworyta, to zawsze były nimi jego nagrania akustyczne."


Czy dalej pracujesz z Johnem? Pozostajecie w kontakcie?
"Nie, nie pracujemy już ze sobą. Przez ostatnie sześć lat współpracuje z Adamem Levinem z Maroon 5. Kocham go, jest świetnym facetem. W bardzo dużym stopniu utraciłem więc kontakt z Johnem, jednak parę lat temu Adam miał zagrać piosenkę Queen w trakcie jednego z odcinków The Voice. Wiedziałem, że John posiada gitarę Briana Maya, którą zawsze chciał mieć, aby móc osiągnąć to wymarzone brzmienie Queen. Zadzwoniłem więc do niego, aby przekonać się czy jest możliwość jej pożyczenia na ten występ. Odbyliśmy wspaniałą rozmowę i nigdy wcześniej nie słyszałem go tak szczęśliwego. Rozmawialiśmy przez prawie godzinę. John był zadowolony dając nam możliwość użycia jej, a Adam był bardzo podekscytowany faktem, że będzie mógł zagrać na jednej z gitar Frusciante. Wszystko poszło znakomicie."

Blake Shelton obok Adama Levine'a używającego gitary Johna Frusciante w trakcie programu The Voice. Czerwiec 2011.

Czy słuchałeś jego elektronicznych produkcji? Co o nich sądzisz?
"Nie należę do największych fanów muzyki elektronicznej. Cieszę się, że nagrywanie jej sprawa mu radość, jednak absolutnie jej nie rozumiem. LOL."

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Ponownie JFeffects dzięki Dave Lee - a wkrótce jeszcze nie wszystko!

Rozmawiał:
- Raphael Romanelli A. de Oliveira
- Pedro Tavares

Tłumaczenie na język polski:
- Sebastian Mnich

www.jfeffects.com.br
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